segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Não tenho fé suficiente para ser ateu - Parte 1

               "Não tenho fé suficiente para ser ateu" é o título do livro escrito por  Norman Geisler e Frank Turek. Neste livro, os autores apresentam argumentos que mostram ser necessário ter muito mais fé para crer que tudo que existe surgiu do acaso, do que crer que existe um Deus Todo-poderoso que criou todas as coisas. Ora, a verdade é que Deus não precisa provar nada a ninguém e, assim, para que alguém creia Nele é necessário ter fé, e não provas da Sua existência. Quanto a isso, David Limbaugh, no prefácio do livro em pauta, diz: "É claro que as provas não substituem a fé, que é essencial para nossa salvação e comunhão com Deus. O estudo apologético também não desrespeita a nossa fé. Em vez disso, a enfatiza, qualifica, reforça e renova. Se não fosse assim, a Bíblia não diria 'Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês' (I Pe 3.15)... Creio que existe outra razão importante para o mandamento bíblico 'estejam preparados para responder'. Não é simplesmente para nos ajudar a comunicar de maneira eficiente o evangelho, mas para equipar-nos com as ferramentas adequadas para resistir a certas dúvidas persistentes que encontramos nos momentos de fraqueza."

               Não nasci em "berço evangélico". Aos dez anos de idade fui batizado em uma igreja católica e dizia ser católico todas as vezes que precisava declarar a minha religião. Isso ocorreu até os meus 18 anos de idade, quando então li o livro "Eram os deuses astronautas?" e me tornei... ateu.  Quanto ao livro supracitado, o site No Mundo & Nos Livros diz o seguinte: "Eram os Deuses Astronautas é um livro escrito em 1968 pelo suíço Erich von Däniken, onde o autor teoriza sobre a possibilidade das antigas civilizações terrestres serem resultados de alienígenas que para cá teriam se deslocado. Von Däniken apresentou como provas ligações entre as colossais pirâmides egípcias e incas, as quilométricas linhas de Nazca, os misteriosos moais da Ilha de Páscoa, entre outros grandes mistérios arquitetônicos. Ele também cria uma teoria de cruzamentos entre os extraterrestres e espécies primatas, gerando a espécie humana. Dizia o autor também que esses extraterrestres eram considerados divindades pelos antigos povos: daí vem a explicação do título do livro. Unido à época lançada - um ano antes do homem ir à Lua -, von Däniken conseguiu vender milhares de livros e convencer muitos leitores. Obviamente que as teorias defendidas neste e em outros livros de Däniken são tema de discussão, leiga ou acadêmica, contrária ou favorável. Alguns autores exploram o tema da teoria dos astronautas antigos".

               Por pura graça e misericórdia, Deus me arrancou da incredulidade no ano de 1987, quando abriu a minha mente de forma sobrenatural e me fez entender e aceitar a Bíblia Sagrada como sendo a Sua santa Palavra. Muitos anos se passaram, até que Deus me designou para uma missão evangelística aqui na Suíça - terra do autor do livro que me levou ao ateísmo (para mais informações sobre este fato clique aqui). Desta forma, tenho o dever de comunicar a verdade que me foi revelada, pois como disse o apóstolo Paulo, assim também o digo: "se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!".

               Quem ler os dois livros acima apresentados e compará-los à luz da Bíblia e dos fatos históricos, bem como das recentes descobertas arqueológicas, perceberá a insanidade nos argumentos do suíço Erich Von Däniken. E é justamente sobre as recentes descobertas arqueológicas que pretendo falar. Conhecedor que sou das minhas limitações, louvo a Deus por ter levantado alguns homens e os capacitado para mostrar ao mundo as evidências dos fatos narrados nas Escrituras Sagradas e que foram negados por muitos anos, por falta de provas. Nesta primeira parte de uma série de postagens, começarei com um artigo do Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe - Departamento de Geodésia (UFRGS), cujo título é "O ÊXODO - Uma Nova Hipótese do Trajeto dos Hebreus", com reportagens e fotos do Jornal Discovery Times (Arqueologia), ampliação e ilustração de autoria de Iran Carlos Stalliviere Corrêa. Os textos e as imagens a seguir não são de minha autoria. As referências bibliográficas de todos os textos, artigos, citações, etc., serão apresentadas na parte final deste estudo.

               A arqueologia tem sido a maior amiga dos historiadores e estudiosos bíblicos na procura de locais e objetos que possam evidenciar o trajeto dos hebreus. Já são muitas as evidências encontradas no Egito e na Arábia Saudita.

               No último século arqueólogos redescobriram evidências sobre a ida dos hebreus, as pragas e a saída do Egito. A pintura abaixo é uma entre outras encontradas nas paredes da tumba de um comandante chamado Khnumhotep II (século XIX a.C.) onde está registrada a entrada de um grupo de 37 palestinos (de barba) trazendo suas mulheres, crianças, arcos, flechas, lanças, harpas, jumentos e cabras, caracterizando que não se tratava de uma invasão.



Continua na Parte 2...

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