sexta-feira, 31 de julho de 2015

O PERIGOSO UNIVERSALISMO DE ED RENÉ KIVITZ

Teólogos calvinistas e arminianos vêm debatendo há séculos a respeito do alcance da obra salvífica de Cristo, mas não a ponto de cometerem heresias. De modo geral, os primeiros creem em uma expiação restrita, afirmando que o Senhor Jesus teria provado a morte, de modo eficaz, somente pelos eleitos (cf. Mc 10.45). Já os arminianos defendem que Jesus morreu por toda a humanidade, mas somente “aquele que nele crê” (Jo 3.16) é efetivamente salvo (cf. 1 Tm 2.4-6). O universalismo é uma perigosa heresia, condenada tanto por calvinistas como por arminianos que se prezam.

“Os evangélicos, de modo global, rejeitam a doutrina do universalismo absoluto (isto é, o amor divino não permitirá que nenhum ser humano ou mesmo o diabo e os anjos caídos permaneçam eternamente separados dEle). O universalismo postula que a obra salvífica de Cristo abrange todas as pessoas, sem exceção” (PECOTA in HORTON, p. 358). Observe que o universalismo extremado prevê a salvação até do Diabo! Para os teólogos pentecostais, a heresia em apreço — quando levada às últimas consequências — é o ensino “segundo o qual todos os seres humanos, anjos e o próprio Satanás acabarão sendo salvos e desfrutarão eternamente do amor e da presença de Deus para sempre” (HORTON, p. 803).

Poucos teólogos universalistas, na atualidade, têm a coragem de afirmar que Deus é tão amoroso, a ponto de salvar o próprio Diabo. Mas Ed René Kivitz, pastor e filósofo ligado ao movimento Missão Integral, tem afirmado, especialmente com base em João 1.29, que o pecado não está mais presente na relação entre Deus e os homens. Com base nisso, há alguns anos, ele ousou dizer que poderemos encontrar até Hitler no céu (!), não porque esse tirano tenha se arrependido antes de morrer (!!!), e sim porque Deus já tirou o pecado do mundo. Em outras palavras, todos serão salvos, haja o que houver, pois o pecado não mais existe (KIVITZ, 2013).

Kivitz interpreta a frase “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” de modo isolado, fora do seu contexto imediato e remoto, e sem considerar os três aspetos da obra salvífica: posicional, progressivo e perfectivo. À luz das Escrituras, a nossa preciosa salvação pela graça de Deus abrange passado, presente e futuro. No passado, a salvação é posicional: como já fomos justificados, regenerados e santificados, estamos "em Cristo" (2 Co 5.17; Ef 2.1-6). No presente, a salvação é progressiva, uma vez que, a cada dia, somos mais santos (Hb 12.14), operando a nossa salvação com temor e tremor (Fp 2.12). E, no futuro, ela será perfeita (Fp 3.19,20); este aspecto perfectivo da nossa salvação está ligado a outra dimensão, na glória, quando estivermos para sempre com o nosso Deus (Rm 8.18; 1 Pe 5.1). Nesse caso, hoje estamos libertos, em Cristo, do poder do pecado. Mas, somente na glória, estaremos livres da presença do pecado.

Qual é, pois, o erro de Kivitz? Ele afirma, em outras palavras, que Deus, hoje, já nos livrou da presença do pecado, contrariando o que está escrito em Gálatas 5.16-26. Ademais, ele não apenas defende a ideia falaciosa da libertação da presença do pecado, no presente, mas comete erro maior, ao afirmar — ou sugerir, pelo menos — que haverá salvação automática de todos, inclusive de Hitler, sem fé e arrependimento, uma vez que Jesus já teria tirado o pecado do mundo. Esse pensamento é, sem dúvida, uma grande heresia, haja vista a Palavra de Deus ser clara quanto à necessidade de o ser humano precisar crer e se arrepender para receber a preciosa salvação pela graça de Deus (Mc 1.15; Jo 3.36; At 3.19; Rm 10.9,10).

Ciro Sanches Zibordi

Fonte: Clique aqui.

A ATUALIDADE DOS MÉTODOS DE JESUS


INTRODUÇÃO

O ministério terreno de Cristo teve por essência o ensino. Todos os seus atos – inclusive os milagres – não fugiram à regra. Onde quer que estivesse, tinha uma meta: ensinar as pessoas. As situações aparentemente mais corriqueiras serviam-lhe de instrumento para expor uma lição aos seus ouvintes. Jesus viveu movido por este propósito e empregou as estratégias certas para cumpri-lo.

Igualmente, a Igreja hoje exerce o ministério pedagógico. Essa é a sua prioridade. O complexo mundo pós-moderno impõe-lhe o dever de multiplicar as suas energias nessa direção e ter como foco, sobretudo, as crianças, pois é nos primeiros anos de vida que ocorre a estruturação psicológica do indivíduo.

