domingo, 2 de agosto de 2015

CALVINISMO NA ASSEMBLEIA DE DEUS — PARTE 2


Pastor Ciro Sanches Zibordi declara: Não sou 100% arminiano nem 0% calvinista”.


Depois de participar de um ótimo e conciliador hangout — promovido pela VINACC (Visão Nacional para Consciência Cristã) —, no qual os pastores e pregadores do Evangelho Euder Faber, Joaquim de Andrade, Renato Vargens, Franklin Ferreira e este articulista conversaram amistosamente sobre os pontos de convergência de calvinismo e arminianismo, tenho recebido muitos elogios e algumas críticas. A mais recorrente é a seguinte: “Por que o irmão, apesar de representar o grupo dos arminianos, no hangout, não assumiu que é arminiano?”

Pr. Ciro Sanches Zibordi
Muitos arminianos, especialmente, se incomodaram com o fato de eu ter iniciado a minha participação na aludida conferência pela Internet dizendo que não sou 100% favorável ao arminianismo nem 100% contrário ao calvinismo. Penso que esses irmãos em Cristo estão um tanto irritados comigo em razão de reduzirem o calvinismo e o arminianismo aos cinco pontos expressos pelos acrósticos ingleses TULIP (Total DepravityUnconditional ElectionLimited AtonementIrresistible Grace e Perseverance of the Saints), no caso do calvinismo, e FACTS (Freed by GraceAtonement for AllConditional Election,Total Depravity e Security in Christ), no caso do arminianismo.

Ora, é evidente que os cinco pontos de TULIP e FACTS são irreconciliáveis e excludentes, na prática. Entretanto, não se deve reduzir o calvinismo e o arminianismo aos mencionados cinco pontos. Estes são apenas os pontos discordandes. Por que ninguém menciona os pontos de convergência, como fizemos no hangout? Afinal, calvinismo e arminianismo transcendem as discussões soteriológicas sobre depravação total e livre-arbítrio, eleição e expiação, graça salvadora e segurança da salvação, etc.

A despeito de eu defender as doutrinas atreladas à sigla FACTS — livre-arbítrio, eleição condicional, obra redentora extensiva a toda a humanidade (o que é diferente de universalismo), possibilidade de resistir à graça salvadora e possibilidade de decair da graça —, nunca fiz a mínima questão de usar o rótulo de arminiano. Isso porque não demonizo o calvinismo por causa da TULIP, nem sacralizo o arminianismo em razão de eu advogar a FACTS.

Finalmente, saliento que aprendi com o mestre e teólogo Antonio Gilberto, que também não faz questão de dizer que é arminiano, a não confundir a teologia com a Bíblia. A teologia é o que os teólogos — homens falíveis, sejam calvinistas, sejam arminianos — dizem das Escrituras. E a Bíblia é a própria Palavra de Deus. Respeito, pois, e leio todos os teólogos, mas tenho a certeza de que o veredicto é dado pela Palavra de Deus.

Ciro Sanches Zibordi


Fonte: CPADNews


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