quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O sonho do Pastor Marco Feliciano

¹"O Pastor e Deputado Federal Marco Feliciano, afirmou durante a Expocristã que sonha ser Presidente da República. Feliciano, que obteve mais de 211 mil votos nas eleições para deputado, é líder do Ministério Tempo de Avivamento e conhecido por suas extravagâncias.

Durante sua campanha para deputado, o Pastor conquistou votos dos evangélicos pentecostais propondo a defesa dos valores cristãos para a sociedade. Após a eleição, chegou a afirmar que não teme ser corrompido pela política. 'A corrupção está aliada ao caráter. Uns são corrompíveis, outros não. Medo? Não, posso ter medo daquilo que nunca aceitei, não aceito hoje e não aceitarei amanhã. Vigilância sempre!', afirmou Feliciano.

O Pastor e Deputado, que também é cantor, se apresentou na Expocristã no Grande Auditório e discursou para os presentes, quando revelou seu maior sonho na política: 'quero ser presidente do Brasil. A gente sonha em chegar lá e vamos trabalhar pra isso. Para fazer desse país uma nação mais justa e não envergonhar o nome de Jesus Cristo'."

 
¹Fonte do texto: site Gnotícias (os grifos no texto são meus).
²Fonte da imagem: Portal Padom

terça-feira, 27 de setembro de 2011

PRA VOCÊ QUE ACHA QUE ANDAR DE CALÇAS CAÍDAS É LINDO....VEJA A EXPLICAÇÃO!!!



               ¹Esta tendência nasceu nas prisões dos Estados Unidos, em que os reclusos que estavam receptivos a manter relações sexuais com outros presos precisaram inventar um sinal que passasse despercebido aos guardas prisionais para não sofrerem consequências... Por isso, quem usasse calças caídas abaixo da cintura, de modo a mostrar parcialmente as nádegas, demonstrava que estava disponível...

               Quanto às tendências da moda, vejamos o que diz o Pr. José Wellington Bezerra da Costa, Pastor Presidente da CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil), em um Artigo sobre Doutrina e Costume:

              ²"Constantemente verificamos que as pessoas fazem certa confusão a respeito do significado destas duas palavras (doutrina e costume). Embora elas se pareçam na prática, mas em sua significação elas são distintas. Doutrina é o ensinamento bíblico de forma sistemática. Costume, no nosso caso eclesiástico, trata-se do comportamento do crente, da sua postura diante do mundo.

                  A doutrina, por ser bíblica, não pode sofrer adaptações, conforme as circunstâncias da época. Na Palavra de Deus não se pode mexer. Nos costumes sim. Eles são facilmente manipulados, porque o “deus deste século” (2 Co 4.4) é quem dita as tendências da moda aos estilistas ou decide o que deve ser veiculado nos meios de comunicação, conforme as suas conveniências malignas. Eis as razões porque a Igreja não pode aceitar os costumes deste mundo. Nós não somos cidadãos deste mundo e o nosso governo é o Senhor Jesus Cristo. Os padrões do mundo são contrários aos princípios bíblicos, 1 Jo 5.19.

               A Igreja como “sal da Terra”, deve influenciar nos padrões e costumes do mundo. Mas ocorre exatamente o contrário.

               Igreja, literalmente, significa “chamado para fora”. Isto quer dizer que fomos chamados para deixar o mundo e pertencer a Deus. Ora, se fomos chamados para fazer a diferença, não podemos aceitar os mesmos costumes e práticas do mundo, de onde saímos.

               A Assembléia de Deus no Brasil, desde os seus primórdios, é uma igreja observadora dos bons costumes pautados na doutrina essencialmente bíblica. É verdade que têm ocorrido alguns extremismos, que geralmente conduzem à intolerância.

               Se os nossos pastores permitirem que certos costumes do mundo sejam “liberados”, para cada crente fazer o que bem entender, sem a devida orientação bíblica, fatalmente ocorrerá uma mornidão espiritual, tal qual se detectou na igreja de Laodicéia. Não mais se poderá corrigir os excessos que certamente ocorrerão."

           
Fontes:

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Abbas pede na ONU Estado Palestino com capital em Jerusalém

               Presidente da Autoridade Palestina foi aplaudido de pé na ONU e disse que chegou o tempo para que os palestinos possam viver como qualquer outro povo do mundo


               São Paulo – Os chefes de estado aplaudiram de pé o discurso do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Abbas pediu o reconhecimento e a independência do Estado da Palestina, bem como sua admissão na ONU. "Nossa meta é um estado independente da Palestina, com a parte leste de Jerusalém como sua capital”, reivindicou.

               "Quero afirmar que, antes deste discurso, eu, como líder palestino, entreguei ao senhor Ban Ki Moon (secretário-geral da ONU), o pedido de entrada do Estado Palestino como membro das Nações Unidas. Seu apoio para o estabelecimento do Estado Palestino e sua admissão na ONU é a maior contribuição para a paz no Oriente Médio”, afirmou o líder.

               Durante seu discurso, Abbas enfatizou que o povo palestino tem sido vítima de décadas de injustiça por parte de Israel. Ele criticou os acordos de ocupação da região da Palestina, da Faixa de Gaza, e da divisão de Jerusalém.

               Apesar das críticas ao comportamento de Israel nas negociações de paz no Oriente Médio, o presidente da Autoridade Palestina deixou claro que está disposto a buscar entendimento entre os dois povos. "Em nome dos palestinos, estendemos nossas mãos ao governo de Israel e seu povo para fazer a paz. Vamos fazer um futuro para nossas crianças onde possamos ter paz”, disse, sendo muito aplaudido.

