TRÊS PASTORES SE SUICIDARAM NOS ÚLTIMOS 30 DIAS

Foto: Reprodução 

Teddy Parker Jr, Ed Montgomery e Isaac Hunter puseram termo às suas vidas.
O que leva uma pessoa a cometer suicídio? Segundo psicólogos, pensamentos são algo bastante comum. O Centro para Controle e Prevenção de Doenças Mentais dos EUA afirma que 3,7% da população acima dos 18 anos pensou seriamente em suicídio no ano passado.
Embora alguns suicídios sejam resultado de um impulso, a maioria é planejada. Ainda segundo dados do Centro, metade das pessoas que fizeram um plano o levaram adiante.

Nos últimos 30 dias, três suicídios de pastores conhecidos chocou a igreja dos Estados Unidos. Em 10 de novembro, Teddy Parker Jr., 42 anos, pastor da Igreja Batista Bibb Mount Zion, na Geórgia, se matou com um tiro na cabeça. Sua esposa o encontrou caído na entrada da garagem de sua casa num domingo. Ele já havia pregado naquela manhã e teria de pregar novamente naquele dia. Nenhum bilhete ou explicação foi deixado.
Na semana passada, o pastor Ed Montgomery, que estava de luto pela perda da esposa, atirou em si mesmo na frente de sua mãe e filho. Ele e sua falecida esposa, a profetisa Jackie Montgomery, lideravam a igreja Assembleia Internacional do Evangelho Pleno, no Estado de Illinois. 
Dia 10 de dezembro, suicidou-se Isaac Hunter, o ex-pastor da igreja Summit em Orlando, Flórida. Até o momento, não foi divulgado como ele se matou. O caso chamou atenção da mídia secular porque o pai de Isaac, o pastor Joel Hunter tem sido chamado de “mentor espiritual” do presidente Barack Obama, com quem tem se encontrado com frequência para orações na Casa Branca.
Existem muitas estatísticas sobre como os pastores enfrentam problemas como depressão, esgotamento físico e mental. Nenhuma delas é animadora. Segundo o Instituto Schaeffer, 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão, e 71% estão “esgotados”. Além disso, 72% dos pastores dizem que só estudam a Bíblia quando precisam preparar sermões, 80% acredita que o ministério pastoral afeta negativamente as suas famílias, e 70% dizem não ter um “amigo próximo”.
O Instituto Schaeffer também estima que 80% dos estudantes de seminário (incluindo os recém-formados) irão abandonar o ministério dentro de cinco anos. Não há dados consistentes sobre quantos cometem suicídio, mas está claro que os pastores não estão imunes a isso.
Psicólogos apontam várias razões pelas quais as pessoas cometem suicídio, de depressão a psicose, quase sempre em meio às situações estressantes da vida.  A colunista da revista Charisma, Jennifer LeClaire, que escreveu vários livros sobre batalha espiritual, comentou o caso dos três pastores.
Ela conclama as igrejas a orarem mais por seus líderes e, ao mesmo tempo que se mantém alertas sobre sintomas de depressão nos pastores, os membros deveriam estar cientes que o diabo tem preparado muitos ataques às igrejas nesse período em que os sinais da vinda de Jesus parecem estar se intensificando. 


Fonte: eclésia 

O MODELO DO VERDADEIRO PENTECOSTES


O modelo para nós, hoje, está no livro de Atos dos Apóstolos (ou melhor, Atos do Espírito Santo), especialmente no capítulo 2. Ali encontramos as características do verdadeiro Pentecostes, que gera crentes e igrejas genuinamente pentecostais. As aberrações que vemos em nossos dias se devem ao distanciamento do modelo bíblico-apostólico, as quais são praticadas por movimentos ditos pentecostais, que são, na verdade, neopentecostais ou neoliberais.

Em Atos 2.1-4, vemos que todos estavam reunidos. A palavra “todos” é inclusiva, o que denota unidade no Espírito Santo. Não havia lugar para discordâncias, contendas, divergências pessoais em torno das coisas de Deus; todos estavam ali, juntos, reunidos. Será que havia naquela igreja espaço para disputas desleais por posição, cargo, etc., como vemos em nossos dias, principalmente em convenções de ministros?

No dia de Pentecostes, veio do Céu um som como de um vento (At 2.2). O que está ocorrendo atualmente nas igrejas vem mesmo do Céu? Reflitamos sobre a origem daquilo que ouvimos, vemos e sentimos (At 17.11). O verdadeiro revestimento de poder do Espírito vem do Alto (Lc 24.49; At 11.15). A Palavra de Deus nos alerta quanto a “outro espírito” (2Co 11.4), isto é, espíritos que se passam pelo verdadeiro Espírito de Deus (1 Jo 4.1).

O som que veio do Alto era como de um vento. Não houve vento natural de fato, e sim algo semelhante a seus efeitos. O que isso representa? O vento tem as seguintes características: impulsiona; separa (Sl 1.4 e Mt 3.12); movimenta; fertiliza (Cl 4.16; Jo 3.5,8); limpa; não tem cor (favoritismo, individualismo, discriminação); move-se continuamente (cf. Ec 1.6 e Gn 1.2); espalha perfume; suaviza no calor; vivifica (Ez 37.8-10). Mas devemos ter cuidado com os ventos que não provêm do Espírito de Deus (Mt 7.25; Ef 4.14).

Línguas como que de fogo também foram repartidas (At 2.3). O verdadeiro Pentecostes tem algo para se ouvir, para se ver e para se repartir, mas “do Céu”. Textos como Atos 2.4; 10.44-46 e 11.15 evidenciam que as línguas estranhas são o sinal físico inicial do batismo com o Espírito Santo. Elas são apresentadas, também, como um dos dons espirituais (1 Co 12.10,30). É isso que evidencia o batismo no Espírito, e não “quedas de poder” ou risos intermináveis.

