quarta-feira, 4 de abril de 2012

A IGREJA VERDADEIRA!

Igreja Evangélica Assembleia de Deus
Ministério Missão Suíça

              

Qual é a Igreja verdadeira? - Se formos responder a esta pergunta considerando "igreja" como uma organização terrena, fica mais fácil responder qual igreja não é a verdadeira, ou melhor, quais "igrejas" não são verdadeiras. Basta darmos uma pesquisada na vida de alguns ditos fundadores auto-intitulados apóstolos, bispos, etc., ou mesmo nas doutrinas por eles criadas, para percebermos que seus templos não passam de grandes "caça-níqueis". Todavia, se formos responder a esta mesma pergunta - qual é a Igreja verdadeira? - considerando a Igreja do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, sobre a qual Ele disse que "...as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18), então podemos afirmar, com toda a certeza, que esta não tem placa, paredes, registro, ou mesmo endereço, pois é formada por todos aqueles que são verdadeiros adoradores, que adoram a Deus em espírito e em verdade (cf. Jo 4.23,24); que "não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Rm 8.1). Esses verdadeiros crentes estão distribuídos em várias denominações espalhadas em todas as partes do mundo, e muitos já dormem no Senhor - breve o arrebatamento e a primeira ressurreição identificarão quem são esses bem-aventurados (cf. I Ts 4.13-18), e todos verão "outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve" (Ml 3.18).

Como Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus [Ministério Missão Suíça] - pela graça de Deus e até quando Ele determinar - valho-me deste espaço para expor em que cremos e também ensinamos. Antes, porém, quero deixar claro que não é pretensão minha afirmar que somos a única Igreja em território suíço que busca pregar o Evangelho do Senhor Jesus Cristo e ensinar a Palavra de Deus sob a direção do Espírito Santo. Há outras Igrejas aqui na Suíça e nas demais partes da Europa que são pastoreadas por homens sérios e verdadeiramente compromissados com a Obra de Deus.

Tenho orado, juntamente com a minha amada esposa, Missionária Marta Hafner, para que o nosso Deus e Pai, em nome do Senhor Jesus Cristo, enraíze em Sua santa Palavra, na santidade, na oração, na obediência e na sã doutrina, o Ministério que Ele colocou em nossas mãos por um tempo determinado, visto que a Obra é Dele, assim como toda a glória. A nossa oração também é para que a Igreja Evangélica Assembleia de Deus [Ministério Missão Suíça] seja caracterizada pela salvação de almas, ensino e cumprimento da Palavra de Deus, santidade, manifestação dos dons espirituais, poder e unção do Espírito Santo, libertação, pregação do Evangelho, e que o nome do SENHOR seja glorificado com verdadeiros testemunhos de vidas firmadas na Rocha Eterna, que é o Senhor Jesus Cristo. Obviamente que nessa batalha nós não estamos sozinhos. Homens e mulheres, Obreiros e Obreiras de valor, que o SENHOR tem levantado para estar conosco lado a lado nessa peleja, como verdadeiros líderes, estão intercedendo por esta causa, sendo que o nosso Deus já nos tem dado respostas, para a glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Aleluia!

Sabemos que pessoas sinceras estão decepcionadas com o falso evangelho; com "igrejas" fundadas com o simples propósito de enriquecer os seus fundadores; pessoas que foram exploradas emocional, psicológica, afetiva e financeiramente e que agora andam angustiadas, querendo servir ao Senhor Jesus Cristo, mas sem saber em quem confiar. Para essas pessoas eu, como pastor segundo o dom e a graça de Deus, aconselho: orem com sinceridade, ou seja, abram o coração para Deus e conte para Ele a tristeza e a decepção que assolam o vosso coração. Peça direção ao Espírito Santo e Ele vos fará deitar em verdes pastos, e vos guiará mansamente a águas tranqüilas (cf. Sl 23.2). Saibam, porém, que o lugar certo para alguém congregar não é aquele em que as coisas acontecem como ele ou ela quer, mas, sim, o lugar onde a Palavra de Deus é pregada com sinceridade; onde os seus líderes vivem o que pregam; onde se tem verdadeiros Cultos de adoração e louvor, e não espetáculos; onde o alvo são as almas, e não os dízimos e as ofertas dos membros; onde há o ensino da Palavra de Deus, e não o ensino de fantasias; onde há o Culto racional , e não o topa-tudo-por-dinheiro; onde existe a sã doutrina, e não as heresias do tipo "sal grosso", "rosa ungida", venda de "martelinho que esmiúça a penha" e de "água ungida", etc.; onde há servos, e não ídolos; onde existe púlpito, e não palco; onde se quer servir, e não ser servido; onde se busca alimentar as ovelhas, e não divertir os bodes; onde se busca o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33), e não as riquezas e a glória deste mundo; onde há preparação dos crentes para o Arrebatamento da Igreja, e não lavagem cerebral para a usurpação dos seus bens.