               Ontem, em conversa com Abbas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama disse que poderia usar o poder de veto que o país tem no Conselho de Segurança da ONU para negar o pedido palestino. Os EUA defendem que a admissão dos palestinos passa obrigatoriamente por uma negociação com Israel.

               Abbas concluiu seu discurso fazendo um apelo aos chefes de estado. “Seu apoio para o estabelecimento do Estado Palestino e sua admissão na ONU é a maior contribuição para a paz no Oriente Médio. Vim aqui hoje carregando a mensagem de um povo corajoso. A Palestina está renascendo. Que todos os povos do mundo estejam com os palestinos. Espero que não esperemos por muito tempo para que estas coisas se concretizem.”


Fonte: Exame (Clique aqui para ver o link).

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os Últimos Momentos da Humanidade - Parte 4

O ANTICRISTO


          Governante durante a tribulação, que controla o mundo inteiro

          "Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando na minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar grande. E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantando da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres" (Dn 7.2-7; 24-27; 8.4; 11.36).

                   "E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses. E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos. E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida de espada e vivia. E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. (...) E a besta, que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição. E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam  o reino, mas receberão o poder como reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo intento e entregarão o seu poder e autoridade à besta. Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis. E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas. E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta, e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo. Porque Deus tem posto em seu coração que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus" (Ap 13.1-18; 17.11-17). 

               Uma pessoa incrivelmente maligna, um "homem do pecado" e da iniquidade

               "E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador" (Dn 9.27).

               "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição" (2 Ts 2.3).

               "E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada" (Ap 13.12).

               Descrito como uma besta

               "E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses. E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos. E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida de espada e vivia. E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. (...) E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres... A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá... E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão a prostituta , e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo. (...) E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que adiante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. (...) E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre" (Ap 13.1-18; 17.3, 8, 16; 19.19, 20; 20.10).

               Estabelecerá uma imagem de si mesmo no templo e exigirá adoração

               "Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas... E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo. (...) E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora... E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito" (Dn 7.8, 25; 11.31, 36).

               "Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda..." (Mt 24.15).

               "Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predito por Daniel o profeta, estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (Mc 13.14).

               "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição. O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus" (2 Ts 2.3, 4).

               "E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?... E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo... E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada... E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizesse uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. (...) E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão... E foi o primeiro, e derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem" (Ap 13.4, 8, 12, 14, 15; 14.9; 16.2).

               Operará milagres mediante o poder de Satanás

               "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mt 24.24).

               "A esse cuja vinda e segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem" (2 Ts 2.9, 10).

               "E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta... E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida de espada e vivia. (...) Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderosos. (...) A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá" (Ap 13.3, 12-14; 16.14; 17.8).

               Terá capacidade de enganar as nações

               "A esse cuja vinda e segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem" (2 Ts 2.9, 10).

               "Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora" (1 Jo 2.18).

               "E lançou-no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo" (Ap 20.3).

               Será ajudado pelo falso profeta (a besta que emergiu da terra)

               "E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida de espada e vivia. E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. (...) E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. (...) E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, a adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. (...) E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre" (Ap 13.11-17; 16.13; 19.20; 20.10).

               Matará as duas testemunhas que proclamam o evangelho

               "E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá, e as matará. E jazerá o seu corpo morto na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado. E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seu corpo morto por três dias e meio, e não permitirão que o seu corpo morto seja posto em sepulcros. E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra" (Ap 11.7-10).

               Procurará matar todos aqueles que não possuírem a marca da besta

               "E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. (...) E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. (...) Aqui está a paciência dos santos; aqui estão estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem" (Ap 6.9; 13.15-17; 14.12, 13).

               Acabará destruindo o sistema religioso com o qual se aliara

               "E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta, e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo. Porque Deus tem posto em seu coração que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus" (Ap 17.16, 17).

               Será derrotado por Cristo quando Ele voltar à terra para estabelecer o seu reino

               "E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda" (2 Ts 2.8).

               "E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom. (...) E da sua boca saía uma aguda espada para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso. E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde e ajuntai-vos à ceia do grande Deus, para que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam, e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes. E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo e ao seu exército. E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre. E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes" (Ap 16.16; 19.15-21). 

Continua na Parte 5

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 2002, pp. 2016 e 2017.

domingo, 18 de setembro de 2011

PRESSÃO DE ISRAEL SOBRE A ONU

Israel pressiona ONU para que Palestina receba status inferior ao de um estado

 

Diplomatas israelenses articulam ação junto a representantes europeus e dos EUA para boicotar pedido palestino junto às Organização das Nações Unidas

 
Benjamin Netanyahu 
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negocia com americanos e europeus para que os palestinos obtenham nas Nações Unidas um status inferior ao de estado, informa nesta sexta-feira o diário israelense Ha'aretz.

Segundo o periódico, Netanyahu está fazendo o possível para derrubar a iniciativa impulsionada por Espanha e França, que pretendem que os países da União Europeia votem a favor de uma resolução da Assembleia Geral para conferir à Palestina a consideração de estado, mas não a de membro pleno. O status de membro tem de ser aprovado pelo Conselho de Segurança, onde seria vetado pelos Estados Unidos. "Se o status for inferior ao de estado, estou disposto a falar disso", teria dito Netanyahu.