Não desconhecemos o avanço da pedagogia, nem lhe tiramos o mérito de introduzir novas formas de pensar a educação para que os objetivos do ensino sejam alcançados. Mas estas são as grandes perguntas de nossa reflexão: os métodos de Jesus continuam válidos para a época atual ou perderam a sua eficácia?  Se Cristo vivesse sua humanidade hoje como seria a sua forma de aproximação das pessoas?  Se a pedagogia põe ao nosso dispor novas ferramentas para cumprir os objetivos do ensino, em que podemos aprender com os métodos de Jesus?

UM HOMEM AFINADO COM O SEU TEMPO

Para que tenhamos uma visão clara sobre isso, precisamos primeiro descobrir como Jesus se relacionou com a sua época, envolvendo não só a questão religiosa, mas também a cultura e os aspectos sociais. Esta premissa é necessária para que não se tenha a idéia, pela leitura equivocada dos evangelhos, de que o Mestre tenha sido uma pessoa alienada do contexto em que viveu.

Não obstante Cristo ter nascido para cumprir os propósitos de Deus de implantar o Novo Concerto entre os homens, do qual seria o mediador através do próprio sacrifício vicário, sem nenhum vínculo formal com o judaísmo, a sua nacionalidade judaica não foi uma circunstância, mas uma necessidade espiritual, profética e teológica. Deus usou a nação de Israel para ser a depositária de sua revelação à humanidade. Portanto, o Salvador do mundo, enquanto homem, teria de vestir-se de judeu para  cumprir os propósitos divinos.

Assim, Cristo foi em tudo uma pessoa afinada com o seu tempo. Ele viveu como judeu, cumpriu os ritos do Antigo Concerto, incorporou em sua prática diária os elementos básicos de sua cultura e fez uso das convenções sociais de então nos seus relacionamentos. É óbvio que confrontou os erros, condenou a hipocrisia religiosa, combateu o formalismo da fé, proclamou as boas novas do novo tempo que Ele próprio representava, mas sempre se utilizou de ferramentas judaicas para isso, inclusive na arte de ensinar ao povo.

Em suma, esta é a expressão que melhor resume como o Mestre se comportou em sua vida humana: um homem contemporâneo.

UM HOMEM QUE CONHECIA AS NECESSIDADES HUMANAS

Outra peculiaridade de Jesus está na importância que dava aos relacionamentos. Ele não deixou de valorizar os momentos a sós com Deus, onde renovava as forças para os embates diários, mas ocupava grande parte de seu tempo em contatos com as multidões e as pessoas em particular. Ele o fazia porque conhecia as necessidades humanas. Esse era o foco de sua atenção. Essa era a prioridade do seu ensino.

Qualquer que fosse a forma de aproximação de alguém necessitado, ou da própria multidão, o Senhor conduzia o processo até chegar ao âmago do problema para então propor os caminhos para a mudança de curso e a restauração pessoal ou comunitária. Mas o ponto de partida nunca se constituía de um discurso vazio e sem levar em conta o que importava: a necessidade do próximo.

Em outras palavras, o ensino não pode ser superficial, nem apenas formal. É preciso considerar o que as pessoas necessitam e ponderar sobre como é possível levá-las a mudar a sua concepção e a pôr em prática os conceitos aprendidos para que façam sentido em sua vida e produzam aperfeiçoamento.

Isso implica em convivência, compartilhamento, aceitação do ser humano, capacidade de avaliar as reações alheias, interesse pelo que as outras pessoas vivem e sentem e disposição para ser mais que um professor: tornar-se um verdadeiro condutor de pessoas, segundo a etimologia do termo grego. Esse foi  o sentimento que moveu o coração de Cristo em sua compaixão pelo homem.

UM HOMEM QUE DOMINAVA OS RECURSOS PEDAGÓGICOS

Em vista do que acabamos de expor, Jesus sabia fazer uso dos recursos pedagógicos e os aplicava à luz das especificidades humanas. Ele não era um autômato que seguia a mesma rotina em todos os casos. Mas agia como um conhecedor dos problemas humanos.

Os diálogos do Mestre não se restringiam à mera ocupação do tempo, mas tinham objetivos bastante definidos; suas perguntas retóricas não eram para demonstrar conhecimento, mas instrumentos para chegar a um fim; suas parábolas não o tornavam um simples contador de histórias, mas levavam-no a estabelecer analogias consistentes; os seus simbolismos não ficavam no mundo abstrato, mas eram extraídos da linguagem do povo para que este o compreendesse – em qualquer situação o método era aplicado conforme o propósito.

