quinta-feira, 21 de abril de 2011

Arnaldo Jabor x Wellington Menezes de Oliveira: qual o pior?

            A pergunta do  título parece incoerente. Alguém poderá até dizer: "Mas que pergunta absurda! Como comparar um assassino monstruoso como Wellington Menezes de Oliveira a um homem tão distinto e importante como Arnaldo Jabor?". Realmente, isso precisa de uma explicação e, para isso, vamos comparar os perfis dos dois e procurar entender o contexto que motivou a pergunta em pauta.



WELLINGTON MENEZES DE OLIVEIRA

A reportagem de capa da Revista Veja, Edição 2212, já dá uma ideia do perfil psicológico do assassino responsável pela morte de doze crianças na escola municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, no dia 07 de abril de 2011: "O massacre de doze crianças em uma escola no Rio foi urdido por uma mente doentia que pretendia 'jogar um avião contra o Cristo Redentor'" (BETTI, Renata. Revista Veja, Editora Abril, edição 2212, ano 44 - nº 15, 13 de abril de 2011, p. 81). "Mente doentia", diz a reportagem da Veja. Isso é o que também afirma a reportagem no site de notícias da UOL: "A informação sobre os hospitais foi confirmada pelo chefe da Divisão de Homicídios do Rio, delegado Felipe Ettore, em entrevista na madrugada desta sexta-feira (8) ao Jornal da Globo. De acordo com o delegado, as conversas mantidas ontem durante o dia com parentes e pessoas do convívio de Oliveira apontaram que o atirador era uma “pessoa que tinha patologia mental” (grifo meu). Ettore destacou que a mãe biológica do rapaz seria esquizofrênica (grifo meu), conforme os relatos, mas não apontou como algo primordial, nas investigações, a localização dela pela polícia. (...) Investigações preliminares indicam que Oliveira apresentava um comportamento estranho nos últimos meses, desde que a mãe adotiva morreu, no ano passado. O pai já havia morrido (grifo meu). De acordo com os relatos, o atirador era introvertido e gostava de passar longas horas em frente ao computador, navegando na internet. Filho de mãe com problemas mentais que tentou o suicídio (grifo meu), Oliveira era o caçula de cinco filhos e foi adotado ainda criança. Tímido e retraído, segundo vizinhos, o atirador fazia poucas referências sobre a vida pessoal. Um dos relatos de conhecidos dele informa que Oliveira mudou a aparência nos últimos meses, passando a usar basicamente roupas pretas" (http//:www.noticias.uol.com.br).

            Ainda segundo a reportagem da Revista Veja, Wellington não tinha amigos nem confidentes conhecidos e que "outras estranhas  facetas desse rapaz adotado com dias de vida por parentes da mãe esquizofrênica já tinham vindo à tona antes. Na escola do bairro Realengo em que cursou o ensino fundamental e onde cometeu o massacre, a Tasso da Silveira, ele era o 'esquisitão da turma', na descrição de uma ex-colega. Em casa, vivia pendurado na barra da saia da mãe, testemunha de Jeová, e usava camisa e calça sociais mesmo nas poucas festas em que aparecia. Mas os traços mais evidentes de seu desequilíbrio mental surgiram há cerca de dois anos (...). VEJA obteve cópias de duas de suas fichas de renovação de matrícula no Colégio Estadual Madre Teresa de Calcutá, onde ele cursou o ensino médio. Na ficha de 2004, no espaço reservado à religião do aluno, ele escreveu: 'Testemunha de Jeová'. Na ficha de 2006, mudou a resposta para 'muçulmano'. (...) Na bolsa que deixou na escola de Realengo, a polícia encontrou alguns textos escritos por ele. Em um deles, o matador diz que passa 'umas 4 horas do dia lendo o Alcorão'. Em outro trecho registra: 'Algumas vezes, medito no 11/09' - referência ao atentado terrorista nos Estados Unidos em 2001.