O Ha'aretz conta que a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, apresentou em sua recente visita a Jerusalém uma nova proposta: que a Palestina obtenha na ONU um status maior que o da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), de mero observador, mas inferior ao de estado, um status inexistente e que seria preciso criar especialmente para a ocasião.

Obter o reconhecimento como estado é importante para os palestinos porque abriria as portas ao comparecimento a organismos internacionais, como o Tribunal Penal Internacional de Haia, onde poderiam denunciar as consequências da ocupação de seus territórios e as violações de direitos humanos cometidas contra sua população. Os palestinos também poderiam assinar tratados multilaterais e, segundo eles, melhorariam sua posição para negociador com Israel.

O vice-diretor geral do Ministério das Relações Exteriores israelense, Ran Koriel, e o vice-diretor geral para a Europa, Naor Gilman, convocaram os embaixadores em Tel Aviv de Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Itália em uma tentativa de convencê-los a deixarem de apoiar o status de estado para a Palestina.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pronunciará um discurso no próximo dia 23 na sede da Assembleia Geral em Nova York para defender sua solicitação.

(com Agência EFE)


Fonte: Veja (site consultado no dia 18/09/2011, às 11:00 h). Obs.: o texto da matéria e a imagem foram integralmente copiados do site da Revista Veja. Clique aqui para ver o link.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Por que tarda o pleno AVIVAMENTO?

               Se você ainda não leu o livro Por que tarda o pleno Avivamento? (Why Revival Tarries), de Leonard Ravenhill, eu te aconselho a ler. Embora o livro tenha sido publicado no Brasil pela Editora Betânia em 1989, o texto original, em inglês, foi escrito em 1959. O surpreendente é que, mesmo depois de 52 anos, a mensagem do livro permanece atualíssima. A. W. Tozer, ao prefaciar o livro em pauta disse: "Nem todos os livros -  nem mesmo os bons livros -  podem ser considerados uma  mensagem do alto. Mas acredito que este o seja. E o é porque seu autor é uma voz do alto, e o espírito dele fala por suas páginas. " Já o site Insights Cristãos comenta o seguinte sobre o livro de Ravenhill: "(...) apesar de ter 50 anos, a mensagem desse livro é surpreendentemente atual. Como o título sugere, o livro trata sobre o que impede e o que promove o avivamento. Ravenhill, entretanto, o faz de uma maneira muito peculiar. Seu estilo é profético e direto. Não tem receio em confrontar a Igreja e sua liderança, chamando-os a assumirem a responsabilidade pelas trevas que dominam o mundo diante da ausência da luz do Evangelho. É um livro muito inspirador, que nos desafia a deixar a mediocridade no que se refere a Deus e ao seu Reino."

               Resolvi compilar alguns trechos do livro "Por que tarda o pleno Avivamento?", e transcrevê-los nesta postagem. Porém, não deixe de adquirir o livro, pois você saberá o que muitas vezes impede o avivamento, não apenas em nossas igrejas, mas, também, em nossa própria vida.

               "Muitos perguntam: 'Por que tarda o pleno avivamento?' Ravenhill responde com palavras incisivas e inconfundíveis. Escrito em 1959, este livro tardou a sair em português, mas minha oração é para que esteja sendo lançado no momento certo para despertar uma igreja confusa, mundana e enfraquecida para um grande derramamento do Espírito Santo de Deus. Só assim ela cumprirá o seu papel profético de Família de Deus, Corpo, Noiva e Habitação de Cristo" (FOSTER, George R. Prefácio da Edição Brasileira, 1989, p. 7).

               "Por mais erudito que um homem seja, por mais perfeita que seja sua capacidade de expressão, mais ampla sua visão das coisas, mais grandiosa sua eloqüência, mais simpática sua aparência,  nada disso toma o lugar do fervor espiritual. É pelo fogo que a oração sobre aos céus. O fogo empresta asas à oração, dando-lhe acesso a Deus; comunica-lhe energias e torna-a aceitável diante do Senhor. Sem fogo não há incenso; sem fervor não há oração" (E. M. Bounds).

               "Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja persistente em oração.  Só assim receberá a misericórdia de Deus" (John Wesley).

Leonard Ravenhill
                "Ninguém precisa ser espiritual para pregar, isto é, a preparação e a pregação de um sermão perfeito segundo as regras da homilética e com exatidão exegética, não requer espiritualidade. Qualquer um que possua boa memória, vasto conhecimento, forte personalidade, vontade, autoconfiança e uma boa biblioteca pode pregar em qualquer púlpito hoje em dia. E uma pregação dessas pode sensibilizar as pessoas; mas a oração move o coração de Deus. A pregação toca o que é temporal; a oração, o que é eterno. O púlpito pode ser uma vitrine onde expomos nossos talentos; o aposento da oração, pelo contrário, desestimula toda a vaidade pessoal.

               A grande tragédia de nossos dias é que existem muitos pregadores sem vida, no púlpito, entregando sermões sem vida, a ouvintes sem vida. Que lástima! Tenho constatado um fato muito estranho que ocorre até mesmo em igrejas fundamentalistas: a pregação sem unção. E o que é unção? Não sei. Mas sei muito bem o que é não ter unção (ou pelo menos sei quando não estou ungido). Uma pregação sem unção mata a alma do ouvinte, em vez de vivificá-la.