Uma outra forma de identificar uma Igreja onde há compromisso com a Palavra de Deus, é observar o seu credo, ou seja, saber em que os seus membros acreditam. Assim sendo, vou expor em que nós, membros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus [Ministério Missão Suíça] cremos, conforme eu falei no segundo parágrafo desta postagem. Eis, então, o nosso CREDO:

I - A BÍBLIA SAGRADA


(1) Nós cremos e ensinamos que, as Sagradas Escrituras são a revelação escrita de Deus para o homem e, assim, os sessenta e seis livros da Bíblia Sagrada - que o Espírito Santo nos deu - constituem plenamente a Palavra de Deus [I Co 2.7-14; II Pe 1.20,21]. (2) Nós cremos e ensinamos que, a Bíblia é verbalmente inspirada em cada palavra [II Tm 3.16] e absolutamente inerrante e infalível. (3) Nós cremos e ensinamos que, a interpretação das Sagradas Escrituras deve ser feita sob ótica literal, gramática-histórica, com exceção dos trechos que clara e irrefutavelmente indicam ser simbólicos. (4) Nós cremos e ensinamos que, a Bíblia Sagrada constitui a única regra infalível de fé e prática [Mt 5.18; 24.35; Jo 10.35; 16.12,13; 17.17; I Co 2.13; II Tm 3.15-17; Hb 4.12; II Pe 1.20,21]. (5) Nós cremos e ensinamos que, Deus falou em sua Palavra escrita por um processo de dupla autoria. O Espírito Santo deste modo inspirou e supervisionou os autores humanos que, apesar de suas personalidades individuais e estilos diferentes de escrita, compuseram e registraram a Palavra de Deus para o homem [II Pe 1.20,21], sem erros na sua totalidade ou até mesmo parciais [Mt 5.18; II Tm 3.16]. (6) Nós cremos e ensinamos que, apesar da possibilidade de se haver muitas aplicações sobre um determinado trecho das Escrituras Sagradas, há, entretanto, uma única e verdadeira interpretação [a "Hermenêutica de Deus"], e este significado singular das Escrituras Sagradas é encontrado à medida que alguém se aplica no método de interpretação literal [gramática-histórica] sob a iluminação do Espírito Santo [Jo 7.17; 16.12-15; I Co 2.7-15; I Jo 2.20], cuidando de explicar corretamente qualquer linguagem figurativa ou retórica. É muito importante observar que o crente tem a responsabilidade de descobrir qual é o significado e a verdade pretendida pelas Escrituras Sagradas, reconhecendo que qualquer que for a "descoberta" que ele faça, esta deve ser idêntica a todos os homens, de todas as gerações ou de qualquer contexto cultural, econômico, social, educacional, etc. Muitos pregadores tem buscado inovações dentro da Palavra de Deus, apresentando interpretações carnais que não tem outro propósito, a não ser emocionar seus ouvintes e fazer com que eles pareçam espirituais e sejam admirados.

DEUS

Nós cremos e ensinamos que, há um só Deus Vivo e Verdadeiro [Dt 6.4; Is 45.5-7; I Co 8.4], um Ser Infinito e Conhecedor de todas as coisas. Perfeito em todos os Seus atributos; Um em essência, mas eternamente existente em três Pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo [Mt 28.19; II Co 13.14], cada Um igualmente merecedor de adoração e obediência.

DEUS PAI

Nós cremos e ensinamos que, Deus Pai, a Primeira Pessoa da Trindade, ordena e dispõe todas as coisas de acordo com o Seu propósito e graça [Sl 145.8,9; I Co 8.6]. Ele é o Criador de todas as coisas [Gn 1.1-31; Ef 3.9]. Como o Único, o Absoluto e Onipotente Regente do universo, Ele é Soberano na criação, na providência e redenção [Sl 102.19; Rm 11.36]. Ele continuamente sustenta, dirige e governa todas as criaturas e eventos [Cr 29.11]. Em Sua sabedoria Ele não é, contudo, o autor do pecado [Hb 1.13; Jo 8.38-47], nem deixará de exigir a contabilidade moral das criaturas inteligentes [I Pe 1.17]. Ele salva do pecado todos aqueles que vão a Ele através de Jesus Cristo, que tornam-se seus  filhos através da fé no Senhor Jesus [Jo 1.12; m 8.15; Gl 4.5; Hb 12.5-9].