            Wellington escolheu a dedo o cenário da matança. Mesmo com duas escolas públicas vizinhas à casa para onde ele se mudou depois da morte da mãe adotiva, no bairro de Sepetiba, ele preferiu percorrer 33 quilômetros para transformar em palco da sua carnificina o colégio em que havia estudado - e do qual não guardava boas recordações. Aluno mediano, segundo mostram boletins obtidos por VEJA, ele não tinha amigos e era alvo de piadas e humilhações da classe. Aos 10 anos, foi lançado a uma lixeira pelos colegas. Era apelidado de Sherman, uma referência ao personagem nerd do filme American Pie. 'A gente o xingava de tudo, zoava até cansar', diz um ex-colega." ( Idem, pp. 83, 84 e 85).

            Abaixo segue a reprodução da carta escrita por Wellington Menezes de Oliveira, dando algumas explicações confusas e informando como gostaria de ser sepultado: 


“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida.
           
            Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu pelo por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi” (Wellington Menezes de Oliveira).


ARNALDO JABOR
 
Nasceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1940. É cineasta, crítico e escritor. Formado no ambiente do Cinema Novo, participou da segunda fase do movimento, que buscava analisar a realidade nacional, inspirando-se no neo-realismo italiano e na nouvelle vague francesa. Seu primeiro longa metragem foi o inovador documentário Opinião Pública (1967), uma espécie de mosaico sobre como o brasileiro olha sua própria realidade.  No início dos anos 70, com o recrudescimento da repressão política e da censura, os antigos autores cinemanovistas procuram caminhos metáforicos, alegóricos, para driblar a ação do governo e poder expor suas propostas. Jabor faz o mesmo com Pindorama (1970). Mas aqui o excesso de barroquismo e de radicalismo contra o cinema clássico comprometem a qualidade da obra, como o próprio Jabor admitiria mais tarde. Seu próximo filme o redime completamente e se converte num dos grandes sucessos de bilheteria do cinema brasileiro: Toda Nudez Será Castigada (1973), adaptado da peça homônima de Nelson Rodrigues, possui um enfoque mais humano, mas ainda assim não poupa implacáveis críticas à hipocrisia da moral burguesa e de seus costumes, na história do envolvimento da prostituta Geni (Darlene Glória, no papel que lhe valeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim) com o viúvo Herculano (Paulo Porto). O filme seguinte, dessa vez adaptado de um romance de Nelson, é ainda mais forte nas suas investidas contra as deformidades comportamentais e sexuais da sociedade: O Casamento (1975), último filme da atriz Adriana Prieto, também foi bem recebido por crítica e público e rendeu a atriz Camila Amado o Kikito de ouro de melhor atriz coadjuvante. Com Tudo Bem (1978), inicia a chamada "Trilogia do Apartamento", talvez seu filme mais célebre que investiga, num tom de forte sátira e ironia, as contradições da sociedade brasileira já vitimada pelo fracasso do milagre econômico, isso no espaço restrito de um apartamento de classe média. A obra ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília e proporcionou a Paulo Gracindo e Fernanda Montenegro, entre outros, grandes desempenhos. A película seguinte se dedica mais a uma análise intimista e sexual: Eu Te Amo (1980), obra que consagrou Paulo César Pereio e Sônia Braga no cinema, concentrando-se nas crises amorosas e existenciais de um homem e uma mulher. O próximo filme, Eu Sei que Vou Te Amar, com os jovens Fernanda Torres (ganhadora do prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes na ocasião) e Thales Pan Chacon na pele de um casal em crise, guarda semelhanças de forma e conteúdo com Eu Te Amo. Ambos os filmes se consagraram como grandes sucessos de bilheteria. Na década de 1990, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou na imprensa o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a Rede Globo, no Jornal Nacional, Jornal da Globo e no Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Fantástico e também para a Rádio CBN, o estilo irônico com que comenta os fatos da atualidade brasileira. Seus dois últimos livros Amor É prosa, Sexo É poesia (Editora Objetiva, 2004) e Pornopolítica (Editora Objetiva, 2006) se tornaram best-sellers instantâneos. Abordando os mais variados temas (cinema, artes, sexualidade, política nacional e internacional, economia, amor, filosofia, preconceito), suas intervenções "apimentadas" na televisão e em suas colunas lhe renderam admiradores e muitos críticos. Depois do assassinato do guitarrista Dimebag Darrell, que foi noticiado no Brasil durante o Jornal da Globo, da Rede Globo, o cronista Arnaldo Jabor chamou a todos os headbangers de "violentos e sujos". Muitas cartas foram enviadas à emissora em protesto aos comentários.

