quarta-feira, 29 de maio de 2013

O que a Bíblia diz sobre masturbação?


Esta é uma pergunta de oito entre dez embaixadores de doze a dezesseis anos e que muitas vezes os pais, conselheiros e pastores acham melhor não tocar no assunto.

A Bíblia nunca menciona especificamente a masturbação ou afirma se a masturbação é ou não pecado. Entretanto, não há dúvidas de que as ações que levam à masturbação são pecaminosas. A masturbação é o resultado final de pensamentos sensuais, estimulação erótica e/ou imagens pornográficas. São com estes problemas que devemos lidar. Se abandonarmos e vencermos o vício da pornografia, o problema da masturbação vai se tornar algo de mínima importância.

A Bíblia nos alerta para que evitemos até a aparência de imoralidade sexual (Efésios 5:3). Não vejo como a masturbação possa passar neste teste específico. Às vezes, um bom teste para saber se algo é ou não pecado consiste em verificar se você ficaria orgulhoso de contar aos outros o que acabou de fazer. Se for algo do qual ficaria sem graça ou envergonhado se os outros descobrissem, muito provavelmente é pecado. Um outro bom teste é determinar se podemos, honestamente e de consciência limpa, pedir que Deus abençoe e use esta atividade em particular para Seus bons propósitos. Não creio que a masturbação esteja na categoria das coisas que possamos ter “orgulho” ou genuinamente agradecer a Deus.

A Bíblia nos ensina: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (I Coríntios 10:31). Se há lugar para dúvida se algo agrada ou não a Deus, então é melhor abandonar tal prática. Definitivamente, em relação à masturbação, há lugar para a dúvida. “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado” (Romanos 14:23).

Não vejo como, de acordo com a Bíblia, a masturbação possa ser considerada como algo que glorifique a Deus. Indo mais além, devemos nos lembrar de que nossos corpos, assim como nossas almas, foram redimidos e pertencem a Deus. “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Coríntios 6: 19-20). Esta grande verdade deve pesar em relação ao que fazemos e até onde chegamos no que diz respeito a nosso corpo.

Então, observando todos esses princípios, definitivamente, devo dizer que a masturbação, de acordo com a Bíblia, é pecado. Não creio que a masturbação agrade a Deus, que evite a aparência de imoralidade ou passe no teste de Deus sendo proprietário de nossos corpos.

Se você é um embaixador do Rei que não consegue largar a prática da masturbação é porque provavelmente, como dito no início do texto, você deve estar viciado em pornografia. Um pecado leva a outro e isto é o que o nosso inimigo quer, nos tornar escravos do pecado. Mas você é REPRESENTANTE DO REI aqui na terra, lembra? Vai continuar deixando o pecado dominar a sua vida? Portanto, obedeçam a Deus e enfrentem o Diabo, que ele fugirá de vocês (Tiago 4:7).

O versículo acima manda primeiro você obedecer a Deus, obedecendo a Deus você vai enfrentar o Diabo e ele vai fugir! Deve ser por isso que todas as suas tentativas em parar deram erradas, dessa vez faça diferente, primeiro passe a obedecer ao nosso Rei Jesus, Ele é Fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a impureza (I João 1:9), converse com ele, confesse os seus pecados, fale para ele com toda a sinceridade do seu coração que você quer largar esse vício, fale com ele que você não consegue resistir e dê permissão a Jesus para limpar sua mente e seu coração.

Já orou?

Lembrando que sozinho é muito mais difícil de conseguir, e que você não é o primeiro a passar por isso. Então agora procure alguém que você confie, que já tenha passado da sua idade e que provavelmente já passou pelo mesmo problema que você. Ahhhh, essa pessoa deve estar sempre buscando a Deus, pode ser seu conselheiro, seu pastor, seu pai... E não se esqueça que o nosso Rei nunca vai desistir de você!


OS OITO NÍVEIS ESPIRITUAIS

Nosso estudo está baseado em II Pedro 1.5-7. Vamos lê-lo em duas versões em Português e se você lê Inglês, poderá conferir na King James Version.

Versão Revista e Atualizada

II Pedro 1.5-7 - E por isso mesmo vós, empregando toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência o domínio próprio, e ao domínio próprio a perseverança, e à perseverança a piedade, e à piedade a fraternidade, e à fraternidade o amor.

Versão Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original

II Pedro 1.5-7 - E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade.

Versão King James

II Peter 1.5-7 - And beside this, giving all diligence, add to your faith virtue; and to virtue knowledge; and to knowledge temperance; and to temperance patience; and to patience godliness; And to godliness brotherly kindness; and to brotherly kindness charity.

A primeira coisa que nos chama a atenção é a palavra diligência. Consultei o dicionário de sinônimos e descobri que diligência significa agenciamento, atividade, desvelo, empenho, esforço, força, solicitude, esmero, apuro, capricho, primor, zelo, cuidado, perfeição e requinte.
Isto já nos mostra algo de suma importância: o apóstolo está nos concitando a empregar todo o nosso potencial em adquirir ou realizar algo. E o que será?

A segunda palavra chave que encontramos é a palavra acrescentai. Nas duas versões em Português encontramos a mesma palavra. Em Inglês encontramos add que significa praticamente a mesma coisa, mas também significa aumentai, colocai dentro, inseri, ajuntai, afixai, colai e incluí.

Então, o que Pedro está afirmando?

Ele está dizendo que é necessário fazer todo o esforço para acrescentar ao nível da fé outro nível, superior, que deve ser atingido por todo cristão.

Esse nível é a Virtude.

Por incrível que pareça a grande maioria dos crentes conforma-se em chegar ao segundo nível somente e com isto acha que já atingiu a estatura de varão perfeito. Sinto muito, irmão, você ainda tem que galgar seis níveis para chegar lá.

A igreja de Cristo sabe onde está fundamentada, sabe qual é a sua posição, por isto sabe também que tem que continuar, não se esforçando simplesmente, mas crendo que o Senhor, que começou a boa obra há de aperfeiçoá-la até o dia de Cristo Jesus.

Mas, o que é a virtude? É o batismo com o Espírito Santo. Quando Jesus deixou seus apóstolos na terra, o que foi que ele ordenou?

Atos 1.8 - Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.

Após receber a salvação, a fé, que é a base de todo o processo, o filho de Deus tem que continuar sua caminhada. O terceiro nível, pois, da vida cristã vitoriosa, é o nível da Ciência ou do Conhecimento. Que tipo de conhecimento? Acadêmico? Teológico? Não!

É aí que começam as observações iluminadas das Escrituras. Existem inúmeras passagens que as pessoas passam por cima sem perceberem, porque não atingiram o nível do conhecimento.

A Bíblia não é um livro simples nem simplista. Ela é a palavra inspirada de Deus e é um livro sobrenatural. Para entendê-la é necessária a iluminação do Espírito Santo. É necessário ter atingido este terceiro nível. E o que é mais interessante: não se galga um destes oito degraus sem ter passado pelo anterior. Desculpe-me, mas você que não crê no batismo com o Espírito Santo e que nunca o recebeu, poderá ser um expert em Teologia, em Filosofia e em todos os mistérios e toda a ciência, mas jamais entenderá a ciência do Altíssimo.

O quarto nível é o nível da Temperança ou do Domínio Próprio. Quero salientar bem a palavra próprio. Apesar de ser o quarto nível, apesar de já estar em uma posição muito abençoada, muito gloriosa, ainda é um domínio que parte do homem redimido. Mas, de qualquer forma é maravilhoso. Agora, se você entender e aceitar o que aqui está sendo dito, poderá compreender que mesmo atingindo o segundo nível, do batismo com o Espírito Santo e o terceiro do conhecimento sobrenatural e iluminado das Escrituras, você ainda tinha sérias dificuldades para dominar uma gama de coisas terríveis em sua vida. No quarto nível o cristão já pode respirar aliviado, porque consegue dominar seus inimigos, os pecados.