DEUS FILHO

(1) Nós cremos e ensinamos que,  Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade,  possui todas as prerrogativas divinas, sendo Co-Igual, Consubstancial e Co-Eterno com o Pai [Jo 14.9]. (2) Nós cremos e ensinamos que, o Deus Pai criou os céus e a terra e tudo o que neles há, de acordo com a Sua vontade, através de Seu Filho, Jesus Cristo, por quem todas as coisas continuam a existir e a operar [Jo 1.3; Cl 1.15,17; Hb 1.2]. (3) Nós cremos e ensinamos que, na encarnação Deus tornou-se Homem. Ele colocou de lado todas as prerrogativas da Sua Deidade, tomando a forma de servo, mas sem deixar de possuir, em Sua vida terrena, a totalidade da essência Divina. Isto é, Ele não perdeu nada, em grau ou substância, a plenitude da divindade, ao deixar de usar os atributos inerentes a Ele como Deus, pois Ele é Deus Eterno [Is 9.6], e a qualidade do eterno é inextinguível. Na encarnação, a Segunda Pessoa eternamente existente da Trindade, incorporou todas as características da humanidade e tornou-se Deus-Homem (Fl 2.5-8; Cl 2.4). (4) Nós cremos e ensinamos, portanto, que Jesus Cristo representa a humanidade e a Divindade em uma unidade indivisível [Mq 5.2; Jo 5.23; Cl 2.9]. (5) Nós cremos e ensinamos que, o Senhor Jesus Cristo nasceu de uma virgem [Is 7.14; Mt 1.23; Lc 1.26-35], que foi o Deus encarnado [Jo 1.1,14], e que o propósito da encarnação foi revelar Deus [Jo 1.18; 14.9,10], redimir o homem e governar sobre o Reino de Deus [Sl 2.7-9; Is 9.6; Jo 1.29; Fl 2.9-11; Hb 7.25,26; I Pe 1.18,19]. (6) Nós cremos e ensinamos que, o ministério terreno efetuado por Jesus foi executado sob a unção do Espírito Santo, como está escrito: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor" [Lc 4.18,19]. "...Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele" [At 10.38]. (7) Nós cremos e ensinamos que, o Senhor Jesus Cristo efetuou a nossa redenção através do Sangue derramado na Sua morte sacrificial sobre a cruz; e que esta morte foi voluntária, vicária, propiciatória e redentiva [Jo 10.15; Rm 3.24,25; 5.8; I Pe 2.24]. Ele viveu uma vida irrepreensível, totalmente sem pecado, a qual satisfez plenamente a justiça de Deus. (8) Nós cremos e ensinamos que, baseado na eficácia da morte de nosso Senhor Jesus Cristo, o pecador crente é livre da punição, da penalidade e do poder do pecado; sendo declarado justo, possuidor da vida eterna e adotado na família de Deus [Rm 3.25; 5.8,9; II Co 5.14,15; I Pe 2.24; 3.18]. (9) Nós cremos e ensinamos que, a nossa justificação foi garantida por Sua literal ressurreição física da morte e que está agora assentado do lado direito do Pai, de onde intercede por nós como nosso Advogado e Sumo Sacerdote [Mt 28.6; Lc 24.38,39; At 2.30,31; Rm 4.25; 8.34; I Tm 2.5; Hb 7.25; 9.24; I Jo 2.1]. (10) Nós cremos e ensinamos que, a ressurreição de Jesus Cristo foi mais uma confirmação da Sua Deidade e através dela Deus deu provas de que havia aceitado a obra expiatória de Jesus na cruz. Sendo que a ressurreição corporal de Jesus é também uma garantia da ressurreição futura de todos os crentes [Jo 5.26-29; 14.19; Rm 1.4; 4.25; 6.5-10; I Co 15.20,23]. (11) Nós cremos e ensinamos que, o Senhor Jesus Cristo retornará para arrebatar a Igreja e que, posteriormente, implantará Seu reino milenar sobre a Terra [At 1.9-11; I Ts 4.13-18; Ap 20]. (12) Nós cremos e ensinamos que, o Senhor Jesus Cristo é Aquele pelo qual Deus julgará a humanidade [Jo 5.22,23].