               Que febre de construção de templos estamos presenciando hoje. No entanto, sem pregadores ungidos, o altar dessas igrejas não verá pecadores rendidos a Cristo. Suponhamos que todos os dias diversos pescadores saiam para o alto-mar com seus barcos, levando o mais moderno equipamento que existe para o exercício desse ofício, mas retornem sempre sem apanhar um só peixe. Que desculpa poderiam dar para tal fracasso? No entanto, é isso que acontece nas igrejas. Milhares delas estão abrindo as portas dominicalmente, mas não vêem conversão. Depois tentam encobrir sua esterilidade interpretando textos bíblicos ao seu bel-prazer. Mas a Bíblia diz: 'assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia...

               E o mais triste de tudo isso é que o fogo que devia haver nesses altares encontra-se apagado ou arde em combustão muito lenta. A reunião de oração está morrendo ou já morreu. Com a atitude que temos em relação à oração, estamos dizendo ao Senhor que o que Ele começou no Espírito, nós terminaremos na carne. Qual é a igreja que pergunta a um candidato ao ministério quanto tempo ele passa diariamente em oração? A verdade é que o pregador que não passa pelo menos duas horas por dia em oração, não vale um vintém, por mais títulos que possua."

               "Nossas orações precisam ser apoiadas numa energia que nunca esmorece, numa persistência que não aceita não como resposta, e numa coragem que nunca se rende" (E. M. Bounds).

               "Ah, se pudéssemos sentir-nos mais preocupados com o estado de inanição em que se encontra hoje a causa de Cristo na terra, com os avanços do inimigo em Sião e com a devastação que o diabo tem efetuado nele. Mas infelizmente um espírito de indiferença vem imobilizando muitos de nós" (A. W. Pink).

               "Todo declínio espiritual começa com a negligência da oração. Nenhum coração pode desenvolver-se bem sem muita comunhão íntima com Deus; não existe nada que possa compensar a falta dela" (Berridge).

               "A estatura espiritual de um crente é determinada pelas suas orações. O pastor ou crente que não ora está-se desviando. O púlpito pode ser uma vitrine onde o pregador exibe seus talentos. Mas no aposento da oração não temos como dar um jeito de aparecer.

               Embora a igreja seja pobre sob muitos aspectos, é mais pobre ainda na questão da oração. Contamos com muitas pessoas que sabem organizar, mas poucas dispostas a organizar; muitas que contribuem, mas poucas que oram; muitos pastores, mas pouco fervor; muitos temores, mas poucas lágrimas; muitas que interferem, mas poucas que intercedem; muitas que escrevem, poucas que combatem. Se fracassarmos na oração, fracassaremos em todas as frentes de batalha.

               Os dois requisitos para se ter uma vida cristã vitoriosa são visão e fervor. Ambos nascem da oração e dela se nutrem. O ministério da pregação é de poucos; o da oração - a mais importante de todas as atividades humanas - está aberta a todos. Porém, as 'criancinhas' espirituais comentam sem o menor constrangimento: 'Hoje não vou à igreja. É dia de reunião de oração'."

               "A pior maldição que um povo pode sofrer é ter uma religião movida à base de mera emoção e sensacionalismo. A ausência de realidade espiritual já é trágica; mas o aumento da falsa espiritualidade é pecado mortal" (S. Chadwick).

               "Seria muito bom se nos libertássemos da idéia de que a fé é uma questão de heroísmo espiritual, que apenas alguns cristãos seletos conseguem ter. Existem os heróis da fé, é verdade; mas a fé não é apenas para heróis. É uma questão de maturidade espiritual; é para adultos em Cristo" (P. T. Forsyth).

               (...)

               Sobre o autor do livro: Leonard Ravenhill (1907-1994) foi um evangelista cristão e autor que centrou suas mensagens sobre os assuntos da oração e do reavivamento. Ele é mais conhecido por desafiar a igreja moderna e por seu livro mais notável, “Por Que Tarda o Avivamento?”. Nascido em Leeds, em Yorkshire, Inglaterra, foi educado em Ravenhill Cliff College na Inglaterra sob o ministério de Samuel Chadwick. Ele era um ávido estudante de história da Igreja e um especialista na área de avivamento. Suas reuniões durante os anos da II guerra mundial, atraiu grandes multidões na Grã-Bretanha, e como resultado, muitos consagraram suas vidas ao Senhor e a vida no ministério cristão e se lançaram nos campos missionários do mundo.

               Em 1939, casou com uma enfermeira irlandesa, Martha. Os Ravenhills tiveram três filhos: Paulo, David, e Philip. Paul e David se tornaram ministros do Evangelho, e Philip professor. Em 1959, Ravenhill e sua família mudaram-se  da Grã-Bretanha para os Estados Unidos. Na década de 1960 viajavam pelo interior dos Estados Unidos fazendo reuniões evangelísticas em tendas, reuniões de avivamento. Na década de 1980, Ravenhill mudou-se para uma casa perto Lindale, Texas, a uma curta distância do “ministério dos últimos dias”, do cantor cristão Keith Green. Ele ensinou regularmente aulas nesse ministério e foi um mentor para o falecido Keith Green. Também passou algum tempo ensinando no Bethany College of Missions em Minnesota, e algum tempo em Seguin, Texas. Entre outros, foram influenciados por Ravenhill, Ravi Zacharias, Tommy Tenney, Steve Hill, Charles Stanley, Bill Gothard, Paul Washer, Dan Brodeur, Sean Cabral Myers, Brett Mullett, David Wilkerson.