Quando a circunstância exigia conduzir o processo pedagógico etapa por etapa, esse era o caminho; quando o confronto direto se impunha, esse era o método; quando a demonstração de atitude era mais forte do que as palavras, esse era o comportamento. Mesmo naquelas situações que envolviam logística, o Senhor preocupou-se em criar condições para que seus ouvintes não tivessem nenhuma dificuldade que os impedisse de serem alcançados.

Portanto, quando se olha para a tríplice perspectiva do ministério terreno de Cristo – ensinar, pregar e curar – percebe-se com bastante precisão que Ele não perdia as oportunidades de cumprir os seus propósitos pedagógicos. Qualquer que fosse o contexto, nunca deixava de ser contemporâneo na forma de falar às pessoas em busca do fim desejado.

UM  HOMEM CUJOS MÉTODOS PERMANECEM ATUAIS

Após esta reflexão, chegamos então à nossa grande pergunta: permanecem ainda atuais os métodos empregados por Jesus? A resposta é positiva. À medida que a pedagogia avança, novos conceitos são incorporados e outros vão sendo aperfeiçoados. Não se discute, por exemplo, a importância da tecnologia para a educação. Entre o antigo flanelógrafo e um moderno sistema multimídia a distância é muito grande e ninguém, em sã consciência, abre mão do último recurso, se estiver disponível.

Todavia, se nos dermos ao gratificante trabalho de comparar conceitualmente os recursos da pedagogia moderna com os métodos empregados por Cristo, numa época em que as limitações físicas eram enormes e o sistema educacional não dispunha das mesmas facilidades de hoje, temos de convir que o Mestre sempre esteve na vanguarda. Não só o seu ensino continua atual – e jamais deixará de sê-lo – mas os seus métodos se constituem em excelente modelo para a nossa prática pedagógica.

Quando estudamos as várias correntes da pedagogia, descobrimos conflitos entre uma e outra escola. Mas há também nelas verdades que se complementam. Se cotejarmos essas verdades à luz dos métodos de Cristo, veremos por fim que o Senhor, para o nosso exemplo, “ousou” antecipá-las na realização do seu ministério pedagógico.

CONCLUSÃO

A conclusão se dá, portanto, em duas vertentes. Na primeira, somos levados a crer que temos muito a aprender com o modelo pedagógico de Cristo. Sem desconsiderar o que os especialistas de hoje nos apontam como tendências da educação, no seu aspecto positivo, nunca devemos abrir mão de compreender que o Senhor continua sendo o nosso modelo de melhor educador.

Na segunda, temos também de aceitar que se Jesus vivesse fisicamente entre os homens nos dias atuais, não se furtaria em estar na vanguarda da educação com o propósito de levar os seus ouvintes modernos a compreenderem cabalmente o seu ensino. Repita-se: Ele é o nosso exemplo, somos seus imitadores, exerçamos o paidon em toda a sua plenitude.


Post Script:

Resumo de palestra ministrada em diferentes conferências e congressos na área da Educação Cristã.



CALVINISMO NA ASSEMBLEIA DE DEUS — PARTE 1


Começo agora uma série de postagens acerca do "movimento calvinista" existente na Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil. Para início dessa série de postagens, escolhi uma entrevista cedida pelo pastor Geremias do Couto ao Blog Teologia Pentecostal, do irmão Gutierres Fernandes Siqueira. Eu já postei aqui neste blog uma matéria sobre o assunto (clique aqui para ver). Todavia, diante da séria realidade do fato, vou tratar com mais profundidade a questão em pauta. Na parte final desta série, exporei o meu posicionamento acerca da teoria calvinista.  

Assembleiano e calvinista convicto: uma entrevista com Geremias do Couto

Por Gutierres Fernandes Siqueira

[...]

Hoje o teólogo Geremias do Couto nos concede uma entrevista sobre o impacto do crescente calvinismo nas Assembleias de Deus e entre pentecostais de maneira geral, normalmente identificados com o Arminianismo. Ele conta a própria experiência como um pentecostal, pastor assembleiano e calvinista convicto. Como será essa relação?

Geremias do Couto em palestra.
 Um dos poucos pastores assembleianos de expressão nacional assumidamente calvinista.

Geremias do Couto é pastor na Assembleia de Deus em Teresópolis (RJ), mestre em teologia pelo conceituado Gordon–Conwell Theological Seminary (GCTS) onde foi aluno do conhecido exegeta assembleiano Gordon Donald Fee, autor do livro “A Transparência da Vida Cristã” e coautor do obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, ambos publicados pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus). Foi um dos editores da famosa Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP) do norte-americano Donald Stamps. Couto também presidiu o Projeto Minha Esperança Brasil da Associação Evangelística Billy Graham.

Blog Teologia Pentecostal: Como pastor das Assembleias de Deus, conhecido escritor entre os assembleianos e de uma família de tradição pentecostal, como foi aderir ao Calvinismo? Qual a causa e a circunstância dessa guinada teológica?


