segunda-feira, 29 de outubro de 2012

FURACÃO SANDY - Estados Unidos

   
Por Daniel Trotta e Tom Hals
 
NOVA YORK, 29 Out (Reuters) - O furacão Sandy, uma das maiores tempestades da história dos Estados Unidos, castiga nesta segunda-feira áreas densamente habitadas da Costa Leste, paralisando transportes, provocando a desocupação de áreas alagáveis e interrompendo a campanha para a eleição presidencial da semana que vem.
 
Ventos fortes e inundações estão previstos para um trecho de centenas de quilômetros da costa atlântica norte-americana, e há previsão de nevascas fortes mais para o interior, em altitudes mais elevadas, quando o centro da tempestade chegar à costa, o que deve acontecer na noite desta segunda-feira nos arredores de Atlantic City, em Nova Jersey.
 
As bolsas de valores do país fecharam pela primeira vez desde os atentados de 11 de setembro de 2001 e continuarão sem funcionar na terça-feira. Órgãos públicos fecharam em Washington e aulas foram canceladas em toda a Costa Leste.
 
Quase 700 mil moradias e empresas estavam sem luz ao meio-dia, e o apagão pode se ampliar até milhões de consumidores. Uma empresa de prevenção de desastres estimou que os prejuízos podem chegar a 20 bilhões de dólares, sendo metade do valor coberto por seguro.
 
"Essa será uma tempestade grande e poderosa e acredito que todos ao longo do litoral leste estão se preparando de forma apropriada", disse o presidente norte-americano, Barack Obama, na Casa Branca.
 
Governadores estaduais de Virgínia a Massachusetts alertaram para o grave perigo decorrente da tempestade para 60 milhões de moradores na sua rota. Dez Estados declararam situação de emergência.
 
Sem dúvida haverá algumas mortes causadas pela intensidade dessa tempestade, pelas inundações, pela ressaca, pelas ondas. Quanto mais responsavelmente os cidadãos agirem, menos pessoas irão morrer", disse a jornalistas o governador de Maryland, Martin O'Malley.
 
Meteorologistas dizem que o Sandy pode ser a maior tempestade já registrada no território continental dos Estados Unidos.
 
Na costa da Carolina do Norte, a Guarda Costeira resgatou 14 de 16 tripulantes de uma réplica do navio histórico HMS Bounty. O grupo foi salvo de helicóptero, após abandonar o barco em botes. Dois tripulantes continuam sendo procurados.
 
Em Nova York, um guindaste no topo de um prédio na rua 57, em Manhattan, desmoronou parcialmente e ficou pendurado sobre a rua. A polícia interditou a área para pedestres.
 
MAIS VELOZ
 
A oito dias da eleição presidencial, Obama cancelou um compromisso de campanha na Flórida, nesta segunda-feira, e voltou a Washington para monitorar a reação governamental à tempestade. O candidato republicano a presidente, Mitt Romney, cancelou eventos na noite de segunda-feira e na terça-feira.
 
Na tarde desta segunda-feira, o furacão avançava para noroeste, na direção da costa norte-americana, a 45 quilômetros por hora, com ventos regulares de até 150 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNF).
 
O Sandy se movia rapidamente em direção a Nova Jersey e Delaware. Às 19h (horário de Brasília), ele estava 45 quilômetros a leste-sudeste de Cape May e 65 quilômetros ao sul de Atlantic City, em Nova Jersey, segundo o mais recente boletim do CNF.
 
O furacão ganhou velocidade ao se mover para noroeste em direção à costa a 45 quilômetros por hora, com ventos máximos sustentados de 150 quilômetros por hora.
 
Segundo meteorologistas, essa é uma rara "supertempestade híbrida", criada por uma massa de ar polar que acabou por envolver uma tempestade tropical. Só isso já seria bastante ruim, mas há ainda uma terceira tempestade em ação, um sistema que desce do Canadá, e que vai acabar por barrar o furacão principal, mantendo-o parado.
 
Além disso, a tempestade deve chegar em terra num horário de maré alta, reforçada pela lua cheia.
 
Embora não tenha a força do Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005, o Sandy vem se fortalecendo. Ele matou 66 pessoas na semana passada no Caribe, e nos últimos dias seus efeitos já puderam ser sentidos nos Estados Unidos.
 
Na praia de Rehoboth, em Delaware, as ruas já estão inundadas, e a polícia vai de casa em casa ordenando que as pessoas saiam. Quem não aceita tem seu nome anotado e é autorizado a permanecer por sua conta e risco.
 
"ALGO COMO O KATRINA"
 
Em Fairfield, Connecticut, a população também está sendo orientada a sair. "As pessoas definitivamente não estão levando isso suficientemente a sério", disse a policial Tiffany Barrett, de 38 anos. "Nosso maior temor é algo como o Katrina, e não podermos chegar até as pessoas."
 
Além das chuvas, a tempestade pode causar a precipitação de até 1 metro de neve nos montes Apalaches, de Virgínia Ocidental até o Kentucky. Algumas pessoas dessas regiões foram dispensadas do trabalho e aproveitaram para votar.
 
As seções que recebem votos antecipados continuaram funcionando, e o movimento foi considerado excepcional pelos mesários em algumas seções.
 
APAGÕES DE TAMANHO RECORDE
 
Nova York e outras cidades importantes paralisaram seus sistemas de transportes e cancelaram aulas, além de ordenarem a retirada de moradores de áreas suscetíveis à inundação por uma ressaca que deve atingir até 3,4 metros.
 