DEUS ESPÍRITO SANTO

(1) Nós cremos e ensinamos que o espírito Santo é uma Pessoa Divina, Eterna, Infinita, possuindo todos os atributos de uma personalidade da Deidade, incluindo: (a) intelecto [I Co 2.10,13]; (b) emoção [Ez 4.30]; (c) vontade [I Co 12.11]; (d) eternidade [Hb 9.14]; (e) onipresença [Sl 139.7-10]; (f) onisciência [Is 40.13,14]; (g) onipotência [Rm 15.13]; e  (h) verdade [Jo 16.13]. Em todos os divinos atributos, Ele é Co-Igual e Consubstancial com o Pai e o Filho [Mt 28.25,26; I Co 12.4-6; 2 Co 13.14; Hb 10.15-17]. (2) Nós cremos e ensinamos que, o Espírito Santo é Deus [At 5.3,4]. (3) Nós cremos e ensinamos que, um trabalho singular do Espírito Santo começou no Pentecostes, quando Ele veio do Pai como uma promessa do Senhor Jesus Cristo [Jo 14.16,17; 15.26] para iniciar e completar a edificação do Corpo de Cristo [I Co 12.13]. O campo de ação da sua divina atividade inclui convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo; glorificar o Senhor Jesus Cristo e transformar os crentes à imagem do Filho de Deus [Jo 16.7-9; At 1.5; 2.4; Rm 8.29; II Co 3.18; Ef 2.22]. (4) Nós cremos e ensinamos que, o Espírito Santo é uma Pessoa sobrenatural e soberana na regeneração, batizando todos os crentes no Corpo de Cristo [I Co 12.13]. O Espírito Santo também é Aquele que santifica, instrui, dirige e enche os crentes de poder para o serviço, selando-os para o dia da redenção [Rm 8.9; II Co 3.6; Ef 1.13]. (5) Nós cremos e ensinamos que, o Espírito Santo é o Instrutor Divino, que guiou os apóstolos e profetas em toda a verdade quando eles estavam escrevendo a revelação de Deus, a Bíblia Sagrada. Cada crente possui em seu ser a presença do Espírito Santo, desde o momento da salvação, e é obrigação de todo nascido de novo ser cheio do Espírito Santo [Jo 16.13; Rm 8.9; Ef 5.18; II Pe 1.21; I Jo 2.20,27]. (6) Nós cremos e ensinamos que, o batismo com o Espírito Santo é atual e necessário na vida do Obreiro, com a operação dos dons espirituais e a evidência do fruto do Espírito. (7) Nós cremos e ensinamos ser as línguas estranhas a evidência inicial de que a pessoa foi batizada no Espírito Santo [At 2.4; 10.44-46]. (8) Nós cremos e ensinamos que, a manifestação do Espírito Santo através das línguas, profecia, interpretação de línguas, dons de cura, palavra de sabedoria, discernimento de espíritos e outros dons, são essenciais ao serviço ministerial.

O HOMEM

(1) Nós cremos e ensinamos que, o homem foi criado por Deus à Sua imagem e semelhança, livre do pecado, com uma natureza racional, intelectual, volitiva e moralmente responsável perante Deus [Gn 2.7; 15.25; Tg 3.9]. (2) Nós cremos e ensinamos que, a intenção de Deus na criação do homem foi que este pudesse glorificá-Lo, mantendo comunhão com Ele e fazendo a Sua vontade [Is 43.7; Cl 1.16; Ap 4.11]. (3) Nós cremos e ensinamos que, no pecado de desobediência de Adão, o homem perdeu sua inocência, trazendo a penalidade da morte física e espiritual, tornando-se merecedor da ira de Deus. Assim, a queda de Adão deixou o homem totalmente incapaz de escolher ou fazer o que é aceitável diante de Deus. Com a natureza pecaminosa e sem poder que o capacite a recuperar-se por si só, o homem ficou irremediavelmente perdido. A sua salvação é unicamente através do trabalho redentivo de Jesus Cristo [Gn 2.16,17; 3.1; Jo 3.36; Rm 3.23; 6.23; I Co 2.14; Ef 2.1-3; I Tm 2.13,14; I Jo 1.8]. (4) Nós cremos e ensinamos que, pelo fato de todos os homens procederem de Adão, todos herdaram a sua natureza corrompida, sendo Jesus a única exceção. Todos os homens são pecadores por natureza, escolha e ação individual [Sl 14.1-3; Jr 17.9; Rm 3.9-18,23; 5.10-12].