Geremias do Couto: Creio que a expressão “aderir” é muito simplificadora, sobretudo para quem constrói a sua história de vida à luz da coerência. Isso foi mais resultado de um processo iniciado ainda na minha adolescência do que uma mudança propriamente dita. Sempre fui questionador e ledor voraz desde quando ainda era criança. Fui da época em que se marcavam os versículos a lápis de cor durante a leitura. Mantenho ainda o mesmo hábito.

Embora se diga que a AD seja tradicionalmente arminiana, pelos muitos de seus escritos em nossos órgãos oficiais, na prática, na rotina dos nossos púlpitos, regra geral, a verdade é que sobrepujava uma tendência para o semipelagianismo, sem que os pastores soubessem até o que isso significa. É só nos lembrarmos dos antigos “cultos de doutrina”, onde o que menos tínhamos era doutrina, mas a insistência na pregação dos usos e costumes, de forma opressora, com o risco de “perder” a salvação, se incorrêssemos na quebra de uma daquelas regras, mesmo que fosse jogar bola de gude ou soltar pipa. Cresci nesse ambiente em que durante o dia me via “perdendo” a salvação várias vezes, com drama de consciência, pois não conseguia cumprir à risca o que era necessário para manter-me salvo. A noite, tentando dormir, sofria com medo de ir para o inferno, se morresse, por causa das falhas cometidas.

A primeira vez em que se ensinou sobre a diferença entre doutrina e costumes em nossa igreja foi através do pastor Antonio Gilberto. Eu tinha por volta de 13 anos. Nos dias seguintes foi só confusão. O ministério foi até reunido, de forma protocolar, para discutir a questão. Para mim, no entanto, tratou-se de um divisor de águas até porque, em conversa particular com o conhecido mestre, enquanto almoçava com ele no restaurante, pude lhe expor um problema que então me atormentava: a masturbação. Ali, com a sua sabedoria, começou a descortinar-se para mim, como numa penumbra, o sentido da verdadeira salvação. Mas se contasse o problema para um dos presbíteros da igreja, seria sumariamente excluído da igreja. Pelo menos era o que eu pensava pela forma como éramos ensinados a viver a vida cristã. Ora, isso nunca foi arminianismo, mas com bastante complacência identifico como semipelagianismo: a salvação obtida pelo esforço humano.

Com o tempo passei a ter contato com as doutrinas da graça, a ler os mesmos livros citados pelo pastor Silas Daniel em sua entrevista, além de alguns outros, a fazer perguntas e mais perguntas, em diálogos imaginários com os autores das respectivas obras, com lógica e método na exposição do raciocínio, sem nunca abandonar a Bíblia, até que abraçar a fé reformada tornou-se algo natural, sem que houvesse necessidade da qualquer ruptura “explosiva”.

TP: Na sua opinião, quais são os motivos que levam inúmeros jovens  assembleianos a abraçarem o Calvinismo e a cosmovisão presbiteriana aqui no Brasil?


GC: Algumas razões já apresentei de forma implícita na resposta anterior, como a predominância do semipelagianismo em nossos púlpitos. Esse era o “arminianismo”que nos ensinavam. Mas convém sinalizar que a liderança assembleiana, com as honrosas exceções de praxe, sempre teve uma atitude refratária à educação teológica formal. Temos de ser realistas e encarar o fato sem maquiagem. Não éramos estimulados ao estudo acadêmico. João Kolenda Lemos e Ruth Dorris Lemos pagaram elevado preço para implantar o IBAD – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus, a primeira instituição do gênero nas Assembleias de Deus, localizado em Pindamonhangaba, SP. É só folhear as páginas do Mensageiro da Paz do período, que serão encontrados artigos contrários e favoráveis ao ensino formal. Aliás, essa era uma qualidade que precisa ser exaltada. O Órgão Oficial assembleiano abrigava esse debate. Hoje, infelizmente, isso não mais acontece.

Outra questão a ser considerada é que a literatura pentecostal assembleiana, no Brasil, também era parca. Tínhamos poucos livros, a maioria de natureza devocional, mas praticamente nenhum de caráter acadêmico. Na verdade, uma de nossas maiores igrejas não adotava sequer a revista da Escola Dominical. A primeira obra sistemática de que me lembro, traduzida do inglês, foi “As Grandes Doutrinas da Bíblia”, de Myer Pearlman, que se tornou o livro de cabeceira dos pastores assembleianos. Já aqueles que conheciam o idioma de Shakespeare eram privilegiados e se tornavam a nossa fonte de conhecimento, visto que não tínhamos acesso a essas fontes primárias. Mas como os tempos mudam, houve também mudanças positivas, com a chegada dos seminários, faculdades teológicas, a publicação abundante de livros, as redes virtuais etc. Até mesmo a CPAD tornou-se a maior editora da América Latina, publicando também diversas obras de autores reformados, sem que eu tivesse qualquer influência nisso durante a minha gestão como Diretor de Publicações. Elas começaram a ser publicadas em fase posterior.

