sexta-feira, 4 de agosto de 2017

AUMENTA A GERAÇÃO "NEM NEM" — NEM TRABALHA NEM ESTUDA

Imagem: Reprodução/Blog Diego Maia 

Quase 10 milhões de jovens brasileiros (15 a 29 anos) no Brasil não trabalham nem estudam. É um exército de reserva que pode ser manobrado para o bem ou para o mal. A classe dominante brasileira sempre teve medo de uma rebelião dos escravos (Darcy Ribeiro). Mas são os antagonismos sociais (desigualdades) do nosso capitalismo selvagem e extrativista que podem um dia explodir por meio de uma violência coletiva devastadora. O IBGE (na Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio de 2012) apontou que os jovens que não trabalhavam nem frequentavam a escola, os chamados de “nem-nem”, representavam 19,6%. Isso significa 9,6 milhões de jovens, de uma população estimada para o período de 48, 8 milhões de jovens, na faixa etária de 15 a 29 anos.
O problema, aliás, é mundial. O relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que o desemprego entre os jovens continua aumentando. Em 2013, 73,4 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos estavam sem trabalho – quase 1 milhão a mais do que no ano anterior. Isso representa uma taxa de desemprego juvenil de 12,6 %, mais do que o dobro da taxa de desemprego geral de 6,1%. A pesquisa revelou que o número de jovens que não trabalham nem estudam cresceu em 30 dos 40 países pesquisados. Em 2013, 1 milhão de jovens perderam seus trabalhos.
Boa parcela desses milhões de jovens que não estudam nem trabalham conta, no entanto, com estrutura familiar (é o grupo Nem-Nem acolchoado). O restante é desfamiliarizado (não tem uma constituição familiar sólida nem amparo social, como é corrente nos países de capitalismo selvagem e/ou concentrador: Brasil, EUA etc., que nada têm a ver com os países de capitalismo evoluído e distributivo, civilizados, como Dinamarca, Noruega, Japão, Alemanha, Islândia etc.).
Esse grupo desfamiliarizado (Nem-Nem+), nos países de capitalismo selvagem e extrativista, é uma verdadeira bomba-relógio, em termos sociais, de potencial criminalidade e de violência. Por quê? Porque os fatores negativos começam a se somar (não estuda, não trabalha, não procura emprego, não tem família, não tem projeto de vida...). Se a isso se juntam más companhias, uso de drogas, convites do crime organizado, intensa propaganda para o consumismo, famílias desestruturadas etc., dificilmente esse jovem escapa da criminalidade (consoante a teoria multifatorial da origem do delito). Milhões de jovens, teoricamente, estão na fila da criminalidade (e nossa indiferença hermética não se altera um milímetro com tudo isso).
Diferentemente dos países civilizados de capitalismo evoluído e distributivo (que teriam todos esses jovens dentro da escola), nosso capitalismo bárbaro não se distingue pela educação de qualidade para todos, pelo ensino da ética, pelo império da lei e do devido processo e pela alta renda per capita. O Brasil, aliás, ocupa a vergonhosa 85ª posição no ranking mundial do IDH (índice de desenvolvimento humano). Estamos vivendo uma grave crise intergeracional. A cada dia é “roubado” o futuro de uma grande parcela das gerações mais jovens. Quando as esperanças desaparecerem completamente, o risco é de eclosão de uma grande explosão local e/ou mundial de violência.
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Nota: A situação permanece a mesma em 2017. O site da Veja, em uma matéria publicada em 22 de julho deste ano, informa que, "com a crise, o número de jovens no Brasil que nem trabalham nem estudam já soma 6,6 milhões". Segundo Zélia Nolasco Freire, Mestra (2003) e Doutora (2009) em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, o termo nem nem "é uma tradução livre do espanhol, pois na Espanha é conhecida como a geração 'Ni-Ni', 'ni estudian ni trabajan'; na Itália é chamada de 'mammone' porque não larga da saia da mama, e no Reino Unido de 'Kidult'." Vamos continuar orando por nosso país e por nossos jovens!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

SÃO OS TRAPACEIROS ASTRONAUTAS?


Eu já contei em outra postagem como me tornei ateu após ler o livro "Eram os Deuses Astronautas?", do teórico, escritor e arqueólogo suíço Erich Anton Peter von Däniken. Erich von Däniken também é um dos idealizadores de Alienígenas do Passado, série televisiva americana transmitida pelo History Channel. Claro que também contei na mesma postagem, caso você não tenha lido, como Deus me arrancou da escuridão do ateísmo e me trouxe para a Sua maravilhosa luz  Foi quando percebi as mentiras ardilosas do pseudocientista suíço. 