            Prêmios e nomeações: ganhou o Urso de Prata, no Festival de Berlim, por Toda Nudez Será Castigada (1973); ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Filme, no Festival de Gramado, por Toda Nudez Será Castigada (1973); ganhou o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado, por O Casamento (1975); ganhou o Candango de Melhor Filme, no Festival de Brasília, por Tudo Bem (1978).

            Livros publicados: Os canibais estão na sala de jantar (Editora Siciliano, 1993); Sanduíches de Realidade (Editora Objetiva, 1997); A invasão das Salsichas Gigantes (Editora Objetiva, 2001); Amor É Prosa, Sexo É Poesia (Editora Objetiva, 2004); Pornopolítica, (Editora Objetiva, 2006); Eu Sei Que Vou Te Amar, (Editora Objetiva, 2007).

(Wikipédia, Internet, consulta em 20 de abril de 2011, às 16:30h)


            Voilà! Comparando os dois perfis, não temos dúvida de que o perfil do "Assassino de Realengo", Wellington Menezes de Oliveira, é inversamente proporcional ao perfil de Arnaldo Jabor. O primeiro, Wellington Oliveira, tinha patologia mental, era um aluno medíocre, tímido, retraído e cheio de traumas - um rejeitado pela sociedade. O segundo, Arnaldo Jabor, é um homem conceituado nacional e internacionalmente, inteligente, com QI acima da média, lúcido, usufruindo de uma mente sadia e racional - um aclamado pela sociedade. Então, onde o perfil de Wellington Menezes de Oliveira se encontra com o de Arnaldo Jabor?  Eles se encontram na ignorância das atitudes: o primeiro no agir, o segundo no falar. Arnaldo Jabor, com toda sua inteligência, fala de um Deus que não conhece; Wellington Oliveira agiu em nome de um deus ladrão, mentiroso e homicida. Nesse ponto, nenhum é pior do que o outro - ambos são iguais. O assassino ceifou vidas humanas motivado por uma mente doentia; o intelectual atacou o Reino do Deus Vivo e a fé cristã com uma mente sã, porém impregnada de uma louca ideologia.

            Leia, na íntegra, o comentário de Arnaldo Jabor sobre a tragédia de Realengo:


Arnaldo Jabor
 "Esse foi um massacre religioso! Como a matança dos inocentes de Herodes, ele foi o anjo da morte de um deus louco. A carta que este homem deixou, mostra isso: pureza - impureza, virgindade - adultério; o seu sangue intocável por fornicadores; seu enterro de filho virgem ao lado da mãe santa, de onde Jesus o despertará. O seu ritual de sepultamento é místico: "quero ser banhado e envolvido nu num lençol branco e puro", como um Cristo. Espantosamente, na carta, vemos que massacrou em busca de perdão. E para punir, matando meninas, principalmente - futuras pecadoras, talvez, na cabeça dele. Na história do mundo, a ideia de Deus foi essencial para nomear o inconsciente humano e saciar nosso desejo de eternidade. Sem a ideia de Deus, a civilização seria impossível. Só que com a falência da felicidade no mundo incompreensível de hoje, Deus pode deixar de ser uma fonte de consolo e se transformar num agente do terror. Reaparece o mesmo deus, que queimou milhares de feiticeiras na Idade Média; o deus do Irã, que apedreja as mulheres; o deus que arma os homens bomba, em nome de Alá; o deus que jogou os aviões contra Nova Iorque. Nos tempos trágicos de hoje, surgiu o deus da morte. E a dor que sentimos com esse crime, é de abandono. O ato desse assassino nos faz sentir que estamos sozinhos, e que Deus está ausente".