Pastor A. W. Tozer
                Ele era um escritor prolífico e amigo próximo do pastor e escritor A.W. Tozer. Através de seu ensino e de seus livros, Ravenhill abordou as disparidades que ele percebia entre a Igreja do Novo Testamento e a Igreja moderna e apelou para a adesão aos princípios do reavivamento bíblico. Tozer disse de Ravenhill: “Para homens como este, a igreja tem uma dívida muito pesada para pagar. O curioso é que ela raramente tenta pagá-la enquanto ele vive. Pelo contrário, a próxima geração constrói seu sepulcro e escreve a sua biografia – como se instintivamente cumprisse a obrigação que a geração anterior, em grande medida, tinha ignorado”.

              
               Quando ele faleceu em Novembro de 1994, Ravenhill foi enterrado no mesmo espaço do cantor Keith Green, seu aluno na fé.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

5 - O LIVRO DE DEUTERONÔMIO

               Vamos prosseguir com o nosso estudo sobre os livros da Bíblia Sagrada. Seguindo a seqüência de como os livros foram organizados, agora é a vez de Deuteronômio, o último livro do chamado Pentateuco. Utilizaremos informações de obras importantes para o estudante da Bíblia, tais como Comentário Bíblico Beacon e a Bíblia de Estudo das Profecias. Pegue a tua Bíblia para conferir os versículos e as referências. A minha oração, mais uma vez, é para que o Espírito Santo abra ainda mais o teu entendimento para os mistérios contidos na Palavra de Deus. Tenha um bom estudo!

               ¹"A. TEMPO E LUGAR, 1.1-5

               Estas são as palavras, ou 'discursos' (NTLH), que Moisés falou a todo o Israel (1). Deuteronômio era essencialmente um livro para o laicato, da mesma forma que Levítico era um manual para os sacerdotes e levitas. É improvável que todas as pessoas pudessem ouvir Moisés de uma vez só, mas os representantes  da nação estavam presentes.

               Além do Jordão é, literalmente, eber, 'a travessia' ou 'vale' do Jordão. É termo usado para se referir ao lado leste (4.41, 49) e ao lado oeste (3.20, 25; 11.30). Ainda que não haja expressão qualificativa para indicar de que lado se quer dizer, é surpreendente que possa ser entendido como alusão ao lado oposto do qual o autor escreveu. Neste caso, o palavreado mostraria que os versículos iniciais foram escritos na terra de Canaã como explicação editorial do lugar onde os discursos foram feitos. Adam Clarke sugere que as palavras poderiam ter sido adicionadas por Josué ou Esdras. Mas certos estudiosos consideram que a expressão hebraica eber Yorden é descrição técnica do lado leste do rio Jordão.


               Em hebraico, a palavra traduzida por deserto representa qualquer área de terra desabitada, não necessariamente um deserto. A planície é 'Arabá' (ARA), o vale profundo que vai de norte a sul do mar Morto. Há muito que a identificação dos outros lugares - Parã, Tofel, Labã, Hazerote e Di-Zaabe - é tema de discussão entre os estudiosos. Alguns os consideram indicações da rota desde Horebe (2, outro nome do monte Sinai) até à fronteira da terra de Canaã. Sendo assim, a menção desses locais é histórica e dramática, bem como geográfica. A depressão de Arabá, onde os discursos foram feitos, se estendia até o golfo de Áqaba (mar Vermelho...), e ao longo do seu lado oeste acha-se a rota para Sinai, onde a lei foi proclamada. Outros críticos esposam que a menção é a um lugar chamado Sufe (1) e não ao mar Vermelho (yam suph). Completam dizendo que os outros nomes são de lugares que não podem mais ser identificados no vale do Jordão, defronte de Bete-Peor, na terra de Moabe (cf. 4.46).

               O escritor acrescenta um comentário significativo: Onze jornadas há desde Horebe, caminho da montanha de Seir (a rota leste que margeia as fronteiras de Edom) até Cades-Barnéia (2). Só 11 dias de viagem, mas que levou quase 40 anos! Quantos se condenam a anos de peregrinação no deserto, vivendo uma vida abaixo do melhor, quando poderiam estar desfrutando a plenitude da bênção da santificação total de Deus (cf. Hb 4.1-11)!

               Como Jacó (Gn 49), Josué (Js 24), Samuel (1 Sm 12), Davi (1 Rs 2) o nosso Senhor (Jo 14-16), Moisés fez um discurso exortativo ao final da vida. Sua liderança terminou com uma marca de vitória obtida nas batalhas contra Seom (4; cf. 2.24-37) e Ogue (cf. 3.1-22).  

               Depois da indicação cuidadosa do tempo e lugar, o registro nos informa que Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o SENHOR lhe mandara acerca deles (3). A base do discurso final foi a revelação que Deus já lhe tinha dado, embora algumas leis sejam mencionadas aqui pela primeira vez e outras, já anteriormente entregues, tenham sido modificadas. Tratava-se essencialmente de sua exposição final da lei, pois este é o significado do verbo declarar (5).

               No hebraico, o termo 'lei' é torah. 'A palavra torah se refere à orientação moral ou a um único ensino específico, como em Provérbios 1.8: 'Não deixes a doutrina [torah] de tua mãe'. É aplicada a um conjunto de preceitos ou ensinos religiosos - como a porção central do livro (Dt xii - xxvi). Denota a totalidade da doutrina e vida religiosa de Israel - a Torah de Moisés.'  A lei (Torah) veio a ser o nome hebraico para aludir ao Pentateuco (Ed 7.6) e, às vezes, a todo o Antigo Testamento (Rm 3.19).