Mas, será que este já é um nível seguro total? Ainda não. Vamos chegar lá.

Até o quarto nível é possível voltar atrás e até precipitar-se para o nível da fé e daí para o mundo.

O quinto nível é o nível da Perseverança. Deste nível em diante já existe uma segurança. Deste nível em diante já existe tranqüilidade. Se você atingir este nível não mais voltará atrás.

O sexto nível é o nível da Piedade. Se você buscar a definição de piedade no dicionário, encontrará sinônimos como estes: "Clemência", "comiseração", "devoção". Mas, se buscar no dicionário da revelação, vai descobrir que este nível é a posição em que o filho de Deus vive vinte e quatro horas por dia em contato absoluto com a eternidade. Não é atoa que a palavra grega para fé, pistis, significa também "sintonia".

O sétimo nível que você achava difícil de viver nele é o nível da Fraternidade. Muitos pregam a respeito do amor fraternal e até se esforçam para atingi-lo, mas, como já disse, não é possível saltar degraus nesta caminhada. É impossível alguém sentir profundo amor fraternal por todos os irmãos, sem ter passado pelos seis níveis anteriores.

O oitavo nível, que é a estatura do varão perfeito é o do amor AGAPE. Isto significa um amor fora do comum, sobrenatural, o amor por todos os homens. Se você já chegou aí, parabéns, você é um dos membros áureos da verdadeira igreja de Cristo. 



Autor: Paulo de Aragão Lins

terça-feira, 28 de maio de 2013

O descaso com a pregação

Por Gutierres Fernandes Siqueira

O pentecostalismo tradicional em nada difere do neopentecostalismo no descaso com a pregação. Infelizmente, pregadores que honram a Jesus Cristo com uma boa interpretação bíblica são minoria. Há toda uma cultura de desvalorização do bom e velho sermão. Vejamos:

Exegese é extrair a mensagem do texto.
A perversa eisegese é colocar a sua própria ideia no texto.
a) O esboço é raro. É quase tudo na base do improviso. E o pior, ainda colocam o Espírito Santo para justificar a preguiça de preparar um sermão. Todos sabem que preparar uma mensagem estruturada é um baita trabalho. Além disso, Deus em nada ficará impedido de falar por uma mensagem previamente estudada, pois Ele fala pela Palavra e ela não volta vazia.

b) A tônica é a performance artística. Os gritos, gestos, histórias e danças com os braços trazem para o pregador pentecostal a performance de um artista. Mas, é claro, profeta não é artista e artista não é profeta. Infelizmente, muitos cultos se assemelham a um circo. Nunca leram I Coríntios 14?

c) O texto bíblico? Um mero detalhe. A pregação não é conduzida pelo texto bíblico, mas o texto bíblico é conduzido pela "mensagem" do pregador. É a famosa eisegese. Essa palavra vem do grego eisegesis e significa "ato de introduzir, propor, de dar conselho”. Ou seja, é alguém que quer introduzir uma mensagem no texto lido. E deveria ser justamente o contrário, pois a mensagem deveria surgir a partir do texto lido. Essa é a boa exegese.

Nada do que falei é novidade, mas parece que a mente dos pregadores pentecostais está cauterizada. Quando isso acontece é um caso sério para orações.


PASSAPORTE PARA A LOUCURA


Há muitas coisas acerca do homem e do universo que o cerca.

A Física, a Química e a Biologia ainda possuem muitos mistérios até hoje não explorados.

Nem a Geografia e a História são plenamente conhecidas.

Alexis Carrel escreveu, "O homem, Esse desconhecido".

Porque o homem é realmente um desconhecido.

"As cousas encobertas são para o Senhor nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos para sempre…" (Deuteronômio 29:29).

Sócrates, o decantado filósofo, achava que o autoconhecimento era a resolução de qualquer problema. Sua máxima principal era: "Conhece-te a ti mesmo".

Mas, que homem pode conhecer-se a si mesmo? A Bíblia diz: "Quem há que possa discernir as próprias faltas?" (Salmos 19:12).

O profeta Oséias, que viveu 200 anos antes de Sócrates, tinha uma idéia melhor para a resolução de nossos problemas. Ele disse: "Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor". (Oséias 6:3).

Sócrates dizia: "Conhece-te a ti mesmo".

Oséias dizia: "Conhece ao teu Deus".

A verdade é que desconhecemos uma grande parcela de nós mesmos.

Salomão escrevendo 977 anos ante de Cristo, eu seja 2961 anos antes de nossa era, afirmou: "Assim como não sabes o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida…" (Eclesiastes 11:5).

Por incrível que pareça, esta afirmação continua válida até hoje.

Há outras coisas que a Biologia tenta explicar, mas o homem continua tateando nas trevas em relação a elas, por exemplo:

1. A função do apêndice.

2. A síntese dos aminoácidos.

3. A programação do DNA.

4. A formação de inúmeras enzimas.

5. O sistema endócrino.

6. O sistema neurovegetativo.

7. O sistema nervoso central.

8. O comportamento das células.

Nem mesmo a cura das enfermidades é realizada pelo homem. Qualquer médico, até o mais eminente, sabe que a Medicina apenas fornece uma ajuda para a cura. A verdadeira cura vem de Deus, e de Deus somente.

O homem é desconhecido no campo da Psicologia. Nenhum psicanalista, psiquiatra ou neurologista pode explicar no homem…

1. Os mecanismos de defesa.

2. Os processos inconscientes.

3. As psicoses.

4. As diferentes manifestações de neuroses.

5. As esquizofrenias.

6. As paranóias.

Isto porque somente Deus conhece o interior do homem.

Davi disse: Senhor, tu me sondas, e me conheces. Tu conheces o meu sentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Esquadrinhas o meu andar, e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces. "Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu deitar e o meu levantar, e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra não me chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda" (Salmos 139:1-4).

Salomão descobriu que "todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o Senhor sonda os corações" (Provérbios 21:2).

O homem mesmo não se conhece. Ele é desconhecido espiritualmente, mas, por incrível que pareça, é o aspecto espiritual o que mais podemos conhecer no ser humano, isto porque temos um gabarito, um padrão espiritual para medir um homem – a Palavra de Deus.

Há muitas perguntas feitas pelo homem que sempre permanecerão sem resposta.

Uma delas foi feita por Rebeca: "Por que sou eu assim?" (Gn 25.22).

Esta pergunta demonstra desespero, rebeldia, desamparo e medo.

Mas é, antes de tudo, uma tentação contra Deus.

Os espíritas a respondem com a doutrina da reencarnação. É a resposta mais lógica que existe. No entanto nem sempre as respostas mais lógicas são as mais verdadeiras. Satanás é um grande filósofo, um grande psicólogo e um grande teólogo.

Ele sabe transformar os mais absurdos sofismas nas mais tremendas verdades.

Por que sou eu assim?

Esta pergunta demonstra mórbida curiosidade, raiz de amargura contra Deus, ultrapassagem do limite do homem e passaporte para a loucura.

Algumas teologias, como o Calvinismo, o Arminianismo, o Existencialismo e a Neo-ortodoxia tentaram responder esta pergunta, mas todas elas esbarraram em um beco sem saída.

Eu não sei, Rebeca, porque você era assim. Você jamais poderia saber. Por isto foi perguntar ao Senhor. Somente Ele tem esta resposta.

Muito perguntam outras coisas: Por que sou feio? Por que nasci negro, ou branco, ou amarelo? Por que não sou suficientemente inteligente? Por que sou pobre? Por que sou magro, ou então gordo? Por que sou problemático? Por que sou incompreendido? Por que sou deficiente? Por que sou assim?

Eu não sei! Você não sabe! Somente Deus sabe.