SALVAÇÃO

(1) Nós cremos e ensinamos que a salvação é totalmente pela graça de Deus, fundamentada na redenção de Jesus Cristo, no mérito do Seu Sangue derramado, e não por méritos pessoais ou obras [Jo 1.12; Ef 1.7; 2.8-10; I Pe 1.18,19]. (2) Nós cremos e ensinamos que, a justificação [Rm 8.33] é um ato pelo qual Deus declara justos todos aqueles que através da fé no Senhor Jesus Cristo arrependeram-se dos seus pecados [Lc 13.3; At 2.38; 3.19; 11.18; Rm 2.4; II Co 7.10; Is 55.6,7] e confessam-No como soberano Senhor [Rm 10.9,10; I Co 12.3; II Co 4.5; Fp 2.11]. Esta justiça é separada de qualquer virtude ou obra humana [Rm 3.20; 4.6], e consiste em aceitar o sacrifício vicário de Jesus Cristo para a redenção dos nossos pecados [Cl 2.14; I Pe 2.24] e imputar a justiça de Cristo a nós [I Co 1.30; II Co 5.21]. (3) Nós cremos e ensinamos que, a regeneração é um trabalho sobrenatural do Espírito Santo, através do qual uma natureza e uma vida divina é dada [Jo 3.3-7; Tt 3.5]. É instantânea e executada unicamente pelo poder do Espírito Santo através da instrumentalidade da Palavra de Deus [Jo 5.24], quando o pecador arrependido responde em fé à divina provisão da salvação. A genuína regeneração é manifestada por frutos dignos de arrependimento ao se demonstrar atitudes e condutas condizentes com o testemunho cristão. É através da regeneração, ao receber uma nova natureza, que o homem se habilita a viver uma vida que vença o pecado e agrade a Deus [Jo 3.3-7; I Co 6.19,20; Ef 2.10; 5.17-21; Fp 2.12; Cl 3.16; II Pe 1.4-10]. (4) Nós cremos e ensinamos a doutrina da eleição condicional, a qual é baseada no exercício individual da liberdade de escolha de cada homem. Entendemos ser a eleição um ato baseado na presciência de Deus, pelo qual Ele escolheu em Jesus Cristo para a salvação todos aqueles que de antemão sabia que O aceitariam, isto é, somos eleitos em Cristo, porque decidimos aceitá-Lo [Ef 1.4; I Pe 1.1,2; II Tm 1.9]. (5) Nós cremos e ensinamos ser a eleição baseada na presciência divina, sendo conseqüência de uma fé prevista por Deus. Não concordamos com a eleição incondicional do Calvinismo, onde a fé é fruto e evidência da eleição - os indivíduos são eleitos para crer, e não porque hão de crer. De acordo com o que cremos e ensinamos, a eleição incondicional fere o senso de justiça de Deus e a responsabilidade do homem. Como falar em julgamento onde não houve exercício da liberdade? Além do mais, a Bíblia Sagrada nos diz que Cristo morreu por todos os homens [I Tm 2.4,6; Hb 2.9; I Jo 2.2; II Pe 3.9], sendo a vontade divina que todos sejam salvos [Mt 11.28; Rm 10.13]. Estes convites seriam hipocrisia divina se a aceitação deles dependesse unicamente de uma assistência eficaz por parte de Deus. E o que fazer com exortações que inspiram a atividade missionária e a pregação do Evangelho a todos os perdidos? Retiraríamos da nossa Bíblia o que está escrito no Evangelho de Marcos 16.15,16? Assim sendo, na eleição condicional Deus e o homem cooperam mutuamente no processo de salvação [que o homem é ativo na conversão podemos ver pelas seguintes passagens: Is 55.7; Jr 18.11; Ez 18.23-32; 33.11; At 2.38; 3.19; 17.30]. As seguintes referências sustentam a nossa posição da eleição condicional: I Sm 2.30; Mt 7.24; 10.32; 11.28; 25.34-40; Mc 8.38; 11.3,6; Lc 9.23; Jo 3.10; At 2.21; 10.43; 17.30; Rm 1.16; 10.13,14; I Tm 2.3,4; Ap 3.20; 22.17. (6) Nós cremos e ensinamos que, cada crente, no mesmo instante em que aceita a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, é declarado posicionalmente santo. Esta santidade não poderá ser confundida com a santificação progressiva, mas é uma posição, não tendo nada a ver com a sua presente condição [At 20.32; I Co 1.2,30; 6.11; II Ts 2.13; Hb 2.11; 3.1; 10.10,14; 13.12; I Pe 1.2]. (7) Nós cremos e ensinamos que, através do Espírito Santo  há uma santificação progressiva, pela qual se procura igualar o padrão presente de comportamento do estado posicional de santidade. Através da obediência à Palavra de Deus e através do poder do Espírito Santo, o crente é capaz de viver uma vida de santificação progressiva, na qual vai crescendo mais e mais, até a estatura de varão perfeito [Ef 4.13; Jo 17.17,19; Rm 6.1-22; II Co 3.18; I Ts 9.3-4; 5.23]. (8) Nós cremos e ensinamos que, cada pessoa salva está envolvida em um conflito diário [a nova criatura em Cristo guerreia contra a carne]. Ressaltamos que a provisão para a vitória é conseguida através do domínio do Espírito Santo (cf. Romanos, caps. 7 e 8). Contudo, o conflito entre a carne e o espírito estará sempre presente [a mensos que o crente morra ou seja arrebatado]. Portanto, não aceitamos a teologia da erradicação do pecado da natureza humana, após a pessoa haver aceitado a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, por entender que não existe fundamento escriturístico para isso. O que o Espírito Santo faz não é a erradicação do pecado, mas, sim, providenciar vitória sobre o poder do pecado [Gl 5.16-25; Ef 4.22-24; Fp 3.12; Cl 3.9,10; I Pe 1.14-16; I Jo 3.5-9].