               B. DE HOREBE A CADES-BARNÉIA, 1.6-46


               O primeiro discurso é primariamente uma revisão histórica dos procedimentos do Senhor com Israel. As investigações estabelecem que a estrutura de Deuteronômio corresponde estreitamente aos tratados redigidos pelas nações daqueles dias entre um estado suserano e seu vassalo. Estes começavam com uma narração histórica, e depois havia uma lista de cláusulas que delimitavam os termos do concerto. Concluíam com um pronunciamento  de bênção, na observância fiel das cláusulas, e anátemas, no caso de infidelidade (ver 'Introdução', subdivisão 'Autor e Data'). A forma de Deuteronômio é um testemunho de sua unidade e antigüidade.

               1. A Conclamação para Possuir a Terra (1.6-8)

               Revelação requer ação. Não era para Israel ficar acampado indefinidamente em Horebe. O Senhor chamou a nação para possuir a terra de Canaã, sobre a qual faz descrição minuciosa (7). A planície é a região norte da Arabá, o vale do Jordão, terminando no mar Morto. A montanha é a cadeia de montanhas central. O vale é o Sefelá, os contrafortes entre a cadeia de montanhas central e planície marítima. A ribeira do mar é a planície que se estende para dentro da costa do Mediterrâneo a uma distância de 6 a 24 quilômetros. O Sul é o Neguebe, região de estepe seca ao sul de Judá. A cadeia de montanhas do Líbano, ao norte, e o rio Eufrates, a leste, são fronteiras naturais ideais. 

               Duas nações importantes são identificadas com a terra. Os amorreus constituíam nação poderosa que entraram na Palestina pelo norte e se instalaram na região montanhosa. Os cananeus, que ocupavam a planície, eram provavelmente de origem fenícia.

               O versículo 8 introduz um tema que ocorre periodicamente ao longo do livro . Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o SENHOR jurou a vossos pais, Abraão... que a daria a eles e à sua semente depois deles. A terra é um presente divino a ser possuído pela fé na promessa divina; esta é condição válida para todas as gerações de crentes.

               2. A Nomeação de Príncipes Assistentes (1.9-18)



               O crescimento traz seus problemas. Quem dera que todos os nossos problemas fossem deste tipo! Deus prometera a Abraão que tornaria sua semente tão numerosa como as estrelas dos céus (10), promessa que tem seu cumprimento aqui (cf. Gn 15.5). No versículo 12, Moisés menciona as dificuldades de governar um número tão grande de pessoas. As moléstias ('peso', ARA) e cargas se referem às responsabilidades gerais de liderança, e as diferenças ('contenda', ARA), às disputas entre grupos e indivíduos. Logo Moisés percebeu que precisava de assistentes. A sugestão foi feita primeiramente por Jetro, seu sogro (cf. Êx 18.13-27), mas é possível que certa solução semelhante já lhe tivesse ocorrido. adotou-a e a propôs às tribos. Primeiro, estipulou as qualificações para a liderança - homens sábios, inteligentes e experimentados (13; cf. NTLH). Depois, Moisés deu aos israelitas a oportunidade de apresentar candidatos que lhes fossem aceitáveis, e ele os nomeou para o ofício. O Novo Testamento descreve arranjo semelhante na escolha dos primeiros diáconos (At 6.1-6).


               Estes homens são chamados cabeças (15, rashim), capitães (sarim; 'chefes', ARA) e governadores (shoterim; 'oficiais', ARA). Os governadores eram aqueles que faziam  cumprir as ordens de um superior ou eram magistrados. A palavra juízes (16) diz respeito aos cabeças (13) em sua função judicial. A imparcialidade e a compaixão que são características de Deuteronômio, seriam mostradas quando julgassem justamente. Não atentareis para pessoa alguma em juízo, ou seja, os juízes tinham de ser imparciais ao lidar com o pequeno e com o grande (17), com o irmão israelita e com o estrangeiro (16). Os líderes não deviam temer os homens, porque eles eram os representantes  de Deus (17). Moisés deu orientações gerais (18) e era a autoridade última (17).

               Há orientações para a 'A Liderança da Igreja': 1) A responsabilidade da liderança, 12; 2) O compartilhamento e qualificação para a liderança, 13, 15; 3) A execução da liderança, 16, 17.

               3. A Exploração da Terra (1.19-25)

               Recordações pungentes estão resumidas no versículo 19. O atual conflito entre Israel e as nações árabes exibiu ao mundo o calor e a desolação cruéis daquele grande e tremendo deserto - a península do Sinai. Mas nos dias acerca dos quais Moisés fala, a nação estava em marcha a uma terra que mana leite e mel. É impossível identificar com certeza Cades-Barnéia, mas sabemos que se situava próximo da fronteira sul de Canaã.

               Moisés falou com realismo e fé - ótima combinação. Levou em conta a montanha e os amorreus (20), mas viu a terra como presente e possessão.  Exortou o povo israelita: Sobe e possui-a... não temas e não te assustes (21). O verbo possuir (yarash) significa 'entrar na posse de uma terra ou propriedade expulsando ou tomando o lugar de seus ocupantes anteriores, quer pela conquista ou pelo processo de herança. Este verbo ocorre não menos que 52 vezes em Deuteronômio.'