Agora, junto desta vem uma outra pergunta que você deve fazer:


Do modo como eu sou, qual o melhor que posso fazer aqui na terra para Deus e para os meus semelhantes? 


A RAINHA DE SABÁ ERA NEGRA

A Bíblia fala de uma rainha que visitou Salomão, proveniente da terra de Sabá. O relato desta visita é algo tão poético que merece ser lido e repetido. Foi assim:

"E ouvindo a rainha de Sabá a fama de Salomão, veio a Jerusalém experimentar Salomão com enigmas, com uma mui grande comitiva de camelos carregados de especiarias, e ouro em abundância e pedras preciosas. e veio a Salomão, e falou com ele de tudo o que tinha no seu coração." (Leia II Crônicas 9.1-12).

"Sabá" é, na realidade, a terra de onde vieram os "sabeus", mencionados várias vezes no Velho Testamento. Nas genealogias, por exemplo, encontramos a palavra transliterada, como em Gn 10.7: "E os filhos de Cuse são: SEBÁ, e Havilá, e Raamá, e Sabtecá..."

Sabá era chamada "a terra das mil fragrâncias", por causa dos perfumes raros que ali eram fabricados. Vemos testemunhos disto em Ezequiel 27.22:

"Os mercadores de SEBA e Raamá eram eles os teus mercadores em todos os mais subidos AROMAS, e toda pedra preciosa e ouro negociavam nas tuas feiras."

Em Sabá havia tanto ouro que a rainha deu a Salomão de presente 120 talentos de ouro (II Crônicas 9.9), o que equivale a 4.080 quilos. uma enorme fortuna, mesmo para aquele tempo.

Os sabeus eram conhecidos pelos israelitas como exportadores de ouro, mas também como vendedores de perfumes e incensos raros que possuíam e que, ao que tudo indica, fabricavam. Veja o que diz Isaías 60.6:

"A multidão de camelos te cobrirá, os dromedários de Midiã e Efa. todos virão de Sabá: trarão ouro e incenso e publicarão os louvores do Senhor."

Sl 72.15. "...e se lhe dará do ouro de Sabá..."

Jeremias 6.20. "Para que, pois, me vem o incenso de Sabá?"

Jó 6.19. "As caravanas de Tema a procuram, os viajantes de Sabá por ela suspiram."

Além de comerciantes, também eram guerreiros, conforme vemos em Jó 1.15: "De repente deram sobre eles os SABEUS, e os levaram, e mataram aos servos ao fio da espada."

Os Sabeus eram um povo de origem ismaelita, ou seja, árabe. A região onde habitavam era a Etiópia e outras partes do mundo antigo. Provavelmente sua capital era Tema. Existem lendas que dizem que Salomão casou-se com a rainha de Sabá, ou pelo menos viveu algum tempo com ela, de onde nasceram filhos.

Alguns acham que ela voltou à sua terra com um filho do rei Salomão no ventre e com a religião monoteista de Israel, o que deu origem aos muitos judeus negros que hoje existem.

Por uma provável conseqüência disto, o rei Selassié, quando no poder, detinha como um dos seus títulos, o de "Leão da tribo de Judá". Este título, além de denotar uma blasfêmia contra um dos títulos de nosso Senhor Jesus Cristo, demonstra alguma tradição judaica na Etiópia.

Agora, algo que é digno de dó é que em filmes e gravuras sobre a rainha de Sabá, chegam a retratar a personagem loura e de olhos azuis! Isto é um absurdo, pois os sabeus eram negros!


domingo, 26 de maio de 2013

CGADB EXPULSA PASTOR SAMUEL CÂMARA

CGADB expulsa pastor Samuel Câmara, que classifica atitude como “perseguição” e “rito sumário como nas piores ditaduras”

Nesta quinta-feira, 23 de maio, a mesa diretora da CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil) decidiu por expulsar o pastor Samuel Câmara da convenção, que é a maior e mais conhecida dentre as ligadas à Assembléia de Deus.
A decisão do desligamento aconteceu devido a acusação de que Câmara e outros três pastores teriam quebrado o decoro durante a reunião da Assembléia Geral Extraordinária que aconteceu entre os dias 6 e 8 de Junho de 2012 em Alagoas. Na ocasião vários pastores ligados a Samuel realizaram um protesto no evento devido a acusações de irregularidades na AGE, depois disso a Assembléia Geral chegou a ser anulada na justiça após um pedido da Convenção Fraternal do Estado do Espírito Santo.
O requerimento que culminou no desligamento compulsório do líder da igreja-mãe das Assembléias de Deus foi impetrado pelo pastor Davidson Viera da Silva, que é alinhado com o recem reeleito presidente da CGADB, José Wellington, o qual a vários anos disputa contra Samuel Câmara a liderança da Convenção. Além do pastor paraense, os pastores Sóstenes Apolos e Jônatas Câmara também respondiam ao processo, mas não foram julgados por apresentarem um atestado médico. Já Ivan Bastos, por ter sido recentemente eleito para a mesa diretora, também será julgado, mas apenas em uma futura Assembléia Geral Ordinária.
A mesa diretora, formada por 10 pastores da CGADB, decidiu por 7 votos contra 3 pelo desligamento de Samuel Câmara. Os três votos a favor do pastor foram dos pastores Antonio Dionísio, Jonas Francisco de Paula e Ivan Bastos. Após ser comunicado da decisão, o pastor Samuel Câmara divulgou uma nota oficial onde classificou o ato como “rito sumário como nas piores ditaduras” e afirmou que “fica caracterizada a perseguição política e a determinação de tirar do caminho e atropelar qualquer um que levante a sua voz contra os desmandos da administração que há 25 anos comanda a CGADB”, criticou.
Câmara também afirma que foi um ato de “arbitrariedade” pois, segundo ele, o Regimento Interno da CGADB ”não prevê esse tipo de sanção para a acusação de quebra de decoro alegada contra mim e os demais pastores já mencionados” e por isso avisou que irá recorrer da decisão. Confira a nota oficial completa:
Ao arrepio do Estatuto e do Regimento Interno, que não prevê esse tipo de sanção para a acusação de quebra de decoro alegada contra mim e os demais pastores já mencionados, a Mesa Diretora acaba de deliberar pelo meu desligamento da CGADB por sete votos a três. Votaram contra a decisão os pastores Antonio Dionísio, Jonas Francisco de Paula e Ivan Bastos.
Os processos contra o pastor Sóstenes Apolos e Jônatas Câmara foram temporariamente suspensos porque ambos justificaram a sua ausência por razões de ordem médica. Já o pastor Ivan Bastos só pode ser julgado, neste caso, pela AGO por pertencer à Mesa Diretora da CGADB.
Infelizmente optaram, mais uma vez, por cometer uma arbitrariedade. Rito sumário como nas piores ditaduras. Fica caracterizada a perseguição política e a determinação de tirar do caminho e atropelar qualquer um que levante a sua voz contra os desmandos da administração que há 25 anos comanda a CGADB.
Diante desta atitude arbitrária, repito o nosso lema: “Porque Deus não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor e de moderação”, 1 Timóteo 1.7.
Vamos recorrer da decisão, com tranquilidade. Eles buscam promover mais uma cisão. Nós buscamos a unidade assembleiana. Insistimos que nos cubram com as suas orações.