(JABOR, Arnaldo. Jornal da Globo, Comentário, 08 de abril de 2011.)


            Comparando a carta do "Assassino de Realengo" com o comentário de Arnaldo Jabor, percebemos a existência de um ponto em comum entre os dois: a INSANIDADE. Wellington Menezes de Oliveira delirou com sua mente doentia; Arnaldo Jabor enlouqueceu em sua intelectualidade humanista. A palavra de Deus diz no Livro dos Salmos, capítulo 14.1: " O tolo diz em seu coração: Não há Deus". A revolta de Arnaldo Jabor é justificável. O que não justifica são as palavras que ele utilizou para manifestar o seu repúdio ao crime. "Esse foi um massacre religioso!", bradou o comentarista no início do seu protesto abrasado, sem perceber que o mesmo Satanás que incitou Wellington Menezes de Oliveira a praticar aquela barbárie em Realengo, aproveitando-se de sua patologia psiquica, também o incentivou a pronunciar palavras de acusação contra o Deus Vivo, aproveitando-se da sua racionalidade iluminista,  como se Deus fosse o culpado pelo estado de miséria em que se encontra a humanidade. Afirmar que foi "um massacre religioso" é, no mínimo, não saber o significado da palavra Religião.

          "...ele foi o anjo da morte de um deus louco". Sim, Arnaldo Jabor, o mentalmente perturbado Wellington Menezes de Oliveira foi um "anjo da morte de um deus louco". Deus com d minúsculo mesmo, pois se refere não ao Deus Santo, criador dos céus e da Terra, mas ao deus deste século, como a própria Palavra de Deus diz: "Mas, se ainda o nosso Evangelho está encoberto, é naqueles que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do Evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus" (2 Co 4.3-4). O "deus louco" a quem você se refere, cegou o teu entendimento, Arnaldo Jabor, para que você e muitos que defendem a tua mesma ideologia, não tenham as mentes resplandecidas pela luz do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Foi o deus deste século, Satanás, que nomeou "anjos da morte" para matar milhares de pessoas na Idade Média e para praticar as demais coisas que você atribui ao Deus Único, Santo, Onipotente, Onipresente e Onisciente. Logo você, que tanto se defende de textos que são postados na Internet e cuja autoria lhe é atribuída.

            "O ato desse assassino nos faz sentir que estamos sozinhos, e que Deus está ausente". Você começou o  teu comentário mal e  o terminou pior ainda, Arnaldo Jabor. Você pode se sentir sozinho, justamente como outros que pensam como você. Mas nós, que cremos Naquele que vive e reina para todo o sempre, não estamos sozinhos. O Senhor nosso Deus sempre está a nos dizer: "Pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti" (Isaías 49.15). Deus é Onipresente! É o  teu intelectualismo arrogante, Jabor, que te faz delirar e não entender o amor de Deus e a Sua reta justiça.

            Uma coisa deve ser dita: ainda há esperança para Arnaldo Jabor! Não é o caso de Wellington Menezes de Oliveira, pois para este  não existe mais salvação, porque está escrito na Palavra de Deus, em Hebreus 9.27: "Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, VINDO DEPOIS O JUÍZO". Portanto, Arnaldo Jabor ainda tem tempo de aceitar ao Senhor Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e, quando ele fizer isso, conhecerá a Verdade e a Verdade o libertará, "porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Se todo o mundo se voltar para Deus, na bendita pessoa do Senhor Jesus Cristo, nunca mais teremos massacres em Realengo, aviões se chocando contra torres ou qualquer outro tipo de crime que reflete o estado miserável de uma sociedade sem DEUS.


Pastor Hafner
Chavannes - Suíça