As línguas foram “como que de fogo”. O que isso significa? O fogo tem as seguintes características: alastra-se; comunica-se; purifica; ilumina; aquece. A Assembléia de Deus, bem como toda e qualquer igreja que deseja caminhar sob poder do Espírito, precisa desse fogo do Céu!

Diante da manifestação do Espírito de Deus no dia de Pentecostes, muitos zombaram, dizendo: “Estão cheios de mosto” (At 2.13). Esses escarnecedores não eram pessoas ímpias, e sim religiosas. Hoje não acontece a mesma coisa? Há muitos zombadores e críticos religiosos. A Palavra de Deus afirma que, no último tempo, haveria escarnecedores (Jd v. 18).

No entanto, Pedro, cheio do Espírito Santo, pôs-se em pé e, além de dar uma resposta aos zombeteiros, pregou a Palavra de Deus (At 2.14-15). O verdadeiro Movimento Pentecostal é formado por crentes cheios do Espírito, que ficam de pé para pregar o evangelho, e não por aqueles que, dando lugar às suas emoções ou seguindo a modismos, caem ao chão para usufruir de “novas unções”...

Em muitos púlpitos (ou palcos?) não há mais espaço para a Palavra de Deus. O tempo é ocupado por excesso de música, peças teatrais, coreografias... A Assembléia de Deus precisa olhar para os pioneiros e se lembrar do temor que eles possuíam, do amor à Palavra e à oração, do desejo de evangelizar...

Só assim o capítulo 29 de Atos do Espírito Santo continuará sendo escrito por essa igreja e outras, fiéis à Palavra do Senhor.


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PRECISAMOS SABER COMO DEVEMOS EDIFICAR


Muitos líderes da chamada "nova geração", sem visão espiritual e discernimento (Ap 3.17-19; Is 5.20; 1 Co 2.15), não convidam mais para os seus congressos pregadores e ensinadores que expõem a Palavra de Deus nem cantores que de fato louvam a Deus. Preferem animadores de auditório, super-pregadores e cantores famosos, celebridades que fazem muitas exigências. Por quê? Porque os astros do mundo gospel conseguem juntar mais gente e, conseqüentemente, arrecadar boas ofertas... No final, todos ficam satisfeitos com os resultados (principalmente, financeiros). Menos o Senhor Jesus.

Infelizmente, em muitos congressos, pregadores (pregadores?) famosos se valem de técnicas de manipulação de massa para conseguirem o seu intento: conquistar o público, para depois "arrancar" dele a maior quantia em dinheiro vivo, cheques (muitos sem fundo, que geralmente ficam na igreja) e bens, como relógios, alianças, etc., que também costumam ficar na igreja... Técnicas como mandar o povo juntar as mãos, para as separarem apenas depois da ordem de super-pregadores (exibicionistas), têm sido usadas para supostamente demonstrar o poder de Deus. Mas isso nada tem que ver com o evangelho. É produto da auto-sugestão.

Outra estratégia usada por super-pregadores é derrubar pessoas e "anestesiá-las", a fim de que recebam uma "cirurgia celestial". Quando vários irmãos incautos estão deitados no chão, o "pregador" brada: "Agora vou tirar a anestesia por alguns instantes". Isso basta para várias pessoas começarem a gritar, deixando a platéia bastante eufórica. Sabe como se chama isso? Hipnose!

Nosso tempo tem sido marcado por imitações, más inovações (pois existem as boas), misticismos e falsificações dentro das igrejas (At 20.27-30; 2 Pe 2.1,2; 1 Tm 6.3,4). Mas a Assembléia de Deus cresceu no Brasil seguindo ao modelo bíblico (2 Tm 1.13; Hb 8.5), e não a opiniões de homens, que passam (1 Pe 1.24,25).

Os pioneiros do Movimento Pentecostal foram fiéis à Palavra do Senhor e puseram o fundamento (1 Co 3.10). Cabe a nós, que cremos na operação multiforme do Espírito Santo (1 Co 12.4-11), saber como devemos edificar.


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AOS CRENTES QUE NÃO GOSTAM DE HIERARQUIA NAS IGREJAS


Aumenta a cada dia o número de crentes que não se sujeitam aos líderes e pensam que estão certos. Não respeitam pastores, verberam contra a liderança e afirmam que só devem obediência a Deus. “Igreja não é quartel general”, argumentam. E, generalizando, chamam qualquer liderança firme, segura, de coronelista.

Entretanto, vemos na Bíblia que o próprio Deus prioriza e hierarquiza. Ele — que podia ter formado todas as coisas com uma única palavra — fez questão de formar tudo a seu tempo, dia a dia (Gn 1). O Senhor também pôs em ordem as tribos de Israel (Nm 2), pois o nosso Deus é um Deus de ordem (1 Co 14.40).

De acordo com 1 Coríntios 12.28, há uma hierarquização dos dons e ministérios — estabelecida por Deus, é evidente. Ela existe, não para que um portador de certo dom e ministério se considere superior aos outros, e sim para que haja ordem na casa do Senhor.

Deus pôs na igreja “primeiramente apóstolos” (1 Co 12.28; Ef 4.11). Existem apóstolos hoje? Sim! Mas é claro que há também pseudo-apóstolos, que propagam muitas “apostolices”. Quem são os apóstolos do Senhor, então? São homens de Deus, enviados por Ele, com grande autoridade, e não autoritarismo. Eles formam a liderança maior da igreja, independentemente dos títulos empregados pelas denominações (pastores-presidentes, bispos, reverendos, pastores, presbíteros, etc.).

É importante não confundir títulos com ministérios e dons. Estes vêm do Espírito Santo, enquanto os títulos são recebidos dos homens. Na Assembleia de Deus, por exemplo, não existe o título de apóstolo. Mas isso não significa que não exista o ministério apostólico. Este, segundo a Bíblia, perdurará “até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13).