               O versículo 22 fornece mais esclarecimento sobre a exploração que os espiões fizeram na terra. Em Números 13.1, 2, Deus manda Moisés enviar homens  para espiar a terra. Os rabinos  judeus enfatizam que o termo hebraico é leka, que quer dizer 'envia para ti mesmo', frase que interpretam como: "Se tu queres enviar os espiões, envia'. Em outras palavras, Deus permite sem aprovar. Esta pode ser indicação de que a iniciativa partiu do povo, como está expressamente declarado aqui. Moisés aprovou (23), confiante de que a inspeção não mostraria nada de errado com a terra. Repare no cuidado em verificar que cada tribo fosse representada na investigação (23). Foram os espiões que deram este nome ao vale de Escol ('cacho', 24). Ficava perto de Hebrom. Quando voltaram, os espiões fizeram um excelente relatório inicial. Mostraram o fruto da terra e atestaram sua boa qualidade (25). Mas desastrosamente fracassaram ao resvalar na linguagem da incredulidade.

               4. A Recusa em Entrar (1.26-33)

               A recusa dos israelitas em possuir a terra é declarada de modo enfático e condenada nos termos mais categóricos. Primeiramente, não quiseram subir (26). Em segundo lugar, murmuraram nas tendas (27). Ficaram em casa e se recusaram a tomar parte na marcha à frente. E, finalmente, acusaram Deus de ter raiva deles. E tudo aconteceu porque as pessoas que fizeram o relatório aumentaram as dificuldades e ignoraram as possibilidades (28). Quanto aos gigantes (28), ver comentários em 2.21. Era verdade que as cidades eram grandes e fortificadas, mas Deus podia derrubar as muralhas - como de fato fez mais tarde em Jericó (Js 6.20). Os cananeus eram mais fortes e maiores que Israel; mas, como Moisés corretamente lembrou os israelitas, o SENHOR já os livrara dos egípcios, nação muito mais poderosa que qualquer uma de Canaã, e Ele ia adiante (30) deles para lutar por eles.

               Em resposta à acusação absurda de que o Senhor os odiava, Moisés fala ternamente do cuidado paternal do Senhor no deserto (31). Ele imagina Deus indo à frente dels como um pastor a fim de achar o lugar para eles armarem as tendas, revelando sua presença de noite e de dia (33).

               5. O Julgamento do Senhor (1.34-40)

               O Senhor ficou descontente por terem os israelitas se recusado a entrar na Terra Prometida, do mesmo modo que ficou quando fizeram o bezerro de ouro (cf. Nm 14.11, 12). A recusa deliberada em receber as bênçãos de Deus pode ser tão desastrosas quanto a transgressão positiva.

               A sentença irrevogável foi pronunciada: Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais (35). Podemos arriscar nossa utilidade e felicidade futura em um momento de incredulidade e rebelião. As pessoas se deserdaram e atrasaram o propósito de Deus em abençoar uma geração inteira. Mas houve exceções. Calebe e Josué, sob risco de vida, não cederam diante do movimento de rebelião (Nm 14.10). Por esta causa, Deus os excluiu da sentença dos rebeldes e lhes prometeu um lugar na terra. Calebe é mencionado em primeiro lugar. que menção mais honrosa podemos receber do que o Senhor nos dizer que insistimos em segui-lo (36)? 'Só homens que acreditam cegamente no que Deus diz, como Josué e Calebe, e sabem que contra seu poder não há quem possa, perseveram em seguir a Deus e recebem a altura, o comprimento, a largura e a profundidade da salvação de Deus.'

               Calebe obteve, para sua descendência, a porção da terra que ele inspecionara (36; cf. Js 14.9, 12). Josué (38) recebeu o privilégio de conduzir toda a segunda geração à Terra Prometida. O que fazemos e somos não afeta somente a nós mesmos; afeta os outros também.

               Há uma nota de tragédia pessoal neste discurso  de Moisés: Também o SENHOR se indignou contra mim por causa de vós (37). Por causa de vós: 'A palavra hebraica (galal) é derivada de um radical que significa rolar, e tem sentido primário de reviravolta nos acontecimentos, numa circunstância, numa ocasião ou razão'.


               A sentença que Deus determinou ao povo rebelde lembrou Moisés da sentença de exclusão que há muitos anos ele mesmo incorrera em Cades. Provocado pelas reclamações dos israelitas, ele se comportara de modo a desagradar ao Senhor. O texto bíblico descreve que o deslize de Moisés foi: 1) Incredulidade que resultou em falha em santificar ao Senhor (Nm 20.10-12); 2) ruptura de fé no Senhor e falta de respeito a sua santidade (Dt 32.511, NTLH); e 3) espírito amargo e palavras irrefletidas (Sl 106.33). Em sentido muito real, este sofrimento foi vicário; pois se Moisés não tivesse se identificado tão inteiramente com os queixosos, ele teria consentido com a destruição deles e se tornado o progenitor de outra nação (Êx 32.10; Nm 14.12). 'Indignaram-no também junto às águas da contenda, de sorte que sucedeu mal a Moisés, por causa deles; porque irritaram o seu espírito, de modo que falou imprudentemente com seus lábios' (Sl 106.32, 33).

               Vemos indicação da estatura moral de Moisés quando Deus o comissionou com a tarefa de encorajar seu jovem assistente, Josué, a fazer o trabalho que lhe fora proibido de fazer. O amor de Moisés pelo rebanho ferido era tão grande que de boa vontade empreendeu a missão de preparar o homem que levaria os israelitas à terra à qual ele foi proibido de entrar. Não pe de admirar que ele seja um tipo do Messias (cf. 18.18, 19; At 3.22, 23)!