No vácuo que acabei de mencionar, de um lado, e a explosão das fronteiras da educação teológica formal, de outro, além da inexistência de obras em português tratando do arminianismo de forma consistente, nossos jovens começaram a ter contato com a literatura e a teologia reformadas, até mesmo através de professores de origem reformada em cátedras de nossos seminários e faculdades, criando assim todas as condições para o surgimento desse interesse. Não acredito que tenha sido algo orquestrado e desconheço que haja pessoas fazendo proselitismo, querendo “calvinizar” as Assembleias de Deus. Isso é forçar a barra. Mas aonde chego, encontro jovens e pessoas já maduras na idade, com boa formação, que acreditam na doutrina reformada, sem qualquer vestígio de proselitismo, e não criam nenhum problema nas igrejas onde professam a fé. Não acho que isso tenha sido um mal. Ao contrário, isso trouxe o nosso meio de forma mais efetiva o “espírito bereano” de cotejar a Escritura em busca de seu respaldo (ou não) para o que está sendo ensinado. Vejo também de modo muito positivo a aproximação entre a fé reformada e a fé pentecostal, partilhando a mesma trincheira em defesa das verdades do Evangelho.

TP: É visível uma reação arminiana entre os pentecostais. Ainda pequena, é bem verdade, mas com um potencial fantástico. Todavia, seria uma reação tardia?


GC: A rigor, a reação arminiana entre os pentecostais é tímida, na defensiva, a não em discussões de grupos no Facebook, onde mais predomina a carnalidade do que um debate sério e consistente entre as duas correntes. O próprio pastor Silas Daniel, na entrevista concedida ao blog, afirmou que sua manifestação era particular, embora contasse com a aprovação da direção superior da CPAD por tratar-se de uma revista institucional destinada aos obreiros da igreja. Mas é bom que essa reação aconteça e posso analisá-la sob duas perspectivas:

1.           Se o arminianismo for ensinado tal como Armínio o formulou ou com as características wesleyanas, isso permitirá que muitos pentecostais percebam o quão diferente é do semipelagianismo que ainda predomina em muitos púlpitos assembleianos. Quem fez essa excelente observação foi o irmão Clóvis Gonçalves, a quem considero o  melhor expoente da fé reformada no meio pentecostal. Ao descobrir isso, verão também que o calvinismo não é o tal “monstro” que alguns tentam criar em suas cabeças.

2.           A outra perspectiva é que se o intuito for cercear a liberdade cristã  ou promover uma “caça às bruxas”, a reação já nasce com espírito carnal e de forma tardia, pois as Assembleias de Deus, atualmente, enfrentam sérios problemas institucionais, de gravíssima monta, diga-se de passagem, além de estarem  extremamente fragmentadas, que lançar um debate com esse propósito  acabará por dilacerar o pouco de unidade que resta. Goste-se ou não, o número de reformados, hoje, é muito grande no meio assembleiano. Isto sem qualquer proselitismo.

TP: Alguns pastores assembleianos reagem ao Calvinismo tratando-o como "vento de doutrina", "novidade perniciosa", "heresia" e  outros adjetivos não amigáveis. Como você responde aos seus colegas de ministério?

GC: Radicais há de ambos os lados. Sob o guarda-chuva do calvinismo abrigam-se diferentes tendências. O mesmo pode-se dizer do arminianismo. Até o Teísmo Aberto encontra guarida sob o sistema, como deixa explícito Roger Olson em seu livro: Teologia Arminiana – Mitos e Realidades, e teve como um de seus principais expoentes Clark Pinnock, um dos autores da obra: “Predestinação e Livre-Arbítrio”, ao lado de Norman Geisler. Mas neste ponto, prefiro ficar com a posição que o pastor Silas Daniel expressou em sua entrevista, ao afirmar que o calvinismo honra a Deus tanto quanto o arminanismo – ele enumera as razões – e que em suas leituras de obras reformadas sempre apreciou a “paixão por Deus, pela pureza, pela santidade de Deus, pelo viver para a glória de Deus” de seus autores.

Só me soa contraditório, depois dessa afirmação extremamente conciliadora, propor que os calvinistas pentecostais deixem a Assembleia de Deus e busquem outra denominação, onde a fé reformada seja o cerne da doutrina. Aí acabou por jogar fora a água da bacia com o bebê e tudo. De minha parte, sempre cri que reformados e arminianos podem dar-se as mãos como cristãos, sem contradição alguma, sem ataques e agressões mútuas, que nada engrandecem a Deus e edificam o Reino. A título de ilustração, ontem mesmo vi no Facebook um arminiano chamando a fé reformada de demoníaca, enquanto um calvinista usava o mesmo epíteto para o Arminianismo. Há necessidade disso? É cristão agir dessa forma? Se ambas honram a Deus – repito – por que se digladiar tanto ao invés de lutarmos em defesa do evangelho. Fico com um pé atrás se essa reação “particular” não estaria sendo movida por segundas intenções, uma espécie de cortina de fumaça para encobrir graves problemas que a instituição assembleiana enfrenta.