O texto de 1 Coríntios 12.28 afirma, ainda, que Deus pôs na igreja “em segundo lugar, profetas”, mencionados — na mesma posição, depois dos apóstolos — em Efésios 4.11. Não confunda esses profetas com os crentes que falam em profecia nos cultos, também chamados de profetas em 1 Coríntios 14.29. O ministério profético neotestamentário é formado por pregadores (pregadores, mesmo!) da Palavra de Deus, portadores de mensagens proféticas.

Em seguida, a Palavra do Senhor, em 1 Coríntios 12.28, assevera: “em terceiro, doutores”. Veja como essa hierarquização ocorria na igreja de Antioquia da Síria: “havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo” (At 13.1). Nesse caso, os doutores, que atuam juntamente com os profetas, são ensinadores da Palavra de Deus.

Há casos, como o de Paulo, em que três ou dois dos ministérios mencionados (apóstolo, profeta e doutor) se intercambiam (1 Tm 2.7). Os ministérios de pastor e evangelista certamente fazem parte dos três escalões mencionados em 1 Coríntios 12.28, posto que são títulos relacionados com a liderança maior da igreja.

Finalmente, em 1 Coríntios 12.28, está escrito: “depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. Milagres só vêm depois de apóstolos, profetas e doutores? Isso mesmo. Na hierarquização feita por Deus, o ministério da Palavra é mais prioritário que os milagres, haja vista serem estes o efeito da pregação do Evangelho (Mc 16.17). Observe que João Batista foi considerado por Jesus o maior profeta dentre os nascidos de mulher, mesmo sem ter realizado sinal algum (Jo 10.41).

Se não houver hierarquia nas igrejas, para que servirão os cargos e funções? Qualquer pessoa, dizendo-se usada por Deus, poderá mandar no pastor. Aliás, isso estava acontecendo na igreja de Tiatira, e o próprio Senhor Jesus repreendeu o obreiro frouxo que não estava exercendo a liderança que recebera do Senhor (Ap 2.20).

Deus é Deus de ordem! O princípio divino da hierarquização aparece em várias outras passagens neotestamentárias. Em 1 Coríntios 14.26, vemos que, no culto coletivo a Deus, deve haver ordem. Quanto à ressurreição, está escrito: “Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1 Co 15.23). E, no Arrebatamento, tal princípio também será aplicado: “os que morreram em Cristo ressuscitarãoprimeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens” (1 Ts 4.17).

Em 1 Tessalonicenses 5.23, vemos que Deus prioriza o espírito, na santificação. Muitos pregadores têm dito: “Deus nos quer por inteiro: corpo, alma e espírito”. Mas a Bíblia afirma: “e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Essa ordem mostra que a obra santificadora do Espírito Santo ocorre de dentro para fora, e não de fora para dentro.

O apóstolo Paulo também parabenizou os crentes da cidade de Colossos porque naquela igreja havia ordem (Cl 2.5). E ordem também significa respeitar a hierarquia! Afinal, os ministérios não são invenção humana. Eles foram dados por Deus para edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.11-15).


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NÓS HERDAMOS O PECADO OU ELE NOS FOI IMPUTADO?



[...] Gênesis 3 descreve a rebelião de Adão e Eva contra Deus e contra Seus mandamentos. Desde este tempo, o pecado tem sido passado através de todas as gerações da espécie humana e nós, descendentes de Adão, herdamos dele o pecado. Romanos 5:12 nos diz que através de Adão, o pecado entrou no mundo e assim a morte veio a todos os homens, porque “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23).

Através de Adão, a inclinação inerente ao pecado entrou na raça humana e os seres humanos se tornaram pecadores por natureza. Quando Adão pecou, sua natureza interior foi transformada por seu pecado de rebelião, trazendo a ele morte espiritual e depravação, que seriam passadas a todos os seus descendentes. Os humanos se tornaram pecadores não porque tenham pecado, mas pecaram porque já eram pecadores. Esta é a condição conhecida como pecado herdado. Assim como herdamos características físicas de nossos pais, herdamos nossas naturezas pecaminosas de Adão. O Rei Davi lamentou sua condição de natureza humana decaída em Salmos 51:5: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”

Um outro tipo de pecado é conhecido como pecado imputado. Usado em circunstâncias financeiras e legais, a palavra grega traduzida como “imputado” significa tomar algo que pertence a alguém e creditar em conta de outro. Antes de ser dada a Lei de Moisés, o pecado não era imputado ao homem, mesmo sendo os homens já pecadores por causa do pecado herdado. Depois de a Lei ter sido dada, os pecados cometidos em violação à Lei foram imputados (creditados) a eles (Romanos 5:13). Mesmo antes que as transgressões à lei fossem imputadas aos homens, a pena máxima para o pecado (morte) continuava a reinar (Romanos 5:14). Todos os humanos, de Adão a Moisés, foram sujeitos à morte, não por causa de seus atos pecaminosos contra a Lei mosaica (que eles ainda não tinham), mas por causa de sua própria natureza pecaminosa que havia sido herdada. Depois de Moisés, os humanos foram sujeitos à morte tanto por causa do pecado herdado de Adão como pelo pecado imputado por violar as leis de Deus.

Deus usou o princípio da imputação para o benefício da humanidade quando Ele imputou o pecado dos crentes a Jesus Cristo, que pagou a pena por estes pecados (morte) na cruz. Imputando nossos pecados a Jesus, Deus O tratou como se Ele fosse um pecador, apesar de não ser, e Ele o fez morrer pelos pecados de todos que algum dia Nele cressem. É importante compreender que o pecado foi a Ele imputado, mas Ele não o herdou de Adão. Ele carregou a pena pelo pecado, mas Ele nunca se tornou um pecador. Sua natureza pura e perfeita foi intocada pelo pecado. Ele foi tratado como se Ele fosse culpado de todos os pecados algum dia cometidos por todos que Nele cressem, apesar de não ter cometido nenhum. Em troca, Deus imputou a justiça de Cristo aos crentes e creditou nossa conta com Sua justiça da mesma forma como creditou nossos pecados em Sua conta (II Coríntios 5:21).