A IGREJA

(1) Nós cremos e ensinamos que, todo aquele que colocar sua fé no Senhor Jesus Cristo fará parte imediatamente da unidade do Seu Corpo Espiritual, a Igreja [I Co 12.12,13], a qual é também chamada Sua Noiva [II Co 11.2; Ef 5.23-32; Ap 19.7,8], e da qual Cristo é a cabeça [Ef 1.22; 4.15; Cl 1.18]. (2) Nós cremos e ensinamos que, a Igreja, o Corpo de Cristo, começou formalmente no dia de Pentecostes [At 2.1-21; 38-47] e ela estará de pé [Mt 16.18] até que Cristo venha e a leve no arrebatamento [I Co 15.51,52; I Ts 4.13-18]. (3) Nós cremos e ensinamos que, a Igreja é um organismo espiritual designado por Cristo, formada por todos os nascidos de novo na presente época [Ef  2.11 a 3.6]. Entendemos que o estabelecimento e a continuidade das igrejas locais é ensinado no Novo Testamento [At 14.23,27; 20.17,28; Cl 1.2; Fp 1.1; I Ts 1.1; II Ts 1.1]. (4) Nós cremos e ensinamos que, os líderes devem dirigir a Igreja como servos do Senhor Jesus Cristo [I Tm 5.17-22], e como eles possuem a autoridade divina na direção da Igreja, espera-se que a congregação se submeta à sua liderança [Hb 13.7,17]. (5) Nós cremos e ensinamos que, o sistema de hierarquia eclesiástica utilizado pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus, fundada em Belém do Pará, Brasil, pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren (foto), no dia 18 de junho de 1911, é, também, o  sistema de hierarquia eclesiástica da Igreja Evangélica Assembleia de Deus [Ministério Missão Suíça] e, assim sendo, o nosso Ministério, hierarquicamente falando, é composto por: Cooperadores, Diáconos, Presbíteros, Evangelistas e Pastores. Também consagramos Missionários e Missionárias. (6) Nós cremos e ensinamos que, a Igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batizados nas águas, que se associam por um pacto na fé e comunhão do Evangelho; que observam as ordenanças do Senhor Jesus Cristo e são governados por Suas leis; que usam os dons, direitos e privilégios a eles concedidos pela Palavra de Deus [Mt 18.17; I Co 1.1-13;  4.17; 5.12; 14.23; At 2.17,41,42; 5.11; 8.11; 11.21; II Co 8.5; Ef 4; I Tm 3.5; III Jo]. (7) Nós cremos e ensinamos que, as duas ordenanças básicas da Igreja são: (a) o Batismo nas Águas, que deve ser ministrado por imersão total [Mc 16.16; Mt 28.19; At 2.38; 4.31; 8.12,16; 9.18; 16.15,33; Rm 6.3; Gl 3.27] e (b) a Santa Ceia, que foi instituída pelo Senhor Jesus [Mt 26.17-19; Lc 22.14-23; Jo 13.30; I Co 5.7; 11.23-26]. (8) Nós cremos e ensinamos que, o propósito fundamental da Igreja se identifica com o de Deus, o qual é: procurar e salvar o perdido. Deste modo, entendemos que a razão prioritária de ser da Igreja é servir como agência de Deus na evangelização do mundo [Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; At 1.8] e ser um canal na edificação de vidas que estão sendo aperfeiçoadas à imagem de Cristo [I Co 12.28; 14.12; Ef 4.11-16]. (9) Nós cremos e ensinamos que, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus [Ministério Missão Suíça] procura se assemelhar em tudo aos padrões apostólicos do Novo Testamento, enfatizando tanto uma vida cheia do fruto como dons do Espírito Santo. Desta forma, ressaltamos a importância da Igreja Local se aprofundar na Palavra de Deus, balanceando com a procura dos dons, encorajando a todos os crentes que sejam batizados no Espírito Santo e falem em outras línguas [I Co caps. 12 a 14; Gl 5.16-26].