Convenções do Sul pedem unidade na Assembléia de Deus


No dia 20 de maio, antes do julgamento, a UMADERSUL (União dos Ministros das Assembleias de Deus da Região Sul do Brasil) divulgou um manifesto onde pediu a “unidade entre a mesa diretora da CGADB e os seus membros e entre estes com as convenções estaduais e regionais e seus membros”. Na carta a União pediu orações para que os membros da mesa diretora “não se precipitem” em desligar ou tomar medidas disciplinares contra os pastores.
“Há o perigo iminente de que sejam desligados compulsória e injustamente membros da CGADB, que são pastores com uma história relevante de trabalho na obra do Senhor, somente pelo fato de os mesmos terem interpretado a vontade de Deus com um pensamento diferente daqueles esposados pela Mesa Diretora”, diz o manifesto que fala abertamente sobre retaliação “que é uma atitude anti-cristã e extremamente prejudicial à unidade da Assembleia de Deus no Brasil”.
No manifesto, assinado por três pastores representantes dos três estados do sul, é feito um pedido “a Mesa Diretora e o próprio Presidente da CGADB, sua Reverendíssima, Pastor José Wellington Bezerra da Costa, como líder maior de nossa Assembleia de Deus no Brasil, que não se permita ser considerado incoerente com suas próprias palavras, pois o mesmo pediu a unidade de nossa denominação no país”, diz. O texto completo do manifesto está no site da Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus no Estado do Paraná.
Enquanto o imbróglio não é resolvido, o pastor Samuel Câmara não é mais membro da CGADB e por isso não pode participar dos eventos da mesma e tão pouco voltar a concorrer para a cargo de presidente da convenção.
Por Renato Cavallera, para o Gospel+
Fonte: Clique aqui.

sábado, 25 de maio de 2013

SIM, NÓS TEMOS ASSALTOS!

A Suíça é um país lindo, sem dúvidas. Porém, o Brasil também é lindo. Qual a diferença, então? A diferença é que na Suíça não existe pobreza, nem pessoas infelizes, nem desempregados, nem desonestos, nem prostituição, nem pedofilia, nem VIOLÊNCIA. Certo? Errado! No item VIOLÊNCIA, por exemplo, para o nível de um país como a Suíça, podemos dizer que a situação é alarmante. Dentre algumas notícias voltadas para este assunto, achei curioso a que o jornal Swiss Brasil Jornal publicou, conforme se lê abaixo:

Audacioso assalto à Banco em Zürich

Há poucos dias, um homem de estatura média entrou no Kantonal Bank na Langstrasse, famosa rua de Zürich e, educadamente, ficou na fila do caixa. Quando chegou a sua vez de ser atendido, estendeu um papel diante da funcionária que dizia que se ela não lhe desse imediatamente uma grande quantidade de dinheiro, ele iria disparar sua arma ali no Banco, para todos os lados.

O assaltante mantinha uma das mãos no bolso do seu casaco. A funcionária, com o medo que isso lhe provocou, sem hesitar, entregou ao assaltante várias dezenas de Francos. Depois disso, o homem saiu do Banco, sem que ninguém tivesse se apercebido do que aconteceu.

Ninguém soube se o assaltante estava realmente armado ou não. Só depois de ele ter saído é que a Polícia foi chamada. Ela (a funcionária do Banco) poderia ter apertado, no momento do ocorrido, o botão de emergência que está instalado discretamente ao lado do caixa, mas não o fez. Tanto o porta-voz do Banco, Thomas Pfenninger, quanto o chefe da mídia da polícia da cidade de Zürich, disseram que a funcionária agiu de acordo com os seus conselhos - a proteção dos clientes e dos funcionários é a maior prioridade nesses casos. O fato está sendo investigado e a polícia está à procura do audacioso assaltante.


Fonte: Swiss Brasil Jornal, abril de 2013, p. 6.


Não esqueçam de orar pela Suíça pois, como eu disse antes, a reportagem acima é apenas um exemplo (e dos mais leves) sobre o que ocorre por aqui. A prostitução tem crescido assustadoramente; a pregação do Evangelho é aceita, todavia com muitas limitações. 

Nos dias 17, 18 e 19 de janeiro de 2014 estaremos realizando, na cidade de Yverdon-les-Bains, aqui na Suíça,  o 1° Seminário Internacional de Missões com a participação dos Gideões Missionários da Última Hora. Orem também por este evento, pois cremos que o nosso Deus e Pai, em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, fará grandes coisas e trará, dentro de pouco tempo, um grande avivamento para esta nação, para a glória do Seu santo nome.

A paz do SENHOR!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

QUEM DESCOBRIU O BRASIL?



[1] ISRAELITAS PODEM TER DESCOBERTO O BRASIL

Realizando pesquisas em idiomas ameríndios, descobrimos neles forte influência da língua hebraica.

De onde teriam vindo tais termos? Por que navegadores fenícios são confundidos, por muitos historiadores, com navegadores israelitas? As respostas parecem estar nestas referências:
"Zebulom habitará na praia dos mares, e servirá de porto de navios, e o seu termo se estenderá até Sidom". (Gn 49.13).

"De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas". Ou traduzido livremente: "....nas tuas viagens por mar", ou "nos teus portos de mar". (Deuteronômio 33.18).

"Gileade ficou dalém do Jordão, e Dã, por que se deteve junto aos seus navios?" (Juizes 5.17).

Com relação à esta última referência, é interessante notar que uma das terras descobertas por navegadores orientais, a Dinamarca, ou DANMARK, originalmente significa "A MARCA DE DÃ"! Não é incrível? Teriam, então, alguns navegadores da tribo de Dã (ou Dan), descoberto aquela linda terra?

Outra coisa: encontram-se na Europa muitas localidades e acidentes geográficos com o prefixo DAN no nome. Seriam indicadores dos idos tempos dos navegadores Danitas? Eis alguns: "DANÚBIO", "DANTZIG", "ROTTERDAM", AMSTERDAM, ETC.

Quando Salomão assumiu o reino unificado de Israel e Judá, mandou construir navios em Eziom-Geber. (Este era um porto muito importante na terra de Edom).

Os navios de Salomão, com os servos de Hirão, rei de Tiro, seu associado, foram a Ofir e trouxeram de lá 420 talentos de ouro, o que eqüivale a 14.280 quilos!

Além desta preciosidade, os navios de Salomão também traziam prata, marfim, bugios e pavões. (I Reis 10.22).

Muitos pesquisadores acreditam que o marfim era trazido da África e os bugios e a maior parte da madeira que Salomão usava eram trazidos da AMAZÔNIA! Esta conclusão vem, principalmente, do fato que o rio Amazonas, que se inicia com o nome de "Solimões", transliterado para o hebraico, dá "SOLEYMON", que é exatamente o nome do rei Salomão!

[2] O REI SALOMÃONO BRASIL, NA TERRA DE OPHIR

Se parece estranho a você o conhecimento de terras a Ocidente/Oeste da Europa e África antes de Colombo, é por pura desinformação histórica (deliberadamente feita pelo sistema, pois quanto mais ignorante nós formos melhor para quem nos controla)
O historiador brasileiro Cândido Costa escreveu já em 1900Diodoro de Sicília (90-21 a.C.), 45 anos antes da Era Cristã, escreveu grande número de livros sobre os diversos povos do mundo; em seus escritos, designa claramente a América com o nome de ilha, porque ignorava sua extensão e configuração. Essa expressão de ilha é muitas vezes empregada por escritores da antigüidade para designarem um território qualquer…

Trechos extraídos do livro “A Idade das Luzes”, de Arthur Franco:  

… Assim vimos que Sileno chama ilhas à Europa, Ásia e África. Na narração de Diodoro, não é possível o engano quando ele descreve a ilha de que falamos: “Está distante da Líbia (ou seja, da África) muitos dias de navegação, e situada no Ocidente (a Oeste da África). Seu solo é fértil, de grande beleza e regado de rios navegáveis”. Esta circunstância de rios navegáveis não se pode aplicar senão a um continente, pois nenhuma ilha do oceano tem rios navegáveis. Diodoro continua dizendo:

“Ali, vêem-se casas suntuosamente construídas”; sabemos que as Américas possuem belos edifícios em ruínas e da mais alta antiguidade.  “A região montanhosa é coberta de arvoredos espessos e de árvores frutíferas de toda espécie. A caça fornece aos habitantes grande número de vários animais; enfim, o ar é de tal modo temperado que os frutos das árvores e outros produtos ali brotam em abundância durante quase todo o ano.” 
Esta pintura do país e do clima por Diodoro se refere de todo o ponto à América do Sul equatorial. Este historiador conta depois como os Fenícios (re)descobriram aquela região:

“Os Fenícios tinham-se feito à vela para explorarem o litoral situado além das colunas de Hércules (o atual Estreito de Gibraltar, saída do Mar Mediterrâneo para o Oceano Atlântico entre Espanha e a África); e, enquanto costeavam a margem da Líbia (África) foram lançados por ventos violentos mui longe do oceano.
Batidos pela tempestade por muitos dias (como Cabral mais tarde… também foram levados por correntes oceânicas), abordaram enfim na ilha de que falamos. Tendo conhecido a riqueza do solo, comunicaram sua descoberta a todo o mundo. Portanto os Tyrrhenios (outra tradução chamam aos Fenícios de Tyrios, por causa de sua principal cidade e porto: TIRO)
“Poderosos no mar, quiseram também mandar uma colônia; porém foram impedidos pelos Cartagineses, que receavam que um demasiado número de seus concidadãos, atraídos pelas belezas desta ilha, desertasse na praia.”  (Cândido Costa , As Duas Américas, 1900, pp.108  – 109, citado em Arthur Franco, A Idade das Luzes, Wodan, 1997, p. 113). 
Nota: os Fenícios são oriundos do território hoje conhecido como o LÍBANO, ao norte de Israel.

Localização da Fenícia (Líbano) nos tempos antigos, as antigas cidades por eles fundadas e suas rotas marítimas com saída para o Oceano Atlântico pelo Estreito de Gibraltar, extremo oeste do Mar Mediterrâneo.

Esta descrição coincide com os relatos do que ocorreu com a frota de Cabral 2.500 anos depois, desviada pelas mesmas correntes até o continente do Brasil (não por acaso pois que Cabral já “sabia” o que iria encontrar assim como tinha conhecimento prévio das correntes). Na descrição mais completa do texto do historiador romano vemos com exatidão a descrição do continente sulamericano há 2000 anos atrás: 
“No mais profundo da Líbia (África), há uma ilha de considerável tamanho que, situada como está no oceano, se acha a vários dias de viagem a oeste da Líbia (África). Seu solo é fértil pois, ainda que montanhosa, conta com uma grande planície (referência ao planalto central).
"Percorrem-na rios navegáveis que se utilizam para a irrigação , e possui muitas plantações de árvores de todos os tipos e jardins em abundância, atravessados por correntes de água doce e também há mansões de dispendiosa construção, e nos jardins construíram-se refeitórios entre as flores. 
Ali passam o tempo seus habitantes durante o verão, já que a terra proporciona uma abundância de tudo quanto contribui para a felicidade e o luxo. A parte montanhosa da ilha está coberta de densos matagais de grande extensão e de árvores frutíferas de todas as classes, e para convidar os homens a viverem entre as montanhas. Há grande número de  vales  acolhedores e fontes de água. Em poucas palavras, esta ilha está bem provida de poços de água doce que não só se convertem num deleite para quem ali reside senão também para a saúde e vigor de seu corpo. 
“Há igualmente excelente caça de animais ferozes e selvagens de todo o tipo e os habitantes, com toda essa caça para as suas festas, não carecem de nenhum luxo nem extravagância. Pois o mar que banha as costas da ilha contém uma multidão de peixes, e o caráter do oceano é tal que tem em toda sua extensão peixes em abundância, de todas as classes. 
Falando em geral, o clima desta ilha é tão benigno que produz grande quantidade de frutos nas árvores e todos os demais frutos da estação durante a maior parte do ano, de modo que parece que a ilha, dada sua condição excepcional, é um lugar para uma raça divina, não humana.  (). 
Na antigüidade, esta ilha estava encoberta do conhecimento dos povos devido à sua distância do mundo habitado, mas foi descoberta mais tarde pela seguinte razão:
“Os fenícios comerciavam desde muito tempo com toda Líbia (o norte da África) e muito o fizeram também com a parte Ocidental da Europa. E como suas aventuras resultaram exatamente de acordo com suas esperanças , acumularam uma grande fortuna e planejaram viajar além das colunas de Hércules (o estreito de Gibraltar, porta de saída do Mediterrâneo para o Oceano Atlântico), para o grande mar que os homens chamam de oceano


E, em primeiro lugar, à saída do estreito, junto às colunas de Hércules, fundaram uma cidade nas costas da Europa, e como a terra formava uma península chamaram a cidade por Gadeira (Cádiz, na hoje Espanha, já de frente para o Oceano Atlântico). Nelas construíram muitas obras adequadas à natureza da região, entre as quais se destacava um rico templo de Hércules (Melkarth), e ofereceram magníficos sacrifícios que eram conduzidos segundo o ritual fenício”… (p.114).
Quanto ao porte dos navios para semelhantes viagens naquela época, as trirremes fenícias em nada deviam às caravelas de vinte cinco séculos mais tarde. Seu comprimento podia atingir de sessenta a setenta metros, comportando até cento e oitenta remadores e uma tripulação de duzentos a trezentos soldados e marinheiros.
Pouco se comenta do esplendor das naus gregas ou romanas, mas não se pode negar que Erik, o vermelho e seu filho, Leif Erikson, seguiram estes antigos passos até mesmo no estilo de seus Knerrir (transatlânticos) e Knorr (navios menores que comportavam os colonos), no século X d.C., vencendo mares tão perigosos como os do Atlântico norte para atingir a Vinland, nome que deram às terras onde aportaram, na América do Norte entre o Canadá e os Estados Unidos em torno do ano 1.000 de nossa era.

Acima: O misterioso mapa de Piri Reis, Almirante turco, que é um documento autêntico e não uma contrafação de qualquer tipo, foi desenhado em Constantinopla no ano de 1513 d.C. e mostra com exatidão todo o litoral leste da América do Sul, também mostra a costa ocidental da África e a costa norte da Antártida “SEM A SUA ESPESSA (em algumas regiões, atinge 4 mil metros de espessura) COBERTURA DE GELO ATUAL”, sendo que esse continente só foi “descoberto” oficialmente em 1818, 305 anos APÓS a confecção do mapa??!! A costa livre de gelo da Terra da Rainha Maud na Antártida mostrada no mapa constitui um quebra-cabeça colossal, uma vez que a prova geológica confirma que a data mais recente em que poderia ter sido inspecionada e mapeada, em um estado de ausência de gelo, foi no ano 4000 a.C. A existência desse mapa comprova que os povos antigos tinham um conhecimento de todos os continentes muito maior do que acadêmicos e eruditos de hoje estão dispostos a aceitar. Esse mapa provavelmente é cópia de outros mapas muito mais antigos.

Segundo Cândido Costa, em sua obra de 1900: 
“Num escrito de Aristóteles (De Mirab. Auscult. Cap. 84) diz-se que foi o receio de ver os colonos sacudirem o jugo da metrópole cartaginesa e prejudicarem o comércio da mãe pátria que levou o senado de Cartago a decretar pena de morte contra quem tentasse navegar para esta ilha. Aristóteles descreve também uma região fértil, abundantemente regada e coberta de floresta, que fora descoberta pelos cartagineses além do Atlântico (p. 115) 
A participação ampla dos fenícios no conhecimento das terras ocidentais explica a grande participação dos hebreus nas grandes navegações. Desde o tempo de Salomão, as casas de Hiram, deTiro, na Fenícia e do grande soberano hebreu se uniu de tal forma que a construção do Templo de Jerusalém foi feita por arquitetos e pedreiros fenícios, e as misteriosas viagens para descobrir ouro e madeiras para a construção do templo foram feitas conjuntamente.
Acima um grande navio de longo curso, um Trirreme fenício tipo Carpássio, para viagens oceânicas de longo curso, um modelo dos tantos barcos fenícios existentes já no século X a.C., época próxima à que reinou Salomão em Israel. 

