segunda-feira, 18 de abril de 2011

A trilogia de Dan Brown: alerta para o crente desavisado!




            Li "Anjos e Demônios", "O Símbolo Perdido" e estou lendo "O Código da Vinci". Me interessei pela trilogia como Graduando em História e como Teólogo. Realmente Dan Brown apresenta fatos, como deixa claro logo no início dos seus livros em questão. E, como sabemos, a História é feita por fatos, embora nem todo fato possa ser considerado História. Como disse o Historiador Edward Hallet Car: 


"(...) O historiador sem os seus fatos não tem raízes e é inútil; os fatos sem seu historiador são mortos e sem significado. Portanto, minha primeira resposta à pergunta 'Que é história?' é que ela se constitui de um processo  contínuo de interação entre o historiador e seus fatos, um diálogo interminável entre o presente e o passado."
(CARR, E. Que é história?, 1982, p.65).


            Ou como escreveu Adam Schaff: "(...) É portanto a interpretação que eleva os fatos vulgares ao nível dos fatos históricos ou, reciprocamente, que derruba estes últimos do seu pedestal." (SCHAFF, Adam. História e Verdade, 1995, p. 237).


Dan Brown

            Voilà! Não pretendo aqui nessa postagem discorrer sobre o que pode ou não ser considerado fato histórico. O certo é que Dan Brown trata em sua trilogia, em meio a tanto malabarismo ficcional, de fatos que são verdadeiramente históricos. E, não posso negar, ele escreve muito bem. Consegue prender o leitor da primeira à última página. Os três livros seguem uma mesma linha de ação, deixando parecer um mesmo produto, com um mesmo sabor, apenas dividido e enlatado em recipientes diferentes. O herói é o mesmo:  o Professor de  Simbologia Religiosa da Universidade de Harvard, Robert Langdon - uma mistura de James Bond com Indiana Jones. O que chama a atenção, pra quem não lê os livros apenas atrás de emoção, são as referências a locais, pessoas, datas, símbolos, objetos, sociedades secretas e documentos que realmente existiram ou ainda existem. Dan Brown estudou História da Arte na Universidade de Servilha, Espanha, onde começou a estudar com seriedade os trabalhos de Leonardo da Vinci, fato que foi de suma importância para escrever um dos seus livros. A esposa de Brown, Blythe, é pintora e historiadora da arte, e colabora nas pesquisas de seus livros.

            Até aqui tudo muito bonitinho. Acontece que os livros de Dan Brown tem um poder de persuasão muito grande. O turismo nos locais citados no livro, por exemplo, aumentam após os leitores ficarem curiosos e desejosos de conhecer in loco os cenários e os objetos que os deixaram eletrizados durante a leitura do(s) livro(s). O problema é quando a leitura desses livros influenciam alguns leitores a adotarem uma ideologia errônea acerca de quem é Deus, quem é o Senhor Jesus Cristo, qual o propósito e o significado da Bíblia, qual o verdadeiro destino da humanidade, etc. E, para completar, passam a ver a Maçonaria, por exemplo, como um cordeirinho inocente; uma célula sadia dentro da sociedade, que vela para que um dia as mentes humanas sejam totalmente iluminadas pela "verdade" emanada do Grande Arquiteto do Universo.

            Não aconselho nenhum crente desavisado a ler qualquer desses livros. Conheço algumas pessoas que ao se depararem com simples questões filosóficas naufragaram na fé. Não é difícil que alguns cristãos inconstantes "tropecem nas páginas" dos livros de Dan Brown, pois eles envolvem o leitor e fazem com que muitos pensem que o Cristianismo é parte de um mosaico formado por crenças, seitas, sociedades secretas, ideologias, filosofias, enfim, é mais um no meio desses movimentos bizarros e satânicos. Posteriormente vou falar neste Blog sobre os perigos contidos em cada livro da trilogia de Dan Brown, pois considero que essas obras contribuem para levar os seus leitores desapercebidos a uma letargia espiritual, pois Brown, ao contrário do que afirma em seu livro O Símbolo Perdido, está contribuindo para levar caos onde já existe ordem. Mas o Sol da Justiça, queira satanás ou não, está voltando; Ele que é o Rei dos Reis e Senhor dos senhores, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Então todos verão, mais uma vez, a diferença entre os que servem e os que não servem a Deus. Ora vem, Senhor Jesus!


Pastor Hafner
Chavannes - Suíça

2 comentários:

  1. O que há de errado com a maçonaria? De que forma ela é ruim?
    Sendo criada por homens é claro que tem problemas (assim como todas as religiões visto que também são criadas por homens). Nunca em toda minha vida ouvi falar da maçonaria desviando alguém do bom caminho ou de sua fé. Não entendo o porque do ataque gratuito à maçonaria.

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  2. "Não aconselho nenhum crente desavisado a ler qualquer desses livros." E ainda tem coragem de falar do poder de persuasão dos livros de Dan Brown! Meu caro amigo, é o mesmo que você falar para uma pessoa não ler nada que a faça pensar e refletir! Eu sou cristão e qual o problema de ler um livro que pode apresentar um ponto de vista diferente do meu? É isso que vocês pastores querem, um bando de alienados que não questiona nada, que quando indagados sobre algum assunto, só falam: "queima senhor" ou "isso é obra do inimigo"... me poupe e nos poupe de uma crítica dessas!

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