sexta-feira, 20 de abril de 2012

Estudo sobre o Tabernáculo - Parte 2

Esta é a segunda parte do estudo sobre o Tabernáculo que o Senhor Deus determinou que Moisés construísse. É um estudo maravilhoso, que nos mostra como Deus está no controle de todas as coisas, nos seus mínimos detalhes - Ele conhece o passado, controla o presente e anuncia o futuro. Aleluia!  

O POSTE


"Deus disse a Moisés: 'Trazei madeira de acácia'. Vocês se lembram que a acácia simboliza o corpo incorruptível? A madeira, simboliza a carne. A acácia, o incorruptível. A acácia era a única madeira encontrada nos desertos do Oriente, os desertos da Arábia, e ela nos fala da perfeição do filho do Deus Vivo, cujo o corpo não conheceu corrupção.

Porém Deus disse: 'Quero que o poste seja forrado no topo com prata [redenção], e que a base tenha bronze [sofrimento]. E quero uma corda de pêlo de cabra atada ao poste e bem presa ao chão'.

Pêlo de cabra nos fala de pecado. Em Levítico 9.3, a Bíblia declara que o cabrito macho era uma oferta de perdão. Deus disse: 'Quero que ates a este poste uma corda de pêlo de cabra que esteja amarrado embaixo com uma estaca de bronze enterrada no chão metade dentro, metade fora'.

Deixe-me mostrar todo o Evangelho em um poste, um topo, uma base, uma corda e uma estaca. Creio que isto é glorioso, a sombra do que virá. E, finalmente, tomemos a substância. A sombra era tudo o que tinham até então. Deixe-me mostrar-lhes o Evangelho com estas cinco coisas.

Aqui está outra vez o poste: JESUS, o Homem Perfeito.

  • Na madeira incorruptível que fala de um corpo incorruptível - que foi meu Redentor;
  • na prata - que foi meu Salvador;
  • no bronze - que se fez pecado por mim;
  • no pêlo de cabra (Lv 9.3) - que sofreu e morreu;
  • na estaca de bronze e que foi enterrado até a metade. E a outra metade está fora porque Ele ressuscitou dos mortos.
  •   
Aleluia! Aqui temos Jesus, o Homem perfeito na madeira de acácia, que é meu Redentor, que é o meu Salvador, que se fez pecado por mim, que sofreu e morreu por mim, foi sepultado, mas ressuscitou. Imagine: o povo de Israel tinha todo o Evangelho em um poste, uma corda e uma estaca, e não podiam vê-lo. Por quê? Porque o que tinham era a sombra e não podiam entendê-la. Mas nós hoje temos a substância desta sombra.

Pense nisto: se a glória de Deus repousou sobre uma sombra, quanto mais sobre a substância. Se a nuvem cobria a sombra durante o dia, quanto mais cobrirá hoje aqueles que têm a substância. Se o fogo cobriu o que era uma sombra, quanto mais cairá esse fogo sobre nós que levamos essa substância.

Em Êxodo 25.8, Deus disse a Moisés: 'E me farão um santuário e habitarei no meio deles'. Isto é somente uma sombra do santuário. Quem é o santuário? Você e eu. Quando Jesus veio formou para Si mesmo um corpo e agora Ele habita em nossos corações; é Ele quem vive em nós. Tudo isto é o santuário, a sombra do atual e verdadeiro, o corpo de Cristo. O poste e o topo, a base e a corda, a estaca. Jesus, todo o Evangelho aqui e não podiam vê-lo. Porém, quando Jesus veio, nossos olhos foram abertos e vimos o filho de Deus e Ele nos transformou neste santuário, enchendo-nos com a nuvem do Espírito Santo; enchendo-nos com Seu fogo e Seu poder.