O fato é que "há um só Deus" (1 Tm 2.5), e, com toda a certeza, Ele nunca foi astronauta. Contudo, a proposta aqui não é analisarmos e provarmos a existência de Deus, mas, sim, sabermos se os astronautas são trapaceiros ou se são homens que realmente foram ao espaço. Parece loucura, não é? Principalmente se você cresceu sonhando em viajar pelo espaço após ter assistido dezenas de filmes produzidos por Hollywood e de ter visto diversas imagens produzidas pela NASA (National Aeronautics and Space Administration), uma agência do governo americano, criada no dia 29 de julho de 1958, que tem por objetivo pesquisar e desenvolver tecnologias e programas de exploração espacial, com a missão de desenvolver o futuro na pesquisa, descoberta e exploração espacial. Parece tudo muito bonito, não é verdade? Pois há quem não ache. Aliás, tem muita gente afirmando que a NASA é uma farsa; que o homem não foi à Lua; que astronautas não passam de trapaceiros que nunca saíram da Terra; que a Terra não é um globo... Não ria, pois a coisa é séria. 

A internet está "estrelada" de sites e vídeos que mostram as supostas artimanhas criadas pela NASA com a finalidade de enganar o mundo inteiro, inclusive o próprio governo americano. É por isso que há cidadãos americanos tentando provar que a agência espacial mais famosa do planeta é, na verdade, uma devoradora de muitos bilhões de dólares vindos dos impostos pagos pelo povo dos Estados Unidos da América. Cidadãos e cidadãs de várias partes do mundo também tentam exaustivamente provar que a NASA e agências espaciais de outras nações estão omitindo informações e promovendo factoides para a manutenção de uma grande farsa que perdura há décadas. E não pense que é gente que não tem o que fazer ou desprovida de conhecimento científico que está participando desse movimento. Há, por exemplo, muitos físicos e geólogos engrossando o caldo das denúncias. 

Eu tenho a minha própria opinião sobre o assunto em tela, e, diga-se de passagem, tenho muito interesse em abordá-lo. Sendo assim, resolvi desenvolver esta postagem e a intitulei "São os Trapaceiros Astronautas?", a fim de confrontar o título "Eram os Deuses Astronautas?", do livro de Erich von Däniken. Isso me dá um certo gostinho de vingança daquele que contribuiu para que eu mergulhasse cegamente no ateísmo. Culpa dele? Claro que não! Culpa da minha ignorância. Mas, mesmo assim, ele merece ser confrontado, pois permanece sustentando as suas teorias fajutas.

Segundo o Dicionário inFormal, "trapaceiro é o indivíduo que faz trapaça, que engana; que usa de fraude; que usa de artifícios ilícitos". Será que os astronautas podem ser considerados trapaceiros? Será que eles são protagonistas em uma grande fraude? Será que a NASA está enganando o mundo inteiro com uma farsa há cinquenta e nove anos? Há quem diga que sim. O Diário Pernambucano, por exemplo, publicou em 2012 uma matéria com o seguinte título: "NASA enfrenta primeiras denúncias de farsa em missão enviada a Marte". Leia abaixo parte dessa matéria:

"A névoa da incredulidade junto aos factoides espetaculosos promovidos pelos Estados Unidos da América já ofusca o êxito da mais recente missão da NASA. Tão logo foi divulgado o pouso do Curiosity em Marte, espalhou-se pela Internet acusações de falsidade nas primeiras imagens feitas do solo marciano pelo jipe-robô mais caro produzido pela agência espacial. (...)

Corroborando a tese de fraude, o site Wikileaks divulgou documentos que comprovariam a inviabilidade orçamentária de uma missão como a Curiosity para o governo dos EUA. 'Nos últimos anos, o governo norte-americano gastou trinta trilhões de dólares para impedir a bancarrota de conglomerados financeiros cujas especulações massivas incitaram a atual crise nos mercados globais. Outros tantos trilhões custearam guerras absurdas e provocaram centenas de milhares de mortes. Frente a tantas outras farsas funestas, a procura por resquícios de vida em Marte soa como um mero escárnio', afirma o site na apresentação de seu dossiê."

Claro que existem matérias mais antigas que essa do Diário Pernambucano, onde a NASA é confrontada e colocada sob suspeita. Porém, são as mais atuais que atacam com bastante veemência as ações da agência espacial norte-americana, apresentando farto material que nos induz de forma eficiente a, pelo menos, questionarmos informações, vídeos,  fotos e fatos apresentados pela NASA e por agências espaciais de outros países. Portanto, apresentarei na segunda parte deste estudo alguns links que te conduzirão para alguns dos principais endereços que tratam da matéria em apreço.