Pecado pessoal é aquele que é cometido todos os dias por cada ser humano. Por termos herdado uma natureza pecaminosa de Adão, nós cometemos pecados individuais e pessoais: tudo, desde mentiras supostamente inocentes até assassinatos. Aqueles que não colocaram sua fé em Jesus Cristo devem pagar a pena por estes pecados pessoais, assim como pelos pecados herdados e imputados. Entretanto, os crentes foram libertos da eterna pena do pecado (inferno e morte espiritual). Agora podemos escolher se vamos ou não cometer pecados pessoais, pois temos o poder de resistir ao pecado através do Santo Espírito que habita em nós, nos santificando e nos mostrando nossos pecados quando os cometemos (Romanos 8:9-11). Uma vez que confessarmos nossos pecados pessoais a Deus e pedirmos por eles perdão, somos restaurados à perfeita comunhão com Ele. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9).

O pecado herdado, imputado e pessoal, todos estes, já foram crucificados na cruz de Jesus, e agora “Em quem (Jesus Cristo) temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1:7).


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Nota: Lembre-se sempre que "(...) onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado". (Rm 5.20,21; 6.1-6).


No amor de Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador!



CIENTISTA ENCONTRA PROVA DEFINITIVA DE QUE DEUS EXISTE



O físico teórico Michio Kaku afirma ter criado uma teoria que pode apontar a existência de Deus. A informação criou alvoroço no meio científico, pois Michio Kaku é considerado um dos cientistas mais importantes da atualidade, um dos criadores desenvolvedores da revolucionária Teoria das Cordas, e é extremamente respeitado em todo o mundo.

Para chegar às suas conclusões, o físico fez uso de um “semi-raio primitivo de táquions” (que são partículas teóricas, capazes de “desgrudar” do Universo a matéria ou vácuo que entrar em contato com ela, assim, deixando qualquer coisa livre das influências do universo à sua volta), tecnologia criada recentemente, em 2005. Embora a tecnologia para chegar às verdadeiras partículas de táquions ainda esteja muito longe de ser alcançada, o semi-raio tem algumas poucas propriedades dessas partículas teóricas, que são capazes de criar o efeito dos verdadeiros táquions, em escala subatômica.

Segundo Michio, nós vivemos em uma “Matrix”: "Cheguei à conclusão que estamos em um mundo feito por regras criadas por uma inteligência, não muito diferente do seu jogo preferido de computador, claro, impensavelmente mais complexa. Analisando o comportamento da matéria em escala subatômica, a parte afetada pelo semi-raio primitivo de táquions, um minúsculo ponto do espaço, pela primeira vez na história, totalmente livre de qualquer influência do universo, matéria, força ou lei, percebi de maneira inédita o caos absoluto. Acredite, tudo que nós chamávamos de casualidade até hoje, não fará mais sentido. Para mim está claro que estamos em um plano regido por regras criadas, e não moldadas pelo acaso universal", comentou o cientista. 




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O cristão que se suicida perde a salvação?


