quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Por que tarda o pleno AVIVAMENTO?

               Se você ainda não leu o livro Por que tarda o pleno Avivamento? (Why Revival Tarries), de Leonard Ravenhill, eu te aconselho a ler. Embora o livro tenha sido publicado no Brasil pela Editora Betânia em 1989, o texto original, em inglês, foi escrito em 1959. O surpreendente é que, mesmo depois de 52 anos, a mensagem do livro permanece atualíssima. A. W. Tozer, ao prefaciar o livro em pauta disse: "Nem todos os livros -  nem mesmo os bons livros -  podem ser considerados uma  mensagem do alto. Mas acredito que este o seja. E o é porque seu autor é uma voz do alto, e o espírito dele fala por suas páginas. " Já o site Insights Cristãos comenta o seguinte sobre o livro de Ravenhill: "(...) apesar de ter 50 anos, a mensagem desse livro é surpreendentemente atual. Como o título sugere, o livro trata sobre o que impede e o que promove o avivamento. Ravenhill, entretanto, o faz de uma maneira muito peculiar. Seu estilo é profético e direto. Não tem receio em confrontar a Igreja e sua liderança, chamando-os a assumirem a responsabilidade pelas trevas que dominam o mundo diante da ausência da luz do Evangelho. É um livro muito inspirador, que nos desafia a deixar a mediocridade no que se refere a Deus e ao seu Reino."

               Resolvi compilar alguns trechos do livro "Por que tarda o pleno Avivamento?", e transcrevê-los nesta postagem. Porém, não deixe de adquirir o livro, pois você saberá o que muitas vezes impede o avivamento, não apenas em nossas igrejas, mas, também, em nossa própria vida.

               "Muitos perguntam: 'Por que tarda o pleno avivamento?' Ravenhill responde com palavras incisivas e inconfundíveis. Escrito em 1959, este livro tardou a sair em português, mas minha oração é para que esteja sendo lançado no momento certo para despertar uma igreja confusa, mundana e enfraquecida para um grande derramamento do Espírito Santo de Deus. Só assim ela cumprirá o seu papel profético de Família de Deus, Corpo, Noiva e Habitação de Cristo" (FOSTER, George R. Prefácio da Edição Brasileira, 1989, p. 7).

               "Por mais erudito que um homem seja, por mais perfeita que seja sua capacidade de expressão, mais ampla sua visão das coisas, mais grandiosa sua eloqüência, mais simpática sua aparência,  nada disso toma o lugar do fervor espiritual. É pelo fogo que a oração sobre aos céus. O fogo empresta asas à oração, dando-lhe acesso a Deus; comunica-lhe energias e torna-a aceitável diante do Senhor. Sem fogo não há incenso; sem fervor não há oração" (E. M. Bounds).

               "Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja persistente em oração.  Só assim receberá a misericórdia de Deus" (John Wesley).

Leonard Ravenhill
                "Ninguém precisa ser espiritual para pregar, isto é, a preparação e a pregação de um sermão perfeito segundo as regras da homilética e com exatidão exegética, não requer espiritualidade. Qualquer um que possua boa memória, vasto conhecimento, forte personalidade, vontade, autoconfiança e uma boa biblioteca pode pregar em qualquer púlpito hoje em dia. E uma pregação dessas pode sensibilizar as pessoas; mas a oração move o coração de Deus. A pregação toca o que é temporal; a oração, o que é eterno. O púlpito pode ser uma vitrine onde expomos nossos talentos; o aposento da oração, pelo contrário, desestimula toda a vaidade pessoal.

               A grande tragédia de nossos dias é que existem muitos pregadores sem vida, no púlpito, entregando sermões sem vida, a ouvintes sem vida. Que lástima! Tenho constatado um fato muito estranho que ocorre até mesmo em igrejas fundamentalistas: a pregação sem unção. E o que é unção? Não sei. Mas sei muito bem o que é não ter unção (ou pelo menos sei quando não estou ungido). Uma pregação sem unção mata a alma do ouvinte, em vez de vivificá-la.

               Que febre de construção de templos estamos presenciando hoje. No entanto, sem pregadores ungidos, o altar dessas igrejas não verá pecadores rendidos a Cristo. Suponhamos que todos os dias diversos pescadores saiam para o alto-mar com seus barcos, levando o mais moderno equipamento que existe para o exercício desse ofício, mas retornem sempre sem apanhar um só peixe. Que desculpa poderiam dar para tal fracasso? No entanto, é isso que acontece nas igrejas. Milhares delas estão abrindo as portas dominicalmente, mas não vêem conversão. Depois tentam encobrir sua esterilidade interpretando textos bíblicos ao seu bel-prazer. Mas a Bíblia diz: 'assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia...

               E o mais triste de tudo isso é que o fogo que devia haver nesses altares encontra-se apagado ou arde em combustão muito lenta. A reunião de oração está morrendo ou já morreu. Com a atitude que temos em relação à oração, estamos dizendo ao Senhor que o que Ele começou no Espírito, nós terminaremos na carne. Qual é a igreja que pergunta a um candidato ao ministério quanto tempo ele passa diariamente em oração? A verdade é que o pregador que não passa pelo menos duas horas por dia em oração, não vale um vintém, por mais títulos que possua."