TP: Como calvinista convicto você sempre mantém uma postura conciliatória.  Sendo assim, qual ponto positivo você poderia apontar no  Arminianismo?

GC: Se estamos falando de arminianismo clássico ou wesleyano, encontro os mesmos pontos positivos que o pastor Silas Daniel encontrou na fé reformada. Mas em se tratando da “mecânica da salvação, prefiro ficar com a essência do aforismo peculiar ao veterano pastor José Isaías Neto, vinculado ao Ministério do Belenzinho, em Sorocaba, SP, que do alto dos seus 80 anos, grande parte deles vivido ao lado de Cícero Canuto de Lima, assim afirma: “Não sou calvinista , nem preciso de Calvino para ir ao céu, mas em questão da salvação Calvino estava 100 % certo”.

TP: E  a Assembleia de Deus é tradicionalmente arminiana, embora lhe falte  a formalização de uma confessionalidade. É possível ser calvinista e assembleiano? Não seria uma distorção de identidade?

GC: Já expressei o meu ponto de vista sobre a questão logo na primeira pergunta. Embora tradicionalmente arminiana, o que sempre predominou nos púlpitos da AD, regra geral, foi o semipelagianismo. Dito isto, vamos a algumas indagações: todos os arminianos são pentecostais? São todos cessacionistas? Ora, assim como há arminianos cessacionistas e arminianos pentecostais, não vejo dificuldade alguma em que haja calvinistas pentecostais, assim como há calvinistas cessacionistas. Em relação à identidade assembleiana, cabe refletir: qual? A do reteté, com suas expressões cultuais estranhas ao genuíno pentecostalismo, como descrito em 1 Coríntios 12, 13 e 14? A do neopentecostalismo, que grassa em nosso meio a olhos vistos, com a introdução de ritos judaicos na liturgia? A do liberalismo, que já encontra eco em diversas cátedras de alguns dos nossos seminários? A do engessamento institucional e político-religioso, que tem devastado a unidade da igreja em nosso país? Ora, se o calvinismo honra a Deus, como bem expressou o pastor Silas Daniel, não vejo porque a presença de reformados na Assembleia de Deus, que não vivem por aí a fazer proselitismo, possa ferir a identidade da denominação.



quarta-feira, 22 de julho de 2015

PASTOR FAZ FIÉIS COMEREM COBRAS VIVAS EM CULTO

Pastor sul-africano faz seus fiéis comerem serpentes vivas



Réptil vira chocolate, diz Mnguni
O profeta sul-africano dos Ministérios do Final dos Tempos, Penuel Mnguni (foto), 25, faz com que seus fiéis comam serpentes vivas durante cultos. Ele diz que transforma esses répteis em chocolate e pedra em pão.

Fotos postadas no Facebook pelo profeta mostram seus seguidores engolindo serpentes. 

Mnguni já era famoso por obrigar seus fiéis a beberem gasolina como se fosse suco de abacaxi e a comerem grama.

A SPCA (Sociedade Protetora Sul-Africana dos Animais) denunciou o pastor à Justiça por cometer crueldade. 

“Imagine o que é ser comido vivo”, disse um porta-voz da sociedade. “Isto tem de parar.”

Protetores de animais visitaram a congregação do profeta, onde ele vive, para libertar serpentes, mas não as encontraram.

Pastor diz que captura as serpentes com o
seu poder divino
Mnguni disse que não tem serpentes em cativeiro porque as captura com seu poder divino antes dos cultos.

O Conselho Nacional Inter-religioso da África do Sul acusou o pastor de “danificar a sociedade”.

“O que ele faz nem sequer está fundamentado em uma Escritura Sagrada”, disse o reverendo Thamin Mvambo, membro do Conselho.





Em 2014 o site PAULOPES divulgou a seguinte matéria:


Pastor sul-africano faz seguidores comerem grama

Lesego Daniel diz que que está é uma forma de ficar mais perto de Deus

O pastor Lesego Daniel (foto ao lado), do Centro de Ministérios Rabboni, da África do Sul, fez com que seus seguidores em culto em Garankuwa comessem grama para ficar “mais perto de Deus”. A página no Facebook da própria igreja publicou na segunda-feira (6) uma foto onde aparecem os fiéis pastando. 

A estudante de direito Rosemary Phetha, 21, disse ao jornal local Times Live que não se envergonha de ter comido grama. “Isso demonstra que, com o poder de Deus, podemos fazer qualquer coisa.”