Resolvi pesquisar sobre o suicídio entre cristãos e, claro, pensei que fosse encontrar apenas conclusões de que o crente que pratica suicídio perde a sua salvação. O que eu não esperava é que os Calvinistas chegassem tão longe com a tese de "uma vez salvo, salvo para sempre". Ledo engano, pois eles chegaram. Logo de início deparei-me com a resposta do site Got Questions para as perguntas: Qual a visão cristã a respeito do suicídio? O que diz a Bíblia a respeito do suicídio? O pessoal do referido site diz que "a Bíblia tem as respostas" e que eles vão "encontrá-las para você". Sabemos que a Bíblia, sendo a Palavra de Deus, realmente tem respostas para todas as coisas. Agora, falar em nome da Bíblia e dos cristãos para afirmar que um crente salvo que pratica suicídio não perde a sua salvação, seria de deixar o próprio Calvino de cabelos em pé e olhos arregalados. 
Graças a Deus que, no meio dessa torre de babel teológica, ainda existe quem fale a língua da sã doutrina bíblica, como o irmão Valmir Nascimento Milomem - jurista, teólogo, professor e bloqueiro. Veja o que ele escreveu sobre o assunto em seu Blog de Apologética e Cosmovisão Cristã:
"Tenho um profundo respeito pelo pastor Renato Vargens. Sempre que possível acompanho seu blog e leio atentamente seus escritos, os quais concordo em grande parte, especialmente suas denúncias em relação ao neopentecostalismo atual e às travessuras levadas a efeito por líderes e falsos pastores. 
Entretanto, ele escreveu recentemente um artigo com o título 'Os evangélicos e o suicídio' onde, motivado pelo acontecimento envolvendo a atriz Leila Lopes, aborda esse assunto tão delicado, o qual, com a devida vênia, não posso concordar.
Ele escreve: 'Em primeiro lugar não acredito que um cristão verdadeiro que comete suicídio perca a sua salvação. A Bíblia ensina que a partir do momento no qual a pessoa verdadeiramente crê em Cristo, ela está eternamente salva (João 3:16). De acordo com a Bíblia, os cristãos podem ter certeza, sem sombras de dúvida, que têm a vida eterna, não importa o que aconteça. “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I João 5:13). Nada pode separar o cristão do amor de Deus! “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39). Se nenhuma “criatura” pode separar um cristão do amor de Deus, e um cristão que comete suicídio é uma “criatura”, então nem mesmo o suicídio pode separá-lo do amor de Deus. Jesus morreu por todos os nossos pecados… e se um cristão verdadeiro, em tempo de crise e fraqueza espiritual, cometer suicídio – também este é um pecado pelo qual Cristo morreu'.
Ele ressalva, ainda: 'Caro leitor, antes que você emita qualquer parecer é certo que todos concordamos que nenhuma pessoa racional tiraria sua própria vida e, quando isso ocorre, é um ato irracional de uma pessoa que está com algum distúrbio mental (…)'.
Antes de tecer qualquer comentário, é bom frisar  que não quero ser leviano ao efetuar a análise do texto do prezado pastor Renato Vargens. A reflexão que aqui se impõe diz respeito a um debate de idéias, fundamentado em um senso crítico aliado às minhas convicções bíblicas. Mantenho meu profundo respeito por sua pessoa, porém, nesse caso específico, não concordo com suas palavras.
Pois bem.
O pastor Renato Vargens acredita que um cristão verdadeiro que cometa suicídio não perde a salvação; isso porque, afiança ele, 'A Bíblia ensina que a partir do momento no qual a pessoa verdadeiramente crê em Cristo, ela está eternamente salva (João 3:16)'.
Não tenho dúvida alguma que o ponto fulcral desse assunto gira em torno da própria concepção de salvação. Com efeito, a ponderação de Vargens tem no seu pano de fundo a doutrina calvinista, para quem, o homem, uma vez salvo, sempre salvo. De modo que, nem mesmo o suicídio 'poderia separar o homem do amor de Deus'.
É interessante, mas, o suicídio, ele mesmo aponta a incongruência da visão calvinista. Dizer que mesmo tirando a sua própria vida o cristão mantém a sua salvação é desconsiderar o valor da vida – dom magnífico de Deus. O homem foi criado segundo a imagem e semelhança de Deus; destruir o próprio corpo é desonrar o Criador. O apóstolo Paulo é categórico ao afirmar que nosso corpo é templo do Espírito, e que ele habita em nós (I Cor. 6.16); e que, por isso mesmo, “se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (1Co 3.17).
A salvação, portanto, não é uma licença para se fazer tudo que se queira, muito menos tirar a sua própria vida. O ato, em si, é uma demonstração de completa desesperança e falta de confiança no Doador da vida. Um ato de grande egoísmo, desconsiderando-se o sofrimento daqueles que ficam.
Além disso, o termo 'nada' utilizado por Paulo em Rm 8:38 não possui valor absoluto, devendo ser interpretado em conformidade com o próprio texto. Se assim fosse acreditaríamos que nem mesmo o pecado nos separaria de Deus. Mas a Bíblia diz que separa (Is 59.2). Assim, é mais fácil que aqueles que pensam que serão salvos ouvirem a seguinte frase: “Eu nunca vos conheci; Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mt 7:23)”, do que serem salvos.
Suicídio, não tenho dúvidas, é pecado. E se assim é, não existe possibilidade de perdão, mesmo porque diz-nos a Bíblia que aos homens está ordenado morrerem um vez, vindo, depois disso, o juízo (Hb. 9.27). Portanto, não há meio termo.
Não bastasse tudo isso, outra pergunta que se faz necessária: Como pode um 'cristão verdadeiro' ser tentado acima da sua possibilidade sendo levado a tirar a sua própria vida, se a Bíblia diz que: “Não veio sobre vos tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixara tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também escape, para que a possais suportar”? Se isso realmente for verdade, de que Deus perdoa o “crente suicida”, é de se concluir também que a Bíblia esta equivocada. E isso, obviamente, não dá para aceitar.
Voltando à palavras do pastor Renato Vargens, ele escreveu ainda 'que todos concordamos que nenhuma pessoa racional tiraria sua própria vida e, quando isso ocorre, é um ato irracional de uma pessoa que está com algum distúrbio mental. Isso nos leva a uma outra pergunta: Pode o cristão sofrer de doença mental?'
Dizer que nenhuma pessoa racional tiraria sua própria vida e, quando isso ocorre, é um ato irracional de uma pessoa que está com algum distúrbio mental, é uma forma de abrandar a culpa do suicida, que estaria agindo de modo irracional. Ocorre que nem todos agem assim. Muitos, sim, podem estar abalados, mas não agem de modo irracional, que é a exclusão da sua capacidade de autodeterminação. Não. Na grande maioria eles sabem perfeitamente o que estão fazendo. Podem estar em profunda depressão ou angústia, mas agem de modo racional, de forma consciente.
Ao final, Vargens conclui: 'Aproveito o ensejo em afirmar que não aprovo nem tampouco reconheço que o suícidio seja uma saída àqueles que sofrem. Acredito piamente que o Senhor Todo-Poderoso é capaz de trazer bálsamo as nossas vidas e emoções restaurando naquele que nEle crêr a alegria de viver.'
De fato. Mas que o tal crente suicida não é salvo, isso realmente não é!"

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE SÃO JORGE


Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade.

Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens.

Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade." Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.

Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o própósito de tudo o que lhe ocorria: “... vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13 – Grifo nosso). A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessa-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos.

Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo a devoção a “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade...
 
Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem a sua memória. Assim, confirmou-se a adoração a Jorge, até hoje largamente difundida, inclusive em grandes centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, onde desde 2002 faz-se feriado municipal na data comemorativa de sua morte.

Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança. E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos...

Apesar dos engano e da cegueria espiritual das gerações seguintes, o fato é que Jorge de Capadócia obteve um testemunho reto e santo, que causou impacto e ganhou muitas almas para o SENHOR. Por amor ao Evangelho, ele não se preocupou em preservar a sua própria vida; em seu íntimo, guardava a Palavra: “ ...Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20). Deste modo, cumpriu integralmente o propósito eterno para o qual havia nascido: manifestou o caráter do SENHOR e atraiu homens e mulheres para Cristo, estendendo a salvação a muitos perdidos.

Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. Para além das lendas que envolvem seu nome, o grande dragão combatido por ele foi a idolatria que infelizmente hoje impera em torno de seu nome.


Fonte: Genizah


A questão contraditória da Reforma: Imputação ou Infusão?