               "Nossas orações precisam ser apoiadas numa energia que nunca esmorece, numa persistência que não aceita não como resposta, e numa coragem que nunca se rende" (E. M. Bounds).

               "Ah, se pudéssemos sentir-nos mais preocupados com o estado de inanição em que se encontra hoje a causa de Cristo na terra, com os avanços do inimigo em Sião e com a devastação que o diabo tem efetuado nele. Mas infelizmente um espírito de indiferença vem imobilizando muitos de nós" (A. W. Pink).

               "Todo declínio espiritual começa com a negligência da oração. Nenhum coração pode desenvolver-se bem sem muita comunhão íntima com Deus; não existe nada que possa compensar a falta dela" (Berridge).

               "A estatura espiritual de um crente é determinada pelas suas orações. O pastor ou crente que não ora está-se desviando. O púlpito pode ser uma vitrine onde o pregador exibe seus talentos. Mas no aposento da oração não temos como dar um jeito de aparecer.

               Embora a igreja seja pobre sob muitos aspectos, é mais pobre ainda na questão da oração. Contamos com muitas pessoas que sabem organizar, mas poucas dispostas a organizar; muitas que contribuem, mas poucas que oram; muitos pastores, mas pouco fervor; muitos temores, mas poucas lágrimas; muitas que interferem, mas poucas que intercedem; muitas que escrevem, poucas que combatem. Se fracassarmos na oração, fracassaremos em todas as frentes de batalha.

               Os dois requisitos para se ter uma vida cristã vitoriosa são visão e fervor. Ambos nascem da oração e dela se nutrem. O ministério da pregação é de poucos; o da oração - a mais importante de todas as atividades humanas - está aberta a todos. Porém, as 'criancinhas' espirituais comentam sem o menor constrangimento: 'Hoje não vou à igreja. É dia de reunião de oração'."

               "A pior maldição que um povo pode sofrer é ter uma religião movida à base de mera emoção e sensacionalismo. A ausência de realidade espiritual já é trágica; mas o aumento da falsa espiritualidade é pecado mortal" (S. Chadwick).

               "Seria muito bom se nos libertássemos da idéia de que a fé é uma questão de heroísmo espiritual, que apenas alguns cristãos seletos conseguem ter. Existem os heróis da fé, é verdade; mas a fé não é apenas para heróis. É uma questão de maturidade espiritual; é para adultos em Cristo" (P. T. Forsyth).

               (...)

               Sobre o autor do livro: Leonard Ravenhill (1907-1994) foi um evangelista cristão e autor que centrou suas mensagens sobre os assuntos da oração e do reavivamento. Ele é mais conhecido por desafiar a igreja moderna e por seu livro mais notável, “Por Que Tarda o Avivamento?”. Nascido em Leeds, em Yorkshire, Inglaterra, foi educado em Ravenhill Cliff College na Inglaterra sob o ministério de Samuel Chadwick. Ele era um ávido estudante de história da Igreja e um especialista na área de avivamento. Suas reuniões durante os anos da II guerra mundial, atraiu grandes multidões na Grã-Bretanha, e como resultado, muitos consagraram suas vidas ao Senhor e a vida no ministério cristão e se lançaram nos campos missionários do mundo.

               Em 1939, casou com uma enfermeira irlandesa, Martha. Os Ravenhills tiveram três filhos: Paulo, David, e Philip. Paul e David se tornaram ministros do Evangelho, e Philip professor. Em 1959, Ravenhill e sua família mudaram-se  da Grã-Bretanha para os Estados Unidos. Na década de 1960 viajavam pelo interior dos Estados Unidos fazendo reuniões evangelísticas em tendas, reuniões de avivamento. Na década de 1980, Ravenhill mudou-se para uma casa perto Lindale, Texas, a uma curta distância do “ministério dos últimos dias”, do cantor cristão Keith Green. Ele ensinou regularmente aulas nesse ministério e foi um mentor para o falecido Keith Green. Também passou algum tempo ensinando no Bethany College of Missions em Minnesota, e algum tempo em Seguin, Texas. Entre outros, foram influenciados por Ravenhill, Ravi Zacharias, Tommy Tenney, Steve Hill, Charles Stanley, Bill Gothard, Paul Washer, Dan Brodeur, Sean Cabral Myers, Brett Mullett, David Wilkerson.

Pastor A. W. Tozer
                Ele era um escritor prolífico e amigo próximo do pastor e escritor A.W. Tozer. Através de seu ensino e de seus livros, Ravenhill abordou as disparidades que ele percebia entre a Igreja do Novo Testamento e a Igreja moderna e apelou para a adesão aos princípios do reavivamento bíblico. Tozer disse de Ravenhill: “Para homens como este, a igreja tem uma dívida muito pesada para pagar. O curioso é que ela raramente tenta pagá-la enquanto ele vive. Pelo contrário, a próxima geração constrói seu sepulcro e escreve a sua biografia – como se instintivamente cumprisse a obrigação que a geração anterior, em grande medida, tinha ignorado”.

              
               Quando ele faleceu em Novembro de 1994, Ravenhill foi enterrado no mesmo espaço do cantor Keith Green, seu aluno na fé.


Um comentário:

  1. Ja tive oprotunidade de ler este livro, e realmente é tremenda a sua mensagem. Lina Coito

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