Afirmou que a dor de garganta que sentia há tempos passou quando comeu grama.

O pastor pisa em seus seguidores, como ocorreu recentemente em um culto para mil pessoas. Em outra ocasião, ele teria feito fiéis dormirem. Há imagens mostrando pessoas vomitando.

Daniel prega que o Espírito de Deus faz as pessoas comerem qualquer coisa.

O ministério de Daniel foi aberto em novembro de 2012 e desde então atrai cada vez mais devotos. 

Ele tem arrecadado dinheiro para construir a sede do seu minstério.

Uma devota enche a boca de grama

Fonte: Clique aqui


Nota: As bizarrices mostradas acima, embora tenham me deixado indignado, não me deixaram surpreso. Essas pessoas, que são dominadas por esses "pastores" marginais, e que, submetendo-se ao ridículo, agem como animais irracionais, não são muito diferentes das que pagam para assistir os shows do herético cantor Thalles Roberto. Enfim, é uma parte do povo que perece por falta de conhecimento. 

Pastor Hafner
Lausanne - Suíça


7 ERROS QUE TODO CONCURSEIRO DEVE EVITAR!

Vamos nos livrar de alguns erros na preparação?

Cometer erros é muito comum no início dessa jornada de concursos, mas você não precisa aprender com os seus, é bem mais fácil aprender com o erro dos outros.

Continue lendo e aprenda sobre 7 erros que cometi, mas que você jamais cometerá.

Ah, no final falo de um assunto que não é exatamente um erro, mas uma sentença de reprovação.


#1 – Começar o dia sem planejamento.

Sentar na cadeira e decidir naquele momento o que irá estudar é um erro gravíssimo.

Fazendo isso você começará o dia perdendo tempo, uma vez que essa decisão levará 10 ou mais preciosos minutos do seu tempo. Além do quê o material não estará a sua disposição, assim não terá em mãos o material correto para ler, para revisar, para fazer questões, etc.

Foi-se o tempo em que o concurseiro podia se dar ao luxo de escolher a matéria que mais gostava para começar o dia, na verdade nem sei se esse tempo já existiu. Mas isso provavelmente acontecerá se você não planejar como começar seu dia de estudos.

E, por favor, não confunda começar o dia de estudos com amanhecer estudando.

Para alguns o dia de estudos começa somente depois do trabalho, nesses casos mais importante ainda saber qual material (livro, notebook, etc) terá que levar consigo para poder estudar depois do expediente.

Mas o que devo realmente planejar nos meus estudos?

  • Horas líquidas semanais disponíveis

9 em cada 10 concurseiros não tem ideia de quantas horas tem disponível para estudar durante a semana, muitos acham que têm poucas, mas quando fazem o “dever de casa” verificam que ainda têm algumas horas para aproveitar.

Em meu artigo Horas Líquidas ensino o passo a passo para você descobrir quantas horas dedicará aos estudos.

  • Quantidade de horas diárias disponíveis para estudo

É uma consequência da informação anterior, mas você deve ter clareza de quantas horas por dia deve estudar, e SEMPRE tentar ultrapassar.

  • Que hora do dia você rende mais

É extremamente útil saber que hora do dia você é mais produtivo, que assimila mais os assuntos, ou seja, será nessas horas que você colocará as disciplinas que você tem mais dificuldade.

Claro que isso é na medida do possível, se você tem somente um horário do dia para estudar, e esse não é o horário em que se sente mais produtivo, não terá como aproveitar essa dica.

  • Quantas questões pretende fazer de cada disciplina

Muitos alunos têm extrema resistência para fazer questões, seja para revisar, ou para fixação do assunto que acabou de estudar.

Geralmente isso acontece por que o concurseiro pensa muito em cobrir o conteúdo e esquece da importância das questões.

Uma maneira de driblar esse “esquecimento” é definir uma meta de resolução de questões. Metas diárias, mensais, até mesmo a quantidade de questões que fará até o dia da sua prova (se já tiver data).

Faça isso e veja a diferença que fará em seus estudos, afinal você não é o Romário que não treinava porque já sabia o que fazer.

  • Material que usará para cada disciplina

Antes de começar a estudar determine qual material irá usar para cada disciplina, não improvise, antecipe-se. Quando sentar para estudar Direito Processual Civil saiba exatamente qual livro usar, qual fonte de questões, etc. Faça isso para cada disciplina.

  • Quando fará revisão

Para determinar quando fará a Revisão terá que determinar primeiro que FARÁ REVISÃO. Assim como as questões essa parte do planejamento é deixada de lado também.

Escrevi um artigo completo que lhe dirá como fazer revisões e qual técnica usar, confere lá.

  • Quando será seu lazer

Muita gente acha que não deve reservar um dia, ou período, para descansar, mas determinar antecipadamente qual dia usará para repor as energias é essencial para recomeçar a jornada de estudos, e mais, sabendo quando descansar não ficará de consciência pesada nesses dias.