O que aconteceu no Pentecostes? A presença de Deus encheu o lugar e línguas de fogo desceram sobre os apóstolos e eles foram cheios do Espírito Santo e de poder. Lembre-se: a nuvem fala da presença de Deus, enquanto o fogo fala do poder de Deus. Se o fogo, que é o poder, e a nuvem, que é a presença, repousaram sobre a sombra simbolizando a glória que viria a cada crente, quanto mais terá que repousar sobre nós?

Agora vamos entrar e experimentar esta mesma glória.



O ALTAR DE SACRIFÍCIOS

Ao entrar o que vemos primeiro é o Altar de Sacrifícios. Os sacerdotes viam este Altar logo que passavam pelo portão. E deste lugar podiam ver toda a cerca de 60 pilares que Deus mandou Moisés fazer. Não há detalhe sem sentido na Palavra de Deus. Não há detalhe que não tenha sentido na Palavra de Deus. Cada coisa que Deus dava tinha um sentido por trás. Cada coisa que Deus dizia era vitalmente importante.

Ele disse a Moisés: 'Quero que tenha 60 pilares para sustentar a cerca'. Bem, por que sessenta? Na Bíblia:

  • Seis = é o número do homem.
  • Dez = é o número da responsabilidade.

Significa que Jesus, o Filho de Deus, se fez homem e cumpriu com nossas responsabilidades. Nas áreas em que nós falhamos Jesus assumiu e cumpriu nossas responsabilidades para com Deus. Deus olhou e disse: 'O homem me tem falhado'. Mas Jesus veio e tomou nosso lugar, nosso pecado e nossas fraquezas. É disto que tratam os 60 pilares: Jesus fazendo-se homem e cumprindo com nossas responsabilidades.

Creio que é glorioso. Porém aqui, neste Altar de Sacrifício, é onde tudo começa, logo que os sacerdotes entravam. E agora, quero mostrar-lhes nas Escrituras tudo o que é referente ao Altar.

Jesus cumpriu com nossas responsabilidades. Mas agora estamos aqui, junto ao Altar de Sacrifício: a primeira coisa que os sacerdotes viam ao entrar. E lembre-se: a porta era uma sombra de Cristo, O Caminho. Em outras palavras: uma vez que conhecemos o Senhor como Salvador, e passamos por esta porta, nos deparamos com o Altar.

experimentar a presença de Deus, você não pode entrar no lugar santíssimo sem antes experimentar e compreender o poder do Sangue:

  • Efésios 1.7 diz que o sangue nos dá perdão.
  • I João 1.7 diz que o sangue nos limpa.
  • Romanos 5.9 diz que o sangue nos justifica.
  •   
Assim que:

  • pelo sangue temos perdão,
  • pelo sangue somos limpos e
  • pelo sangue somos justificados.

E aqui há algo glorioso:

  • perdão sempre tem a ver com o passado;
  • ser limpo tem a ver com o presente;
  • mas a justificação está relacionada com o futuro.

Ou seja: o Sangue de Cristo, o Filho de Deus, já se ocupou do seu passado, do seu presente e do seu futuro. Isto é glorioso! Efésios 1.7 declara que o Sangue nos traz perdão. Perdão do quê? Dos nossos pecados e iniquidades do passado. E mais, I João diz: 'Porém, se andarmos na luz como Ele na luz está, então o sangue de Jesus nos limpa, no presente, nos limpa de todo o pecado'. Limpar-nos está relacionado a quedas e erros do presente.

Quer dizer: se você está falando com alguém e você falha ou alguma fraqueza te derruba, tudo o que você tem a dizer é: 'Senhor, perdoa-me', e o Sangue instantaneamente te limpa. Você fica limpo neste mesmo instante, como se não tivesse feito nada. Mas o Sangue também justifica. Romanos 5.9 diz: 'somos justificados da ira que virá'. O Sangue tem trazido justificação da ira que virá e vemos o futuro envolvido aqui.

