quarta-feira, 28 de março de 2012

Se Deus existe, por que há tanto sofrimento?


Se Deus realmente existe, então por que tanta violência no mundo? Por que tantas crianças sofrendo? Por que tanta injustiça?

Perguntas dessa natureza são frequentes na cabeça de muita gente que gostaria de viver em um mundo melhor. Elas não entendem como pode existir um Deus Todo-poderoso e, ao mesmo tempo, um mundo cheio de problemas, violência, corrupção, injustiças, imoralidade, etc. Embora tais questionamentos pareçam lógicos, são, contudo, improcedentes.

Estou estudando a Enciclopédia Beacon, da Editora CPAD, e, paralelamente, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, também publicada pela referida editora. Na Bíblia ut supra, há um estudo que fala sobre a providência de Deus e, em seu conteúdo, podemos encontrar a resposta para a pergunta do título desta postagem: Se Deus existe, por que há tanto sofrimento? 

"Depois de o Senhor Deus criar os céus e a terra (Gn 1.1), Ele não deixou o mundo à sua própria sorte. Pelo contrário, Ele continua interessado na vida dos seus, cuidando da sua criação. Deus não é como um hábil relojoeiro que formou o mundo, deu-lhe corda e deixa acabar essa corda lentamente até o fim; pelo contrário, Ele é o Pai amoroso que cuida daquilo que criou. O constante cuidado de Deus por sua criação e por seu povo é chamado, na linguagem doutrinal, a providência divina.

ASPECTOS DA PROVIDÊNCIA DIVINA. Há, pelo menos, três aspectos da providência divina. (1) Preservação. Deus, pelo seu poder, preserva o mundo que Ele criou. A confissão de Davi fica clara: 'A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo; SENHOR, tu conservas os homens e os animais' (Sl 36.6). O poder preservador de Deus manifesta-se através do seu Filho Jesus Cristo, conforme Paulo declara em Cl 1.17: Cristo 'é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele'. Pelo poder de Cristo, até mesmo as minúsculas partículas de vida mantêm-se coesas. (2) Provisão. Deus não somente preserva o mundo que Ele criou, como também provê as necessidades das suas criaturas. Quando Deus criou o mundo, criou também as estações (Gn 1.14) e proveu alimento aos seres humanos e animais (Gn 1.29,30). Depois de o dilúvio destruir a terra, Deus renovou a promessa de provisão, com estas palavras: 'Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão' (Gn 8.22). Vários dos Salmos dão testemunho da bondade de Deus em suprir do necessário a todas as suas criaturas (e.g., Sl 104; 145). O mesmo Deus revelou a Jó seu poder de criar e de sustentar (Jó 38 a 41), e Jesus asseverou em termos bem claros que Deus cuida das aves do céu e dos lírios do campo (Mt 6.26-30; 10.29). Seu cuidado abrange, não somente as necessidades físicas da humanidade, como também as espirituais (Jo 3.16,17). A Bíblia revela que Deus manifesta um amor e cuidado especiais pelo seu próprio povo, tendo cada um dos seus em alta estima (e.g., Sl 91; ...). Paulo escreve de modo inequívoco aos crentes de Filipos: 'O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus' (...). De conformidade com o apóstolo João, Deus quer que seu povo tenha saúde, e que tudo lhe vá bem (...). (3) Governo. Deus, além de preservar sua criação e prover-lhe o necessário, também governa o mundo. Deus, como soberano que é, dirige os eventos da história, que acontecem segundo sua vontade permissiva e seu cuidado. Em certas ocasiões, Ele intervém diretamente segundo o seu propósito redentor (...). Mesmo assim, até Deus consumar a história, Ele tem limitado seu poder e governo supremo neste mundo. As Escrituras declaram que Satanás  é 'o deus deste século' [mundo] (2 Co 4.4) e exerce acentuado controle sobre a presente era maligna (...; Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Noutras palavras, o mundo, hoje, não está submisso ao poder regente de Deus, mas, em rebelião contra Ele e escravizado por Satanás. Note, porém, que essa autolimitação da parte de Deus é apenas temporária; na ocasião que Ele já determinou na sua sabedoria, Ele aniquilará Satanás e todas as hostes do mal (Ap 19 a 20).

 A PROVIDÊNCIA DIVINA E O SOFRIMENTO HUMANO. A revelação bíblica demonstra que a providência de Deus não é uma doutrina abstrata, mas que diz respeito à vida diária num mundo mal e decaído. (1) Toda pessoa experimenta o sofrimento em certas ocasiões da vida e daí surge a inevitável pergunta: 'Por quê?' (cf. Jó 7.17-21; Sl 10.1; 22.1; 74.11,12; Jr 14.8,9,19). Essas experiências alvitram o problema do mal e do seu lugar nos assuntos de Deus. (2) Deus permite que os seres humanos experimentem as consequências do pecado que penetrou no mundo através da queda de Adão e Eva. José, por exemplo, sofreu muito por causa da inveja e da crueldade dos seus irmãos. Foi vendido como escravo pelos seus irmãos e continuou como escravo de Potifar, no Egito (Gn 37; 39). Vivia no Egito uma vida temente a Deus, quando foi injustamente acusado de imoralidade, lançado no cárcere (Gn 39) e mantido ali por mais de dois anos (Gn 40.1 a 41.14). Deus pode permitir o sofrimento em decorrência das más ações do próximo, embora Ele possa soberanamente controlar tais ações, de tal maneira que seja cumprida a sua vontade. Segundo o testemunho de José, Deus estava agindo através dos delitos dos seus irmãos, para a preservação da vida (Gn 45.5; 50.20). (3) Não somente sofremos as consequências dos pecados dos outros, como também sofremos as consequências dos nossos próprios atos pecaminosos. Por exemplo: o pecado da imoralidade e do adultério , freqüentemente resulta no fracasso do casamento e da família do culpado. O pecado da ira desenfreada contra outra pessoa pode levar à agressão física, com ferimentos graves ou até mesmo o homicídio de uma das partes envolvidas, ou de ambas. O pecado da cobiça pode levar ao furto ou desfalque e daí à prisão e cumprimento de pena. (4) O sofrimento também ocorre no mundo porque Satanás, o deus deste mundo, tem permissão para executar  a sua obra e cegar as mentes dos incrédulos e de controlar as suas vidas (2 Co 4.4; Ef 2.1-3). O Novo Testamento está repleto de exemplos de pessoas que passaram por sofrimento por causa dos demônios que as atormentavam com aflição mental (e.g., Mc 5.1-14) ou com enfermidades físicas (Mt 9.32,33; 12.22; Mc 9.14-22; Lc 13.11,16; ...).

Dizer que Deus permite o sofrimento não significa que Deus origina o mal que ocorre neste mundo, nem que Ele pessoalmente determina todos os infortúnios da vida. Deus nunca é o instigador do mal ou da impiedade (Tg 1.13). Todavia, Ele, às vezes, o permite, o dirige e impera soberanamente sobre o mal a fim de cumprir a sua vontade, levar a efeito seu propósito redentor e fazer com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que lhe são fiéis (...)."



BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, edição 1995, ano 2002, pp. 105 e 106 (os grifos no texto são meus).

Um comentário:

  1. Pq ninguém fala da mâe, da dona?Pq todo mundo sabe e fingi que não sabe?sendo qé ela quem faz essas injustiçaas??Satanás é uma mulher e qto mais maldade mais direitos temo de susufruir das coisas materiasi enquanto q os bonzinho são perseguido

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