Este vasto conhecimento adquirido dos fenícios pelos hebreus (...) sobre a ciência da navegação e da construção naval dos fenícios não passou desapercebido por alguns soberanos europeus à época da diáspora, especialmente D. Manuel, de Portugal.
Em 1412 foi fundada a escola de Sagres, primeira academia portuguesa de navegação e construção naval. Portugal, nesta época, tonara-se o último reduto dos judeus na Europa, (...). A proteção concedida pelos soberanos portugueses aos judeus (...) visava declaradamente atrair os largos conhecimentos (...) dos judeus nas matemáticas, na geografia e na astronomia, (...) para calcar os grandes desenvolvimentos levados a cabo nas pesquisas náuticas para lançar Portugal como potência marítima mundial.  O conhecimento das terras do Brasil por Salomão e por Hiram (rei da Fenícia), ainda no século X a.C., conforme a explanação feita por Cândido Costa, é difícil de ser refutada. 
As Inscrições Fenícias na Bahia, no Rio de Janeiro (na Pedra da Gávea) e na Paraíba
Entre 1000 a.C. a 700 a.C., período da colonização fenícia no Ocidente, na direção de Cartago, Malta, Sardenha e Espanha. Vários documentos em pedra encontradas no Brasil e nos EUA, por exemplo, atestam a expansão Fenícia no Ocidente. As inscrições em Pouso Alto, no Estado da Paraíba, são constantes, de pedra lavrada, segundo Cândido Costa, foi submetida ao juízo do sábio orientalista francês Ernesto Renam, sendo por ele considerada de origem fenícia,conforme se vê a seguir:


Tradução da inscrição fenícia (acima) de Pouso Alto, na Paraíba, que diz: 
“Somos filhos de Canaã, de saída, a cidade do rei. O comércio nos trouxe a esta distante praia, uma terra de montanhas. Sacrificamos um jovem aos deuses e deusas exaltados no ano de 19 de Hiram, nosso poderoso rei.
Embarcamos em Ezion Geber, no Mar Vermelho, e viajamos com 10 navios. Permanecemos no mar juntos por 2 anos, em volta da terra pertencente a Ham (África), mas fomos separados por uma tempestade, nos afastamos de nossos companheiros e, assim, aportamos aqui: 12 homens e 3 mulheres. Numa nova praia que eu, o almirante, controlo. Mas auspiciosamente possam os exaltados deuses e deusas intercederem em nosso favor”. 
Abaixo a localização de Ezion Geber, no Golfo de Ácaba, na Península do Sinai.


Outros detalhes sobre a vinda dos povos semitas para o Ocidente do ano 970 a.C. a 900 a.C. 
[n.T.: Na Bíblia está escritoTambém as naus de Hiram, que de Ofir levavam ouro, traziam de Ofir muita madeira de almugue, e pedras preciosas. E desta madeira de almugue fez o rei balaústres para a casa do SENHOR, e para a casa do rei, como também harpas e alaúdes para os cantores; nunca veio tal madeira de almugue, nem se viu mais até o dia de hoje“.  1 Reis 10:11-12
Também todas as taças de beber do rei Salomão eram de ouro, e todos os vasos da casa do bosque do Líbano eram de ouro puro; não havia neles prata, porque nos dias de Salomão ela não tinha valor algum. Porque o rei tinha no mar as naus de Társis, com as naus de Hiram; uma vez a cada três anos voltavam as naus de Társis, e traziam ouro e prata, marfim, e bugios, e pavões. Assim o rei Salomão excedeu a todos os reis da terra, tanto em riquezas como em sabedoria.  1 Reis 10:21-23]
Assume Hiram, o grande rei de Tiro (970 – 936), aliado de Davi e Salomão. Em 965 a.C, Salomão assume o trono de Israel. No seu reinado um fato extraordinário originou concretamente a ligação perene que teria o Ocidente com os mistérios Bíblicos; a construção do Templo de Jerusalém.
Um cálice de ouro do tempo de Salomão que poderia ter sido feito com metal obtido no Brasil (Ofir/Társis).
Curiosamente tudo indica ter sido da América do Sul de onde saíram os materiais exóticos, metais e pedras preciosos, necessários à construção do templo de Salomão. Como se não bastasse o acesso físico aos materiais – ouro, pedras preciosas, madeiras nobres e especiais, animais exóticos, etc, os fenícios também foram os próprios construtores do templo, contratados por Salomão.  Quanto ao conhecimento do continente americano, os Fenícios e outros povos antigos  já davam notícias há muito tempo da existência desse continente.
Tal como ocorreu no início do século XIX com as grandes migrações de italianos e alemães para a América, as antigas populações que tinham notícia da existência deste paraíso terrestre facilmente se viam tentadas a emigrar das desoladas e assoladas regiões em que viviam. 
Abaixo as inscrições encontradas na Pedra da Gávea, marcadas na foto a seguir em amarelo, escritas em fenício arcaico:

Em 1963 um arqueólogo e professor com habilidades linguística  chamado Bernardo A. Silva Ramos traduziu as inscrições fenícias existentes na cabeça da Pedra da Gávea que seria nada mais nada menos do que uma esfinge fenícia! (Inscrições são vistas assinaladas em amarelo na  têmpora direita da “cabeça” na Pedra da Gávea) como: 
LAABHTEJBARRIZDABNAISINEOFRUZT,  
Que significa: 
TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL 
Ou: TIRO, FENÍCIA, BADEZIR PRIMOGÊNITO DE JETHBAAL
No texto da Bíblia, no livro de 1 Reis, Cap. XVI encontramos menção a Jethbaal (assim chamado no texto dos Setenta) e Ethball neste versículo: “31 …..ainda mais tomou por mulher a Jezabel, filha de Ethbaal, rei dos sidônios. E foi e serviu a Baal (Lúcifer/Marduk), e o adorou”
Jethbaal reinou sobre Tyro na Fenícia ou Phoenicia entre 887 a 856 a.C. e seu filho mais velho o sucedeu em 855 a.C., e chamava-se BADEZIR e por “alguma razão” abandonou o seu reinado juntamente com dois filhos gêmeos após seis anos no poder, deixando para sucedê-lo seu outro filho Mattenes que governou Tyro até o ano 821 a.C..
“O Rei Davi, quando morreu, deixou a Salomão para a construção do templo 7.000 talentos de prata e 3.000 talentos de ouro oriundos de Ophir. O velho rei não possuía nenhum navio que navegasse nos mares exteriores. Recebia, pois, o ouro de Ophir pelo comércio com os fenícios, os quais, segundo a Bíblia, conheciam todos os mares. Salomão, para por em execução seus grandes projetos, recorreu a Hiram, rei dos fenícios. Chegou a interessá-lo nas suas empresas e a contratar com ele aliança sólida.
O receio de excitar a susceptibilidade e curiosidade dos povos do Mediterrâneo foi sem dúvida o motivo que decidiu Salomão a construir em Ezion-Gaber, no Mar Vermelho, os navios que destinava às viagens para Ophir (pois as colunas de Hércules estavam fechadas aos gregos pelos Cartagineses e o comércio para o Atlântico era muito vigiado”. (Cândido Costa , op., cit., p. 113).
Cândido Costa Prossegue sua explanação lembrando que Hiram enviou ao Rei Salomão marinheiros fenícios experimentadosComo se verá mais tarde, a frota de Ophir nunca voltaria ao Mar Vermelho. Passando pelo Cabo africano, ela se reunira no oceano Atlântico com a frota de Hiram, que saíra do Mediterrâneo.
Entre os trabalhos que tentam retirar o véu sobre a verdadeira identidade das ricas localidades bíblicas de OphirParvaim e Tarschisch destacamos este do senhor Cândido Costa, publicado em 1900. Ele baseou-se no estudo filológico das antigas línguas européias e asiáticas, bem como a língua quichua ou dos Antis, do Peru , a qual ainda se falava, pelo menos em 1900, na Bacia superior do Rio Amazonas.
“Nos Paralípomenos, liv. 2, cap. 3, v.6, conta-se que Salomão adornou sua casa com belas pedras preciosas, e que o ouro era de Parvaim (…) Parvaim é pronuncia alterada de Paruim.
A terminação im nos dá o plural em hebraico (como em El = deus, Elohim = deuses); vem acrescentado a Paru porque efetivamente existem, na bacia superior do rio Amazonas, no território Oriental do Peru, dois rios auríferos, um com o nome de Paru, outro com o de Apu-Paru, o rico Paru, e que unem suas águas para se confundirem no Ucayali. Os dois rios Paru e Apu-Paru fazem, no plural Paru-im.
Outro nome hebraico é o de um antigo império de nome Inin (crente ou de fé), também no Peru. O rio Amazonas, desde a embocadura do Ucayali até a foz do Rio Negro, em Manaus, se chama Solimões: não é nem mais nem menos que o próprio nome do Rei Salomão (em hebraico Solima e em árabe Suleiman), dado ao rio Amazonas pela frota do grande rei. Os cronistas da conquista do rio das Amazonas contam que a oeste da província do Pará existia uma grande tribo com o nome de Soliman, que era o nome do rio; pois na América as correntes d’água tiram seus nomes das tribos que as habitam.
Localização de Tiro na Fenícia, bem à direita no mar Mediterrâneo (hoje Líbano) no Mundo Antigo.
Daí também os portugueses fizeram uso do nome Solimões por hábito de lingüística. Essa colônia fenícia-hebraica teve uma duração temporária assaz longa, pois as viagens trienais dos navios de Salomão e de Hiram se renovaram várias vezes. Provavelmente não foi abandonada à própria sorte senão no reinado de Josaphat, rei de Judá, no tempo em que os cartagineses não permitiam a nação alguma sair do mediterrâneo. Eis porque Josaphat quis mandar sair do Mar Vermelho para essas mesmas regiões uma frota equipada, conjuntamente com Ochozias, rei de Israel. Porém um temporal hediondo a destruiu completamente (p.116).
Passamos a Ophir, lugar tão celebrado por suas riquezas.  
Devemos lembrar aqui que filólogos acreditaram poder fazer que prevalecesse o nome de Abiria por ter sido a Ophir da Bíblia. Todavia, levaremos em consideração os seguintes fatos: Primeiro, o nome da Abiria é a tradução latina do vocábulo grego sabeiria, tomado da geografia de Ptolomeu, livro 7, cap. 1. A licença do tradutor é tão grande quanto censurável.  Em segundo lugar, Sabeiria achava-se localizada na parte ocidental da Índia, que chamavam Indo-Scitia. Porém é reconhecido que a Índia, mormente na parte Ocidental, nunca produziu ouro para o comércio; pelo contrário, os egípcios e os árabes ali o traziam, para o trocar por tecidos de lã e de algodão.
Assim a hipótese de que sabeiria fosse o Ophir da Bíblia cai por terra. Estevão Quatremere também não admite que Ophir tenha sido colocado no Golfo Arábico, na Arábia feliz, nem em parte alguma da Índia, Ceilão, Sumatra, Borneo ou ponto algum do extremo oriente, pela razão muito simples de que os navios de salomão e de Hiram gastavam 3 anos e meio em cada viagem dessas.
Porém Quatremere cai no próprio erro daqueles que combate, pois que coloca Ophir em Soplah, na costa oriental da África. Para fortalecer sua hipótese, Quatremere não hesita na escolha dos meios: assim é que, por não achar pavões na África, quer que os pássaros chamados Tulens na Bíblia sejam periquitos ou picotas”. (Cândido Costa, op. Cit. p. 117).
No capítulo 10 do livro I de Reisv.11, acha-se escrito Ophir em língua hebraica de dois modos Apir e Aypir, e no cap. 9 , v. 28 lê-se Aypira na Bíblia. Em resumo, nada se opõe que o Aypira da Bíblia tenha vindo do nome do rio Yapur: onde o Y significa água, ou seja, “água ou rio de Apir ou Ophir”. Eis porque a região de Ophir é essa que atravessa o rio Yapurá, HOJE CONHECIDO COMO O RIO JAPURA, houve a troca do Y pelo J, que em hebraico são a mesma letra.
“O desaparecimento das frotas de Salomão e Hiram por 3 anos, a cada viagem que faziam, se acha agora explicada, pois elas estacionavam no rio que tinha o nome do Grande Rei. Se estas compridas estações, várias vezes repetidas, houvesem sido feitas em qualquer ponto do antigo continente, a tradição ou a história não teriam deixado de no-la transmitir. 

O rio Japurá/Yapurá, em DESTAQUE EM amarelo, no mapa acima, um afluente do rio SOLIMÕES, o lendário rio bíblico de onde os fenícios e os hebreus obtiveram os metais preciosos, aves raras e madeiras nobres para a construção do Templo de Salomão em Jerusalém.

As várias viagens trienais com exceção de uma só, não se referem a Ophir, pois todas se fizeram para Tarschisch. David recebia pelos fenícios o ouro de Ophir, e a frota construída no tempo de Salomão para o mesmo destino saiu do Mar Vermelho, onde nunca mais entrou.  Fez sua junção no oceano Atlântico com a de Hiram, a qual saiu do Mediterrâneo; e ambas tomaram depois, da única viagem em que foram juntamente a Ophir, o nome da frota de Tarschisch (Alta Amazônia, hoje na divisa com o PERU, onde o rio Amazonas é conhecido como RIO SOLIMÕES), segundo o texto hebraico, e o da frota da África, segundo o texto caldáico”. (Cândido Costa, p.120 a 124)
(Livro I Reis 9.28; 10.11,22, e Paralipomenos liv. 2, cap. 9 v. 21 v. 10,11)  
- Segundo a Bíblia, “Salomão conhecia todas as sabedorias do Egito (que eram derivadas de Atlântida). Em 960 a.C., Salomão começa a construção do templo de Jerusalém; 
- Patrocinados por Salomão, os fenícios se tornaram os primeiros dominantes do mar, abrindo agências comerciais por toda parte: Creta, Malta, Sicília, Cartago, Cádiz, Marselha, Inglaterra e Países Nórdicos; 
- Salomão tornou-se o homem mais rico do mundo durante o seu reinado. Tinha 700 mulheres e 300 concubinas; 
- Em 930 a.C. ocorreu a cisão do reino hebreu entre Judá e Israel. Foi um período de constantes lutas internas entre Judá e as tribos do Norte;
- A situação chegou a tal ponto que Jeroboam, Ben-Nebat, seu filho, tentou um Golpe de Estado. 
- Em 928 a.C. morre o Rei Salomão e assume Rehoboam, seu filho, que, por falta de tato político, fracassa o acordo com as tribos de Israel. Jeroboan refugia-se no Egito (Delta do Nilo), onde o Faraó Seshonki o recebe na corte dando como esposa uma de suas filhas. 
- O ambiente torna-se propício para o retorno de Jeroboam, apoiado pelo Faraó que retorna e é aclamado Rei de Israel. A Rehoboam fica as tribos de Judá e Benjamim, com as quais Rehoboam funda o Reino de Judá, tomando por capital, Jerusalém. E desde então as terras de Ophir e suas riquezas entram no esquecimento do povo de Israel.
Esquerda: Uma moeda fenícia encontrada no litoral brasileiro.
AS INSCRIÇÕES FENÍCIAS NA PARAÍBA:  
Em 1872, na Paraíba, descobriu-se uma pedra que trazia uma inscrição de oito linhas, cujos caracteres com muita evidência não pertenciam às culturas conhecidas da América do Sul. Em 1874, a inscrição mereceu a atenção do professor Ladislau Neto, do Museu Nacional do Rio de Janeiro.  Nem o professor Neto nem qualquer outro sábio brasileiro parece ter-lhe concedido uma atenção muito séria. Todavia ela veio a ser conhecida na Europa onde a analisaram infatigáveis eruditos alemães. Foi inicialmente julgada de origem fenícia. Mais tarde, a filologia  alemã afastou-a como não-fenícia.
Aparentemente a pedra se perdeumas a inscrição permaneceu em cópia. Agora a controvérsia reacendeu-se . Apareceu um novo protagonista sustentando a origem fenícia da inscrição. É o Dr. Cyrus H. Gordon da Universidade Brandeis (de Waltham , Massachusetts). Dois fatores surgiram para reascender a controvérsia:
Um provém de que novas descobertas na escrita fenícia demonstram, segundo o Dr. Gordon, que o uso das palavras na inscrição da pedra da Paraíba está correto, contrariamente aos juízos anteriores  bem menos informados.
O outro fato foi a descoberta, pelo Dr. Jules Piccus, da Universidade de Massachusetts, em Amberst, de uma caderneta de notas que pertencera a Willbeforce Eames, um dos administradores (ou conservadores-chefe) da New York Public Library, do século XIX.  Nesta caderneta encontrava-se uma carta de 31 de janeiro de 1874, destinada a Mr. Eames pelo professor Neto.
O Dr. Piccus mostrou esta carta ao Dr. Gordon. Este concluiu daí que a transcrição dos caracteres na carta era mais plausível que a versão “definitiva” precedente, publicada em 1899.  