Situação Político Social 

Desde Agostinho até Lutero havia passado quase mil anos. Todas as verdades que o bispo de Hipona havia proclamado, como: a soberania de Deus, a eleição, a predestinação e principalmente a graça de Deus, já haviam sido diluídas na confusão teológica da Idade Média. A situação político social no final dos séculos XIV e XV era de uma verdadeira babilônia; uma época de muita ansiedade. Os desmandos da Igreja proliferavam cada vez mais e, por outro lado, grupos ansiavam por uma reforma, como os Lombardos na Inglaterra, os Hussitas na Boêmia e os Valdenses na Itália e França. Muitos desses grupos, reagindo à situação presente da Igreja, foram a extremos. 

Politicamente falando, o mundo passava por mudanças radicais. Quando Lutero pregou suas 95 teses no portal da Igreja de Wittembeg, fazia apenas 25 anos que a América tinha sido descoberta; e 17 anos da descoberta do Brasil. Os portugueses e os espanhóis eram os donos dos mares e chegavam até dividir o novo mundo no famoso Tratado de Tordesilhas (1494). A Europa era dominada pelo grande Império Romano. Na Itália, surgia a Renascença desafiando os costumes da época e trazendo de volta os valores e as prioridades dos pensadores gregos.

Junto com esse contexto político social, estava o poder religioso, onde a Igreja Católica Romana já havia sofrido sua primeira cisão; a separação da igreja oriental, chamada ortodoxa. Mesmo assim, a Igreja Católica tentava manter o domínio através de muito misticismo e superstições, tais como veneração de santos, peregrinações a lugares sagrados e missa para mortos. Nesse período, vários movimentos culturais foram sufocados e muitas pessoas foram sacrificadas, como o caso de John Wycliffe na Inglaterra e João Huss, o grande reformador da Boêmia que foi queimado vivo depois de condenado pelo Concílio de Constança (1415). 

As indulgências, ou a venda de perdão pela Igreja, foi a última gota em um copo cheio. Muito dinheiro foi arrecadado com essa prática corrupta. O comércio religioso chegou a níveis muito baixo, ao ponto de se garantir que tão logo o dinheiro fosse pago, as almas seriam libertadas do purgatório para o céu. Tudo isso gerava uma neurose religiosa, uma morbidez patológica no período que antecedeu a Reforma. O medo do inferno e da morte predominava na mente do povo. Timothy George, em seu livro “Teologia dos Reformadores” nos retrata com detalhes essa época. Diz ele que havia um pavor geral em relação ao sofrimento e a morte, a fome e a peste, e que a crise agrária chegou a níveis insuportáveis, que houve até canibalismo. Ele nos conta também que a peste negra atingiu a Europa (1349) e arrasou um terço da população. Os sermões e as gravuras da época retratavam essa situação caótica. 

A crise existencial em Martinho Lutero 

Foi nesse contexto que Lutero lutava para encontrar Deus. Procurava um pouco de paz e misericórdia. Certo dia durante uma tempestade com raios, ele teve sua grande crise de medo da morte e do inferno, e fez a sua decisão de tornar-se monge. No entanto, o mosteiro não resolveu o seu problema, antes pelo contrário, quanto mais se exercitava nas penitencias impostas, mais sentia desespero e medo. Lutero usava a palavra “anfechtung” (pavor, desespero, ansiedade) para descrever seus conflitos internos em busca do Deus misericordioso. 

Essa luta não foi apenas uma crise na vida de Lutero, mas o acompanhou por toda vida. É o que se pode apreender de sua afirmação: “Não aprendi minha teologia toda de uma vez, mas tive de buscá-la mais a fundo, onde minhas tentações “anfechtungen” me levavam..., não a compreensão, a leitura, ou a especulação, mas o viver, ou melhor, o morrer e o ser condenado fazem um teólogo”. [1] 

Lutero não concordava com o que muitos na sua época estavam concluindo; que “sola fide”, somente pela fé, fosse algo fácil. Ele dizia que a tentação e a experiência sem dúvida nos ensinam que a fé é uma arte difícil e, conforme Timothy George, página 63, “a fé genuína e a verdadeira teologia são forjadas sobre a bigorna da tentação, porque só a experiência faz um teólogo”. 

O texto de Rm 1.17, “a justiça de Deus”, enchia a alma de Lutero de traumas e nada adiantavam suas penitencias, jejuns, sacrifícios, boas obras, pois todas as suas tentativas em ser aceito diante de Deus, de ser reconciliado pelas obras, eram em vão. Sua consciência estava cada vez mais atormentada. Ele mesmo afirmou: “Eu não amava, na verdade odiava aquele Deus que punia os pecadores, e com um murmurar monstruoso, silencioso, senão blasfemo, enfureci-me contra Deus”. [2] 

Foi nesse contexto histórico e religioso que um dia a luz de Deus veio à mente de Lutero e, pela graça de Deus, ele pôde entender que a “Justiça de Deus”, de Romanos 1.17, se revela no Evangelho, e que o Evangelho na realidade não é mais motivo para gerar em nós medo, pavor; mas é as boas notícias de que toda a justiça de Deus foi satisfeita na cruz, na pessoa bendita de Seu Filho e nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Agora, todo aquele que pela graça de Deus crê nessa verdade eterna é justificado, é justo diante de Deus, e considerado como se nunca houvesse cometido pecado. Essa é a grande mensagem do Evangelho: o justificado pela fé tem a vida eterna. Agora Lutero estava consciente de que o perdão era dom de Deus e não resultado de esforço da mente humana. 

Conceito de justificação na Idade Média 

Não podemos esquecer que o conceito de justificação que dominou tanto a teologia da era Patrística como a Medieval, era uma mistura de doutrina cristã e filosofia grega da divinização do ser. A Enciclopédia Histórico Teológica nos informa que “Pelágio, no século V substituiu a ideia de imputação pelo conceito menos severo de imitação. Ele argumentou que, como agentes livres e responsáveis, nascidos com a capacidade de não pecar, todas as pessoas, todavia, pecam concretamente, seguindo o exemplo de Adão. Pelágio recebeu a oposição de Agostinho e desde então seu conceito da possibilidade humana tem sofrido frequentes rejeições pela igreja ortodoxa (embora a noção tenha se mostrado repetitiva no liberalismo protestante)”. [3] O próprio Agostinho, embora tenha sido o grande defensor da graça soberana de Deus nos seus conflitos com Pelágio, entretanto cria na infusão da justiça de Cristo no pecador, na infusão da graça pelo sistema sacramental e penitencial da Igreja; e que a justificação era um processo iniciado no batismo (regeneração batismal).