Pode até parecer trabalhoso, mas garanto, vale muito a pena, é aquela velha história de gastar algum tempo amolando o machado para cortar o maior número de árvores em menor tempo (essa analogia não é a mais politicamente correta).

#2 – Redes Sociais.

Na verdade este é um hábito quase compulsivo.

Mas o grande problema não é acessar suas redes sociais preferidas, o problema é fazer desse hábito algo que lhe roube muito tempo.

Em 10 minutos você consegue ver muita coisa, interagir, curtir, compartilhar, postar… Mais que isso já é bom ver o quanto o custo/benefício está valendo a pena.

Mas existe benefício em acessar as redes sociais para quem estuda para concurso?

Claro que sim, sou defensor de que o concurseiro não precisa se isolar do mundo para passar em um concurso, na verdade são inúmeros os estudos que indicam a necessidade do ser humano se sentir pertencente a um grupo, e as redes sociais possibilitam isso, o sentimento de grupo, compartilhar experiências, angústias, etc.

#3 – Não ter um local exclusivo para estudar

Eu sei que essa dica pode parecer lugar comum, mas ainda existem muitos concurseiros que não entenderam a importância do “cantinho do estudo”.

Não é questão de preciosismo, mas nosso cérebro gosta de saber onde começará cada atividade para começar determinada rotina.

Esse é o conceito de gatilhos de hábitos, nesse caso um gatilho físico. Os gatilhos servem para automatizar uma ação, tornando-a menos cansativa ou penosa, visto que não mais se gastará energia para este tipo de pensamento: “estudou ou não esta noite?”.

O local correto, organizado, tranqüilo, faz com que seu cérebro entre no “modo estudo” de forma muito mais rápida, facilitando o estudo.

#4 – Permitir que lhe interrompam

Eu sei o quanto é difícil dizer não, principalmente quando estamos há bastante tempo nessa vida de concurseiro e nos sentimos culpado por não atender algum pedido de alguém que amamos.

Mas é importantíssimo deixar claro para todos aqueles que costumam lhe interromper de alguma forma que essa é uma fase da sua vida em que você precisa muito da colaboração do máximo de pessoas possível.

Quando entenderem a importância dos seus estudos ficará mais raro alguém lhe interromper para lhe pedir companhia, favores, ou mesmo somente para conversar.

É claro que o maior esforço quem fará é você, ficando, na medida do possível, incomunicável.

#5 – Estudar com material de baixa qualidade

O mercado de concurso é algo gigantesco, existem grandes cursinhos, marcas, produtos, editoras.. Mas também muito lixo sendo vendido.

Tenha bastante cuidado ao adquirir qualquer material, seja livro, apostila, PDF, vídeo-aula, etc.

Vale a pena fazer uma busca, consultar amigos, pedir referência, procurar inclusive referências sobre quem está escrevendo o material que você está comprando.

Essa dica não serve apenas para material de estudo, serve também para cursinhos e professores, antes de se matricular faça uma pesquisa e veja realmente se quem lhe dará informações sabe do que está falando, afinal disso também depende sua aprovação.

#6 – Falta de Energia

Não ter disposição suficiente para encarar horas de estudo faz com que o desânimo apareça com mais freqüência.

A falta de energia traz para o cérebro as seguintes mensagens sobre o estudo:

– Isso está muito difícil.

– Pare e descanse um pouco.

– Faça uma atividade mais prazerosa.

– Você não é capaz de suportar tantas horas de estudo.

Veja que são mensagens altamente desmotivantes, até difícil de se livrar. O que lhe leva num triste ciclo de autosabotagem: Fica Cansado, Estuda Pouco, Desestimulo, Estuda Menos.

Por isso, se você está com indisposição para estudar, procure urgentemente alguma alternativa.

Analise primeiramente se essa falta de energia decorre de:

– Má alimentação;

– Falta de exercícios;

– Poucas horas de sono.

Assim, você pode procurar um profissional adequado para lhe ajudar a solucionar seu problema.

#7 – Procrastinar Tarefas

Não estou falando em procrastinar o estudo, pois é bem óbvio que se você adiar o estudo isto não vai lhe atrapalhar, vai lhe tirar por completo a chance de ser aprovado, dura verdade.

O erro de procrastinar tarefas se deve ao fato de existir a chamada “fadiga de decisão”, um termo cunhado pelo psicólogo social Roy F. Baumeister.

Fadiga de Decisão é a redução da capacidade de fazer escolhas por conta de um cansaço mental.

Assim quanto mais você adia tarefas durante o dia, mais provavelmente você adiará tarefas relacionadas aos seus estudos, pois procrastinar demanda decidir entre fazer ou não algo que deveria ser feito.



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