Bem, podemos pensar: 'Isto não nos dá permissão para pecar?' O povo não precisa de permissão para pecar. Mas, se você anda em obediência a Ele, se você vive para Ele, se O ama e O serve, se você é Seu filho, se realmente nasceu de novo, você não vai sair e viver pecando. É impossível agir assim se você nasceu de novo. É impossível planejarmos o pecado. É impossível dizer: 'eu vou fazer assim e assim' e planejar e pecar; falhamos porque somos fracos. Não planejamos, apenas acontece. É por isso que o Sangue está ali para nos limpar. E o futuro está resolvido porque a graça nos justifica. Como isto é maravilhoso!

Voltemos ao Altar de Sacrifícios pois, não só nos revela o Sangue e o poder do Sangue, mas também o lugar da morte. Você não pode experimentar o poder de Deus sem experimentar a morte; a morte da carne, de si mesmo.

A Bíblia nos diz que devemos crucificar a carne. Aqui é onde a morte ocorre. A primeira coisa que os sacerdotes viam ao entrar no Tabernáculo era o lugar da morte. Nossa primeira experiência após nascermos de novo é encarar a cruz, o lugar da morte. Jesus disse: 'Se alguém quiser vir após mim, tome a sua cruz e siga-me'. A cruz é simbolo de morte.

As pessoas me perguntam: 'Como a unção veio sobre a sua vida? Como tudo aconteceu?' Sempre respondo o mesmo: 'Quando morri'.

Como se morre? [...] Deixe-me mostrar-lhes. Vamos aos Salmos 63. Quero que entenda isto. É Glorioso. Verso 1: 'Ó Deus, Tu és o meu Deus; de madrugada Te buscarei; minh’alma tem sede de Ti; a minha carne Te deseja muito numa terra seca e cansada onde não há água; para ver Teu poder e tua glória como Te vi no santuário' (Salmo 63.1).

Davi estava faminto pela presença e pelo poder de Deus, mas ele sabia que algo tinha que acontecer antes. Mas o que deveria acontecer? Ele declarou: 'Minha carne Te deseja'. Tem que haver o desejo da presença de Deus.

Vejamos o Salmo 42.1: 'Como o cervo brama pelas correntes de águas assim a minh’alma clama por Ti, Oh Deus!'. Veja bem: o cervo, quando perseguido por outro animal, busca as águas não tanto para beber, mas para mergulhar nelas, para estar submerso. Por quê? Porque o cervo sabe que é o seu cheiro que está atraindo outros animais. E também sabe que, se ele encontrar água e mergulhar nela, o cheiro se perderá, irá embora. Nenhum animal o alcançará.

Você e eu, quando perseguidos pelo inimigo, devemos fazer o quê? De que necessitamos? Necessitamos das águas do Espírito Santo para mergulharmos na presença do Deus Todo-Poderoso, onde nenhum demônio pode alcançar você nem te tocar. Mas como chegamos lá? Como começa esse processo de morte? Começa com a carne anelando a presença de Deus. Para saltar nessa presença e nessas águas onde nada pode te tocar.

Então, vamos falar de oração, porque é assim que começamos a morrer. Eu dizia: 'Oh Senhor, mata-me, ajuda-me a morrer!'. Não sabia o que falava. O Espírito Santo começou a me mostrar – como fiquei feliz quando Ele finalmente me mostrou como morrer. Quando começamos a orar, como começamos? Pode ser ajoelhados, sentados, em pé, Deus não nos disse como devemos ficar. A Ele não interessa a postura do corpo, só a do coração. Quando começamos a orar, como começamos? Começamos com luta, com repetição, com uma guerra que se dá entre a carne e o Espírito. Quando começo a orar, a glória não vem em seguida, nada acontece no começo. Primeiro, devemos pôr a carne de lado. A carne deve morrer como neste Altar de Sacrifício, onde o Sangue foi derramado, e então, chegamos ao lugar da morte.