OS ANJOS

(1) Nós cremos e ensinamos que, os anjos são seres criados e, portanto, não devem ser adorados. Foram criados com o propósito de servir e adorar a Deus [Lc 2.9-14; Hb 1.6,7,14; 2.6,7; Ap 5.11-14; 19.10; 22.9]. (2) Nós cremos e ensinamos que, Satanás também é um anjo criado e autor do pecado. Ele mereceu o julgamento de Deus por rebelar-se contra seu Criador [Is 14.12-17; Ez 28.11-19]. Na ocasião da sua queda levou consigo muitos anjos [Mt 25.4; Ap 12.1-14] e foi responsável direto quando tentou Eva e o pecado foi introduzido na raça humana [Gn 3.1-15]. (3) Nós cremos e ensinamos que, Satanás e seus anjos são inimigos declarados de Deus e dos homens [Is 14.13,14; Mt 4.1-11; Ap 12.9,10]; que ele é o príncipe deste mundo, mas que tem sido derrotado através da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo [Rm 16.20], e que será eternamente punido no Lago de Fogo [Is 14.12-17; Ez 28.11; Mt 25.41; Ap 20.10].

O INFERNO



(1) Nós cremos e ensinamos que, o inferno é um lugar real e que é a habitação e a condição final dos pecadores. Assim como o céu é um lugar, tendo sua localização definida, assim também é o inferno. Isso é visto pelo fato de que é representado como possuidor de habitantes. Seus habitantes possuem alma e corpo [Lc 16.19-31; Ap 20.14; 21.8]. O inferno é apresentado como lugar de tristeza e desespero [Lc 13.28; Mt 25.30], lugar de infortúnio e tormento [Ap 14.11; 20.10], lugar de trevas e degradação [Mt 25.30; Ap 22.11a]. (2) Nós cremos e ensinamos que, vão para o inferno: (a) Satanás e seus anjos [Mt 25.41], (b) o anticristo e o falso profeta [Ap 20.10], e (c) os ímpios e incrédulos [Ap 21.8]. No inferno, o castigo tem um caráter eterno [Mt 25.46; Mc 3.29; II Ts 1.9].

A MORTE

(1) Nós cremos e ensinamos que, a morte é a separação entre a alma e o corpo [Fp 1.23], e nela não está envolvida a perda da consciência imaterial [Ap 6.9-11], pois a alma do redimido passa imediatamente à presença do Senhor Jesus Cristo [Lc 23.4; Fp 1.23; II Co 5.8]. Essa separação continuará até o Arrebatamento da Igreja [I Ts 4.13-17], onde se dará a primeira ressurreição e onde ocorrerá a reunificação da nossa alma e corpo, os quais serão glorificados para sempre [Fp 3.21; I Co 15.35-44, 50-54]. Até aquele momento da glorificação, as almas dos redimidos em Cristo estarão gozando da comunhão com Ele [II Co 5.8]. (2) Nós cremos e ensinamos que, haverá ressurreição corporal de todos os homens, sendo que os salvos para a vida eterna [Jo 6.39; Rm 8.10,11, 19-23; II Co 4.14], e os não salvos para o julgamento e punição eterna [Dn 12.2; Jo 5.29; At 20.13-15]. (3) Nós cremos e ensinamos que, as almas dos não salvos são guardadas sob punição até a segunda ressurreição [Lc 16.19-26; Ap 20.13-15], quando a alma e o corpo ressurretos serão unidos [Jo 5.28,29]. Então, eles comparecerão para julgamento diante do Grande Trono Branco [Ap 20.11-15], e serão lançados no inferno, no lago de fogo (Mt 25.41-46], e cortados da vida e da presença de Deus para sempre [Dn 12.2; Mt 25.41-46; II Ts 1.7-9].