Embora Lutero e sua teologia tenham sido grandemente influenciados por Agostinho, como ele mesmo diz: “Nossa teologia e Santo Agostinho estão em bom andamento e, graças a Deus, eles predominam em nossa universidade”, mais tarde, revendo a doutrina de Agostinho com relação à justificação, disse que “Agostinho chegou mais perto do sentido paulino do que todos os estudiosos, mas não alcançou Paulo. No começo eu devorava Agostinho, mas quando a porta para Paulo abriu-se e entendi o que era realmente a justificação pela fé, descartei-o". [4]

Lutero se separou da teologia agostiniana quando teve a revelação de Rm 1.17, principalmente a expressão “A justiça de Deus é revelada”. Agora Lutero estava convicto de que a justificação não era algo progressivo, e afirmou categoricamente que “sola fide justificate”, isto é, só a fé justifica. Portanto, não mais cria em uma justificação infundida, mas sim imputada pela fé somente. Para Agostinho e a tradição escolástica o sentido era “tornar justo (infusão), mas agora para Lutero o sentido paulino é “declarar justo” (imputação), pois a justiça não é nossa, não é inerente a nós, mas é colocada em nossa conta. Não é possível aceitar a doutrina católica romana da infusão da justiça, pois se realmente a justiça de Cristo foi infundida em nós, e não somente imputada, também devemos crer que nossos pecados não foram imputados em Cristo, mas sim infundido; isto é, inerente a Cristo, o que equivale dizer que Cristo não foi feito a semelhança de carne pecaminosa, mas que realmente foi infundido nEle o nosso pecado. Isto geraria uma aberração teológica, pois, tornaria Cristo desqualificado para ser uma oferta totalmente aceitável a Deus pelo pecado. Como Deus iria aceitar um pecador morrer pelos pecadores? Isso jamais satisfaria a Sua justiça, e conseqüentemente levaria Deus a nos salvar de uma maneira ilegal e imoral, o que é totalmente contrário ao Seu caráter santo. Lutero descreveu essa transação como uma “doce troca” entre Cristo e o pecador, exclamando com admiração, “Oh! doce troca! Oh! operação inescrutável! Oh! benefícios que ultrapassam todas as expectativas! Que a impiedade de muitos fosse oculta em apenas um justo, e que a justiça de um justificasse a muitos transgressores”, e então ele conclama: “aprenda Cristo e o aprenda crucificado, aprenda a orar a Ele, perdendo toda esperança em si mesmo e diga: Tu Senhor Jesus, és a minha justiça, e eu sou o teu pecado; tomaste em Ti mesmo o que não eras e deste-me o que não sou”. [5]

Nossa crise e nossa salvação digna do caráter santo de Deus 

Essa foi a experiência de Lutero após a sua grande crise existencial; sendo ela também, ainda que em menor grau, uma realidade em nossas vidas. Queremos fazer a vontade de Deus, mas na realidade não conseguimos. É o que diz o apóstolo Paulo em Rm 7:19: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”. Muitas pessoas mal orientadas, quando passam por essa luta caem no desespero, depressão, ou entram pelo caminho do fanatismo religioso, que os leva a uma vida irreal, farisaica; pois o fanático fariseu é aquele que, consciente ou inconscientemente, procura convencer-se que é capaz de ganhar o favor de Deus, conquistar a aceitação plena em Deus; justificando-se através de obras. Quando alguém entra pelo caminho da justificação própria, torna-se um hipócrita, e, como sabemos, não foram os publicanos e nem os pecadores que crucificaram a Cristo, mas sim os fariseus hipócritas.

Lutero havia descoberto pela graça de Deus a mensagem central do Evangelho: as boas novas, de que Deus em Cristo justifica pela fé o pecador e, para poder ser justo e justificador dos que têm fé em Jesus, Cristo teve que encarnar, viver uma vida de obediência total até a morte e perfeita santidade e estar disposto a tomar sobre si “o castigo que nos traz a paz”; e, lá na cruz, experimentar a ira de Deus quando foi imputado nEle o nosso pecado para que pudéssemos ter uma salvação digna do caráter santo de Deus.

Portanto, agora podemos dizer que Cristo tornou-se pecado por nós, isto é, foi imputado nEle o nosso pecado para que nós pecadores pudéssemos ser aceitos como justos. Agora em Cristo temos uma posição de justiça. A justificação é, portanto, uma questão posicional; fomos colocados nesta posição diante de Deus por causa de Cristo, isto é imputação; não é uma questão moral, pois nós ainda não somos justos em nós mesmos. Fica plenamente claro não se tratar de uma infusão. Vários irmãos do passado fizeram referência a essa troca graciosa entre Cristo e o pecador. Na era Patrística podemos ver na carta a Diogneto (Séc. II) “Oh! Imensa bondade e amor de Deus! Ele não nos odiou, não nos rejeitou, nem guardou ressentimento contra nós. Pelo contrário, mostrou-se paciente e nos suportou com misericórdia, tomou sobre si os nossos pecados e enviou Seu filho para nos resgatar. O santo pelos ímpios; o inocente pelos maus; o justo pelos injustos; o incorruptível pelos corruptíveis; o imortal pelo mortal. De fato, que outra coisa poderia cobrir nossos pecados senão a sua justiça? Por meio de quem poderíamos ter sido justificados, nós injustos e ímpios, a não ser unicamente pelo Filho de Deus?” [6]

A pergunta que atormenta qualquer pessoa é: “De que maneira posso ser colocado em posição correta com Deus? Ou ainda: Como poderia escapar da ira vindoura, ou ao juízo santo de Deus? Para Lutero a única resposta é a “JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ SOMENTE”, tendo como base unicamente a Palavra de Deus, pois uma fé cristã e real só pode existir com base na verdade bíblica. Como cristãos temos que acolher e crescer nessas verdades tendo a Bíblia como única base; mas também temos o dever de condenar qualquer doutrina que diminua a centralidade e a exclusividade de Cristo na salvação.