Você deve estar se perguntando sobre o que eu penso acerca de tudo isso, já que deixei claro que não acredito na teoria falaciosa de que a Terra foi visitada na Antiguidade por seres extraterrestres, e que a raça humana é fruto do cruzamento entre alienígenas e mamíferos primatas, conforme sustenta o suíço Erich von Däniken. Bem, como esta postagem não é conclusiva, tendo em vista que outras virão na sequência, manifestarei as minhas considerações de forma gradativa. Contudo, adianto que o meu interesse aqui é fazer com que algumas pessoas pensem dentro da bolha; que não se deixem levar pelo que ouvem, leem ou veem. É extremamente necessário que tenhamos um senso crítico aguçado, a fim de não aceitarmos qualquer tipo de imposição sem questionamentos. Com a imensa quantidade de informações ao alcance dos olhos e dos ouvidos, muitas pessoas se inclinam a aprender de tudo um pouco. Aí está o problema, pois saber de tudo um pouco é impeditivo para uma atitude crítica. É preciso, dentre outras coisas, analisar, observar, interpretar e avaliar. Como dar uma opinião crítica sem o total conhecimento de um determinado assunto? Ops! Eu  disse anteriormente que o meu interesse aqui é fazer com que algumas pessoas pensem dentro da bolha. Então, você pode estar perguntando: "E alguém que está dentro da bolha pode pensar?". A resposta é: Claro que sim! E mais: Uma pessoa pode até pensar dentro da caixa. Lembrando que pensar fora da caixa, embora não se tenha certeza de onde teria surgido essa expressão, significa pensar sem estar preso a ideias convencionais. O empresário Thiago Oliveira, que já foi Office Boy e construiu uma grande empresa, defende em seu livro "Pense Dentro da Caixa" (Editora Gente) que, embora vivamos em caixas ("...nosso trabalho é uma caixa, nossa escola, a faculdade, a família"), podemos pensar e criar oportunidades. E se podemos pensar dentro da caixa, podemos pensar mais ainda dentro da chamada bolha social, mesmo porque, nem sempre é bom arriscarmos sair da bolha na qual estamos inseridos. Quem nos garante que o que vamos encontrar em outra bolha é seguro e correto?

Eu estou dentro de uma caixa e você dentro de outra, mas podemos estar dentro da mesma bolha. E existe uma bolha maior, dentro da qual estão inseridas muitas outras bolhas. É como se estivéssemos na Terra, vivendo em um mesmo "universo", porém em "galáxias" diferentes. Ou no mesmo "universo", na mesma "galáxia", mas em "planetas" diferentes. Ou, ainda, no mesmo "universo", na mesma "galáxia", no mesmo "planeta", mas em "continentes" diferentes... Falando dessa forma, voltemos ao assunto da NASA: São os trapaceiros astronautas? O homem pisou realmente no solo da Lua? As imagens fornecidas pela agência espacial norte-americana são reais ou manipuladas? Analisemos estes e alguns outros fatos. Esta é a minha proposta.

Foto: Reprodução/Apocalipse News
O americano Daniel Shenton, radicado em Londres, é o presidente da Flat Earth Society (Sociedade Terra Plana), uma organização que defende e tenta explicar que não vivemos em uma bola gigante que gira em torno do Sol, mas em um grande disco, com o Sol e a Lua girando acima das nossas cabeças e abaixo de um domo. Shenton faz parte de um grande "coral" que canta a mesma "música": "A NASA É UMA FARSA!". Todos eles contestam a ida do homem à Lua e lutam para provar que os astronautas não passam de trapaceiros que protagonizam os papéis principais em um filme com muitos efeitos especiais. A efervescência dos debates vem tomando proporções cósmicas no Youtube e nas redes sociais. Fico imaginando como os cientistas da NASA estão reagindo diante de tantas acusações e exibições de supostas fraudes. Se estão convictos de suas ações e possuem provas concretas, com certeza estão dormindo tranquilos e rindo muito de tudo isso. Caso contrário, a casa vai cair a qualquer momento.

Talvez Rubens Sodré do Nascimento, mais conhecido como Irmão Rubens  ou simplesmente Rubens , seja o brasileiro que mais acusa a NASA de fraude. Aliás, a agência espacial americana é apenas um dos alvos sob a mira da "metralhadora giratória" de Rubens Sodré. Através do seu canal Verdade Oculta no Youtube, Rubens dispara acusações para todos os lados. Eu, inclusive, sou alvo desse franco atirador youtubeano, tendo em vista que ele não poupa nenhum pastor. Há muitos anos ele vem criticando o sistema Illuminati, igrejas, pastores e, recentemente, vem atacando com veemência a NASA e os globalistas (aqueles que defendem que a Terra é um globo girando em torno do Sol). Ele convoca todo mundo a sair da bolha, chamando todos aqueles que nela permanecem de "gado". Falarei mais sobre Rubens Sodré em outra postagem (SÃO OS TRAPACEIROS ASTRONAUTAS?  PARTE II), tendo em vista que usarei algumas declarações dele para fundamentar os meus argumentos e para refutar tudo que considero exagero e espetacularização.               


Continua na PARTE II — Aguarde!