               Vossos meninos, de que dissestes: Por presa serão... eles a possuirão (39). Deus sempre está interessado no bem-estar de nossos filhos mais do que nós. Fazer as coisas do jeito de Deus talvez signifique impor sobre nossos filhos certas restrições, mas sempre é o melhor para eles e para nós. Note a incumbência que Deus coloca sobre quem não é moralmente responsável. Em hebraico, o termo traduzido por meninos (tappim) significa aqueles que caminham a passos curtos. Estas 'crianças' (NTLH; NVI) não tinham a capacidade de chegar a uma decisão certa em tal questão. Mesmo os jovens de até 20 anos de idade teriam dificuldade em discernir as questões  morais envolvidas, quando todas as pessoas mais velhas - exceto Moisés, Arão, Josué e Calebe - eram unânimes em recusar entrar na terra.

               A solidariedade da nação é proeminente nesta passagem. Moisés estava discursando essencialmente para os filhos dos atores principais na peça dramática que ele estava ensaiando. Mas estas crianças foram tratadas como parte da nação que passava por estas experiências. As crianças maiores de 12 anos e até as mais novas teriam certas lembranças pessoais dos eventos.

               6. O Preço da Arrogância (1.41-46)

               É característico da natureza humana, sobretudo da natureza humana caída, não apreciar algo bom até que seja perdido. Esta é uma das principais dores angustiantes do inferno. Quando os israelitas ficaram sabendo que não deveriam fazer o que tinham recusado fazer, resolveram imediatamente fazer. Provavelmente se deram conta de que não havia alternativa à terrível experiência de 40 anos em 'todo aquele grande e tremendo deserto' (19). Qualquer coisa era melhor que isso.

               Há um elemento de desatenção moral na atitude das pessoas. 'É freqüente tentarmos compensar o fracasso moral de não fazer a coisa certa, no momento certo, procurando afoitamente fazer agora, no momento errado, o que deveríamos ter feito antes.'

               Teimar em fazer a coisa certa, no momento errado, é tanta rebelião quanto fazer a coisa errada, no momento certo (43). Apesar do aviso de que o Senhor não estava no meio de vós (42) eles insistiram em subir. O termo vos ensoberbecestes (43) é palavra muito forte no original hebraico. Significa 'agir com insolência, impetuosidade, perniciosidade'. Só poderia haver um resultado. Os amorreus os perseguiram como fazem as abelhas (44). O texto de Números 14.45 menciona os amalequitas  e os cananeus. Este é exemplo de como os termos 'amorreu' e 'cananeu' eram, às vezes, usados intercambiavelmente. Os amalequitas não pensaram duas vezes em aproveitar a oportunidade de vitória (cf. 25.17, 18). Horma ("destruição") se situava no extremo sul, provavelmente pouco ao norte de Cades-Barnéia. Os israelitas foram perseguidos até quase ao acampamento. Não é de admirar que chorassem! Mas, pelo que deduzimos, era mais remorso que arrependimento, pois o SENHOR não os ouviu (45). 

               O versículo 46 é exemplo de expressão idiomática semítica empregada por um escritor que ou não sabe ou não tem motivo para falar explicitamente: Assim, em Cades estivestes muitos dias, segundo os dias que ali estivestes.

               Na história de Israel em Cades-Barnéia, vemos que 'Obediência Significa Progresso'. A idéia fundamental está em 2.3. 1) A desobediência ocasionou atraso: 38 anos de frustração e futilidade. a obediência os teria levado à Terra Prometida em apenas 11 dias, 1.2, 26-28; 2) a desobediência sempre resulta em atividade impaciente e cansativa, sem progresso, 2.1ss.; 1.34, 35; 3) A obediência é resultado de um senso de direção certa no cumprimento, 2.3, 4 (G. B. Williamson)..."

               Observação: o complemento das informações acima pode ser visto no livro 1 da Enciclopédia BEACON, página 420 a 493.

               ²"Deuteronômio, o 'discurso do deserto' de Moisés, consiste de uma série de mensagens proferidas pelo líder israelita quando este já estava na casa dos 120 anos. Eles são endereçados à nova geração, a qual sobrevivera aos 40 anos de peregrinação no deserto e estava destinada a possuir a terra da promessa.

              Tal como o Livro de Levítico, Deuteronômio está repleto de detalhes sobre leis, mas a ênfase está mais ligada ao povo do que aos sacerdotes. Moisés lembra à nova geração a importância da obediência, a fim de que eles aprendam com o triste exemplo deixado por seus pais.

               O titulo hebraico de Deuteronômio é Haddebharim, que quer dizer 'as palavras' e que foi extraído de 1.1, onde se lê: 'Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel'. As palavras de despedida de Moisés são transmitidas à nova geração tanto na forma oral quanto escrita, garantindo assim que elas permanecessem por todas as gerações. Deuteronômio também tem sido chamado de 'o último um quinto da lei', visto que ele completa os cinco livros de Moisés. O povo judeu também o chama de Mishneh Hattorah, ou 'repetição da lei', o que foi traduzido pela Septuaginta como To Deuterononomion Touto, 'esta segunda lei'. Deuteronômio, porém, não é uma segunda lei, mas uma adaptação e uma expansão da lei original entregue no monte Sinai. O título em português vem do título grego, Deuteronomion, que quer dizer 'segunda lei'. Este livro também tem sido adequadamente chamado de O Livro da Lembrança."


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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

¹BEACON, Comentário Bíblico, Deuteronômio, CPAD, 3ª edição, 2009, p. 415 a 420.
²BÍBLIA, Estudo das Profecias, Editora Atos, 2ª edição, 2005, pp. 190 e 191.