Questão com profundas e sérias implicações 

O ponto central e nevrálgico da Reforma foi a diferença entre “declarar a pessoa justa” (imputação), e “fazer a pessoa justa” (infusão). Essa não é meramente uma questão de semântica, mas de ponto de partida que vai definir nosso caminhar. Pela graça nos mantermos em Cristo, ou pelas obras em méritos humanos. Portanto, é uma questão de vida ou morte. Se o pecador é justificado através de uma declaração de Deus baseado nos méritos de Cristo e recebida pela fé somente, então esse pecador é declarado justo em Cristo. A justiça de Cristo, a vida de obediência perfeita até a morte e morte de cruz é creditada a seu favor; o resultado imediato é a paz com Deus como fruto da justificação. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

Essa paz, essa reconciliação com Deus, leva-nos a comunhão e à intimidade no andar com Deus, e essa comunhão é transformadora, pois cada dia mais vamos sendo transformados a imagem de Jesus Cristo; isso é santificação. Somente os justificados pela fé podem ser santificados. Contrariamente, a teologia católica ensina a santificação como meio para a justificação. Isso seria como que “colocar os carros na frente dos bois”. O pecador é justificado por um processo de santificação durante toda a vida. Neste sentido, porém, nunca ninguém será justificado, pois ninguém terá uma vida de santificação perfeita que satisfaça o caráter santo, justo e perfeito de Deus. Deus em razão de Sua perfeita santidade exige obediência absoluta e perfeita santidade. Por isso Deus se fez homem na pessoa de Jesus, porque somente Deus poderia satisfazer a santidade de Deus.

O caráter santo e perfeito de Deus não permite que Ele exerça a misericórdia separada de Sua justiça, e nem a graça poderia reinar se a justiça de Deus não fosse satisfeita. Romanos 5:21 afirma esta verdade fazendo uma analogia entre o reino da morte e o reino da graça, pois assim como para que a morte entrasse na história do homem primeiro teve que haver pecado, assim também para que a graça pudesse ser dispensada a nós, primeiro teria que ser satisfeita a justiça de Deus. Portanto, Ele não poderia nos salvar sem satisfazer a Sua justiça. A Sua natureza santa não permitia passar por cima de nossos pecados; pois os nossos atos revelam o nosso caráter, e, para Deus, os fins não justificam os meios. Portanto, o ato de Deus nos salvar revelou o Seu caráter, e Ele não poderia nos salvar de uma maneira imoral, ou ilegal, mas teria que ser, como foi, uma maneira justa, santa e perfeita. Por isso em Romanos 3.26 diz que a cruz é a revelação da justiça de Deus. Foi o único meio de Deus demonstrar justiça e justificar o pecador, ser justo e justificador ao mesmo tempo.

A fé verdadeira que recebe a justificação é aquela que não olha para si mesmo, mas sim para a cruz de Cristo. Calvino com verdade afirma que “É somente a fé que justifica, mas a fé que justifica nunca está só”. Se as obras não justificam, também é verdade que a verdadeira justificação se manifesta em obras; é fato que o pecador justificado continua pecador, mas não escravo do pecado como antes. Agora, pela graça de Deus, tem poder de andar nas boas obras que Deus de antemão preparou para que andássemos nelas (Ef 2.10). Portanto, as obras não são as bases da justificação, mas sim as consequências, ou evidências delas, poderiamos dizer que a santificação é a justificação levada a sério.

Conclusão 

A história da humanidade parece oscilar como um pêndulo entre os extremos; muitas vezes o medo do legalismo nos leva ao antinomianismo (libertinagem) e o medo do antinomianismo nos leva ao legalismo. Parece ser impossível ter uma santidade livre e uma liberdade santa.

Para muitos, a justificação é uma mistura de fé e obras, como diz John F. Mac Artur Junior: “Onde o antinomianismo isola a justificação da santificação radicalmente, este erro mistura os dois aspectos da obra salvifica de Deus. O efeito é fazer da justificação um processo firmado na justiça defeituosa do crente, em vez de um ato declarativo de Deus baseado na justiça perfeita de Cristo”. [7]

Hoje vivemos dias semelhantes aos da Idade Média, onde a bíblia está sendo deixada de lado, onde não há ensinamento. Dias de verdadeira aversão a doutrina; onde nossa fé está baseada em experiências e tradições humanas. Por isso creio que somente uma reforma hoje, uma volta genuína e autêntica à Palavra de Deus, uma reciclagem na doutrina da graça, poderia nos salvar em uma hora de tanta confusão. Não podemos jogar 2.000 anos de história da Igreja pela janela, achando que Deus está começando algo novo conosco, pois ela é a história dos atos de Deus na história. Que Deus nos livre de tal pecado de presunção.


Bibliografia 

[1] Timothy George – Teologia dos Reformadores, Ed. Vida Nova, pág. 62
[2] Ibid – pág. 64
[3] Enciclopédia Histórico da Igreja Cristã – Editora Vida Nova, pág. 324
[4] George, ibid – pág. 70
[5] John Stott – A Cruz de Cristo, pág. 179 
[6] Padres Apologistas – Carta a Diogneto  Patrística, Edições Paulinas, pág. 27
[7] John F. Mac Artur Junior – Justificação Pela Fé Somente – Ed. Cultura Cristã, pág. 12 


Fonte: Comunidade Cristã de Maringá.