Ao começarmos a orar, a carne começa a morrer. E ao começar, você o faz com repetição, com fraqueza e, por momentos, sua mente se distancia e pensa: 'Bem, talvez seja melhor eu pedir uma pizza, ou quem sabe, parar ou ficar dormindo'; outras vezes talvez boceje ao tentar orar.

Veja: a carne luta, porém escute: quanto mais tempo você ficar ajoelhado, ainda que esteja repetindo, o que você não percebe é que, quanto mais você ficar parado, mais a carne está morrendo. E, quanto mais ela é crucificada, chegará um momento em que haverá um quebrantamento, uma libertação. E só quando isto acontecer, somente então, você saberá que a carne foi crucificada.

Enquanto durar a luta, a carne estará viva, mas a guerra acaba quando a carne se rende, quando a repetição acaba, quando o bocejo cessa, não há mais sono, quando não há o desejar isto ou aquilo, então a carne morreu.

Enquanto a guerra continua, a carne está viva, mas o que você não sabe é que a carne está morrendo, está se submetendo. Quanto mais tempo você ficar submisso mais o espírito está vivo e mais a carne está morrendo. Como sei que estou morto? É simples: a culpa já não existe.

Muitas vezes, ao começarmos a orar, o que dizemos? Ó Deus, perdoa-me, ajuda-me, faz isso, faz aquilo - não há uma relação. O que você faz é pedir e você se sente tão mal, tão culpado – isto é parte do morrer – mas uma vez acabado isso, quando você não fica repetindo: '… abençoe-me, perdoe-me' e quando a oração verdadeira começa, vinda do coração, você sabe que morreu, porque a carne não pode orar, ela não sabe como orar.

Nesse altar Deus trata com os Isaques em nossos corações. Sabe por quê Deus pediu a Abraão o seu filho Isaque? Porque Ele queria o seu coração, o qual Lhe pertencia antes. E Deus disse a Abraão: 'Abraão, teu coração era meu, mas agora Isaque, teu filho, tenta entrar no teu coração'. Acontece que Isaque era muito especial para Abraão. Isaque começava a entrar no lugar que era só de Deus. E Deus disse: 'Nem mesmo Isaque pode dividir o coração que é só meu'.

Se alguém deixar algum Isaque entrar em seu coração e começar a dividir lugar com Deus, Ele diz: “Não! Ofereça-o no Altar”. Tudo deve morrer. O que disse Jesus? 'Se não deixares tudo e amares somente a mim, não serás digno de mim. Se você não deixar seu pai, sua mãe, filhos, esposa, irmãos, se não me amas acima de tudo, não serás digno de mim'. O Senhor não nos pedia para odiarmos ninguém. O que Ele queria era que O amássemos mais do que tudo. Ele é o primeiro da nossa vida e do nosso coração. Comparado com Seu amor, tudo mais deve ser esquecido. Se não O amarmos acima de tudo, não somos dignos dEle. E se amamos nossos pais, nossos filhos… Ele ordenou que nos amássemos uns aos outros, porém, não mais do que O amamos. Ele precisa ser o número um [em nossas vidas], sempre.

Mas isso só vem depois da morte, já que você morreu para tudo e Ele se tornou o número um [em tua vida]. Não há Isaques permitidos, e a carne deve morrer. E neste Altar de Sacrifícios, onde está a morte, você encontrará o Sangue, que o limpará e o manterá limpo.

Assim é que, logo depois de encontrar Jesus como Salvador na entrada, você enfrenta a cruz, lugar de morte e sangue, onde cada parte de você se rende. E assim, Ele vem a ser o número um [em tua vida], e só então, será permitido a você passar deste Altar até a Fonte."


Continua na Parte 3


Para ver a PARTE 1 deste estudo CLIQUE AQUI.

Um comentário:

  1. Muito bom esse estudo, pastor! Estamos aguardando a parte 3.

    Que Deus o abençoe!
    Luciana

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