A seguir um barco fenício Trirreme Carpássio, para viagens oceânicas de longo curso, um modelo dos tantos barcos fenícios existentes no século X a.C.


Enquanto que o professor Frank  M. Cross de Harvard continua a estigmatizar a inscrição como uma “falsificação” do século XIX”, o Dr. Gordon sustenta que o uso de uma terminologia desconhecida dos arqueólogos, no momento de sua descoberta, comenta que esta não é uma prova  forjada.
A controvérsia prosseguiu, portanto, até o momento, sem prestar atenção visível a outras inscrições tidas por fenícias encontradas no Brasil.  Igualmente em 1872, um engenheiro chamado Francisco Pinto dizia ter descoberto inscrições em mais de 20 cavernas na selva brasileira;  ao todo cerca de 250 inscrições. À convite do governo brasileiro, o filólogo alemão, Ludwig Schoenhagen veio ao Brasil, estudou as inscrições durante 15 anos e declarou-as fenícias.  Nos anos de 1880, o francês Ernest Renan afirma também ter descoberto outras inscrições fenícias.
No início deste século, um industrial afastado de seus negócios, Bernardo da Silva Ramos, pretendeu ter descoberto mais de 2.800 inscrições em pedras ao longo do curso do Amazonas. Um rabino de Manaus declarou que, em sua opinião, estas inscrições eram fenícias. As obras ou artigos de Bernardo Ramos a respeito deste assunto parecem, em verdade, ter sido ignoradas.
Considera-se, geralmente, que os fenícios também atingiram o Arquipélago dos Açores. Em Corvo, a mais ocidental destas ilhas , afirma-se que se teriam descoberto moedas cartaginesas (em 1749); rumores persistentes, embora obscuros da existência de ruínas fenícias; descoberta feita, quando os portugueses aí chegaram, de “uma estátua eqüestre apontando para o Ocidente” a qual, sendo verdadeira, foi destruída após muito tempo.
Consideremos que conviria prestar atenção nestas possíveis confirmações da presença fenícia no Novo Mundo. Extratos de “Autenticidade do texto fenício da Paraíba”, pelo Dr. Cyrus H. Gordon da Universidade Brandeis, nos Orientalis de Roma, vol. 37 (1968) pág. 75. As singularidades lingüísticas que lançaram dúvidas sobre o texto vêm, pelo contrário, apoiar sua autenticidade. Nenhum falsário conheceria suficientemente as línguas semíticas para compor tal documento, não cometendo erros senão aparentes. Agora que um século se passou, é evidente que texto é autêntico, porque inscrições fenícias, ugaríticas e em outras línguas semíticas do noroeste, põe-nos frente aos mesmos “erros”.
Å demonstração  da  autenticidade  da  inscrição da Paraíba não significa que todos os problemas estejam resolvidos e que todas as palavras e  todas as construções de frases estejam definitiva e perfeitamente interpretadas.  Todavia, o texto não é mais difícil nem mais anormal que o resto do texto fenício conhecidos. A importância desta inscrição provém de sua significação histórica. Uma ilustre estudiosa de assuntos colombianos declarou no começo deste século:

(...) o papel dos fenícios como intermediários  da civilização antiga foi maior do que se supôs, e (...) as Américas devem ter sido colonizadas intermitentemente por intermédio destes navegadores mediterrânicos (Zealia Nuttall, “Os princípios fundamentais das civilizações do Antigo e Novo Mundos”, Peabody Museum, Cambridge, Massachusetts,  1901).  Em sua obra de mais de 600 páginas ela nem sequer menciona o texto da Paraíba, que fora condenado como falso.
Mas a crescente massa  de provas que confirma esta tese, isolada no ostracismo, não deixa nenhuma dúvida quanto à justeza de sua conclusão, como acabamos de expor. Sua aceitação pelos americanistas e historiadores deverá preceder-se pelo reconhecimento da autencidade da inscrição da Paraíba pelos semitistas. E tudo o mais se ajustará. (O Dr. Gordon talvez seja  otimista demais quanto a coisas que se ajustam por si mesma, especialmente se americanistas e historiadores imaginarem-se humilhados por um simples lingüista… infelizmente os ciúmes entre disciplinas diferentes não é desconhecido. Em todo caso, aguardemos que se ajustem as partes).
O boletim New  World Antiquity ( Marham House Press Ltd, Brighton , Inglaterra)  assinala em seu número de setembro / outubro de 1971, a obra ” The Parayba Phoenican Inscription, publicado por seu autor, Mr. Joseph Ayoob  (Aliquippa, Pa LTSA, 1971) , que é a tradução em inglês de seu livro intitulado Sakhrat Parayba,  publicado em Beirute em 1961. Encontra-se aí esta nova tradução da inscrição:

Tradução: ”Demos sepultura (ao) filho de Canaã vindo SRNM (Surinam), cidade em ruínas e um entreposto abandonado.  Não eu, YZD (Yazid), o gravador do meio-dia e os homens que procuram a melhor de todas as coisas.  E assim ao décimo nono ano de HRMl (Hiram), nosso rei morreu. (Tínhamos ) deixado alegremente  ASU  (Azion-Geber) num porto no Mar Vermelho e levantamos  vela com dez navios.
Aí todos desapareceram para mim.  De súbito, desapareceram: Hor e Chittim (nomes de navios) foram lançados sobre esta terra maldita: calor:  Mir , Baal e Lan (navios) que vogavam em comboio, talvez tenham escapado às intempéries.  Morreram vindas KSHN, 6 pessoas de um MBAYH (6 kuchitas de MBEYE), R (Rab, o capitão) e mais 10 pessoas pereceram.  As perdas por mim e (mas) porque pelo (meu) camarada HNNA (Hanno).
Acrescentamos que no número de abril de 1971, o New World Antiquity já havia publicado três outras traduções diferentes da inscrição da Paraíba  vêem-se as numerosas  armadilhas que espreitam mesmo os tradutores mais experimentados e, também, porque é difícil ter uma completa certeza.

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