O ARREBATAMENTO DA IGREJA



Nós cremos e ensinamos acerca do retorno pessoal e corporal do Senhor Jesus Cristo antes dos sete anos da Tribulação [I Ts 4.16; Tt 2.13] para arrebatar [raptar] Sua Igreja da Terra [Jo 14.1-3; I Co 15.51-53; I Ts 4.15; 5.11]. Após o Arrebatamento [Rapto] da Igreja, ocorrerá um evento que chamamos de "Bodas do Cordeiro" [I Co 3.11-15; II Co 5.10], onde haverá o galardoamento dos crentes de acordo com as suas obras. Este evento ocorrerá entre o Arrebatamento e o retorno glorioso do Senhor Jesus Cristo com os santos, no fim do período da Tribulação.

A TRIBULAÇÃO

Nós cremos e ensinamos que, imediatamente após a remoção da Igreja da Terra [Jo 14.1-3; I Ts 4.13-18], terá início um período de julgamento divino sobre o mundo descrente [Jr 30.7; Dn 9.24; 12.1; II Ts 2.7-12; Ap 16]. Este julgamento findará com o retorno do Senhor Jesus Cristo em glória [Mt 24.27-31; 25.31-46].

A SEGUNDA VINDA E O MILÊNIO

(1) Nós cremos e ensinamos que, após o período da Tribulação, o Senhor Jesus Cristo retornará à Terra e ocupará o trono de Davi [Mt 25.31; Lc 1.31-33; At 1.10-11; 2.29,30] e estabelecerá Seu Reino Messiânico por mil anos [Ap 20.1-7]. Durante esse tempo, os santos arrebatados e ressurretos reinarão com Ele sobre as nações [Ez 37.21-28; Dn 7.17-22; Ap 20.4]. Esse Reino será precedido pela vitória do Cordeiro sobre o Anticristo e o Falso Profeta, e pela remoção de Satanás do mundo [Dn 7.17-27; Ap 20.1-3]. (2) Nós cremos e ensinamos que, o Reino Milenar do Senhor Jesus Cristo será caracterizado por harmonia, justiça, paz, retidão e vida longa [Is 11; 65.17-25; Ez 36.33-38]. Este reino findará com a libertação de Satanás, no final dos mil anos [Ap 20.7-9].

O JULGAMENTO DOS PERDIDOS

Nós cremos e ensinamos que, após o Milênio, Satanás será solto [Ap 20.7], e enganará as nações da Terra e as arregimentará  para guerrearem contra os santos e a cidade amada [Ap 20.7-9]. Neste ponto, Satanás e seu exército serão destruídos por fogo que descerá do céu [Ap 20.9]. A seguir, Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre [Mt 25.41; Ap 20.10]. E então o Senhor Jesus Cristo, que é o Juiz de todos os homens [Jo 5.22], julgará no Grande Trono Branco os grandes e pequenos que ressuscitarão para serem julgados - esta é a ressurreição para julgamento dos que morreram sem salvação [Rm 14.10-13]. Todos os ressurretos aqui serão julgados e condenados a uma punição consciente e eterna no Lago de Fogo [Mt 25.41; Ap 20.11-15]. 

A ETERNIDADE

Nós cremos e ensinamos que, após o julgamento dos não salvos [Ap 20.11-13], os elementos desta terra serão destruídos [II Pe 3.10] e aparecerá um novo céu e uma nova Terra onde habita a justiça [Ap 21.1]. A seguir, a Nova Jerusalém descerá do céu [Ap 21.2] e será local de habitação dos santos, onde gozarão a eterna comunhão com Deus [Ap 21.3-7; 22.1-5].

Volto a repetir que não pretendemos afirmar que a Igreja Evangélica Assembleia de Deus [Ministério Missão Suíça] é a única que busca fazer a vontade de Deus. A totalidade ou parte do nosso credo é compartilhada por muitas Igrejas, principalmente pelas Assembleias de Deus, no Brasil e no exterior, como é o caso aqui na Europa. Parte do que escrevi sobre o nosso credo, por exemplo, copiei do site do IBAD [Instituto Bíblico das Assembleias de Deus], por ser exatamente o que cremos e ensinamos. O nosso objetivo maior é ganhar almas para o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Aonde as pessoas irão congregar depois de salvas, deixamos sob a direção do Espírito Santo. Como sempre digo, a verdadeira Igreja do Senhor Jesus Cristo será revelada pelo Arrebatamento.

NOSSA SEDE NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Avenue de Grandson 48, 1400, Yverdon-les-Bains
Vaud - Suisse

No amor de Cristo Jesus,


Pastor Hafner Nascimento
Pastor Presidente

Nenhum comentário:

Postar um comentário