Na manhã desta segunda-feira, a água já batia na amurada do Battery Park, em Manhattan, uma das áreas que a prefeitura determinou que sejam desocupadas.
 
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, recomendou que 375 mil moradores da cidade deixem suas casas. "As condições estão se deteriorando rapidamente, e o prazo para que vocês saiam com segurança está se encerrando."
 
A empresa elétrica Con Edison, que atende Nova York, previu "apagões de tamanho recorde", atingindo quase 35 mil usuários em Manhattan e Brooklyn. Queda de árvores e inundações são os maiores problemas para as redes elétricas.
 
Em toda a Costa Leste, moradores lotavam supermercados atrás de geradores, lanternas, pilhas, comida e outros suprimentos.
 
O dono da loja Best Buy Wines and Liquors, Johnny Lopez, no Brooklyn, planejava permanecer aberto na segunda e terça-feira. "Foi uma loucura ontem. Era que nem Ação de Graças. Deus nos ajude!"
 
O transporte parou na costa nordeste dos Estados Unidos por causa da aproximação do furacão, afetando viagens ferroviárias, navais e aéreas até na Europa e Ásia, enquanto o tráfego de cargas também foi prejudicado.
 
(Reportagem adicional de Greg Roumeliotis, Edith Honan, Janet McGurty e Martinne Geller, em Nova York; de Barbara Goldberg, em Nova Jersey; de Mary Ellen Clark e Lynnley Browning, em Connecticut; de Daniel Lovering, em Boston; de Ian Simpson, em Virginia Ocidental; de Susan Heavey, em Washington; e de Jane Sutton, em Miami).
 
 
Fonte: Site REUTERS BRASIL (site consultado no dia 29/10/2012, às 23:45 h - hora na suíça).

terça-feira, 23 de outubro de 2012

24 - O LIVRO DE JEREMIAS


  • Autor: Jeremias
  • Tema: O Juízo Divino e Inevitável de Judá
  • Data: Cerca de 585 - 580 a.C.

Considerações Preliminares


O ministério profético de Jeremias foi dirigido ao Reino do Sul, Judá, durante os últimos quarenta anos de sua história (626 - 586 a.C.). Ele viveu para ser testemunha das invasões babilônicas de Judá, que resultaram na destruição de Jerusalém e do templo. Como o chamado de Jeremias propunha-se que ele profetizasse à nação durante os últimos anos de seu declínio e queda, é compreensível que o livro do profeta esteja cheio de prenúncios sombrios.

Jeremias, filho de sacerdote, nasceu e cresceu na aldeia sacerdotal de Anatote (mais de 6 km ao nordeste de Jerusalém) durante o reinado do ímpio rei Manassés. Jeremias começou seu ministério profético durante o décimo-terceiro ano do reinado do bom rei Josias, e apoiou  seu movimento de reforma. Não demorou para perceber, no entanto, que as mudanças não estavam resultando numa verdadeira transformação de sentimentos do povo. Jeremias advertiu que, a não ser que houvesse verdadeiro arrependimento em escala nacional, a condenação e a destruição viriam de repente.

Em 612 a.C., a Assíria foi conquistada  por uma coalizão babilônica. Cerca de quatro anos depois da morte do rei Josias, o Egito foi derrotado por Babilônia na batalha de Carquemis (605 a.C.; ver Jeremias 46.2). Naquele mesmo ano o exército babilônico de Nabucodonosor invadiu a Palestina, capturou Jerusalém e deportou alguns dos jovens mais seletos de Jerusalém para Babilônia, entre eles Daniel e seus três amigos. Uma segunda campanha contra Jerusalém ocorreu em 597 a.C., ocasião em que foram levados dez mil cativos à Babilônia, entre os quais Ezequiel. Durante todo esse tempo, as advertências proféticas de Jeremias a respeito do juízo divino iminente passaram desapercebidas pela nação. A última invasão babilônica tomou Jerusalém, o templo e a totalidade do reino de Judá em 586 a.C.

Este livro profético revela que Jeremias, freqüentemente chamado de "o profeta das lágrimas", era um homem com uma mensagem severa, mas de coração sensível e quebrantado (e.g., Jeremias 8.21 a 9.1). Seu espírito sensível tornou mais intenso o seu sofrimento, à medida que a palavra de Deus ia sendo repudiada por seus familiares e amigos, pelos sacerdotes e reis, e pela totalidade do povo de Judá. Embora fosse solitário e rejeitado durante toda a sua vida, Jeremias não deixou de ser um dos mais ousados profetas. Apesar da grande oposição, cumpriu fielmente sua chamada profética para advertir seus concidadãos de que o juízo divino estava às portas. Resumindo a vida de Jeremias, certo escritor disse: "Nunca foi imposto sobre um homem mortal fardo mais esmagador. Em toda história da raça judaica, nunca houve semelhante exemplo de intensa sinceridade, sofrimento sem alívio, proclamação destemida da mensagem de Deus e intercessão incansável de um profeta em favor do seu povo como se observa no ministério de Jeremias. Mas a tragédia de sua vida foi esta: pregava a ouvidos surdos e só recebia ódio em troca do seu amor aos compatriotas" (Farley).

O autor do livro é indicado com clareza: Jeremias (Jr 1.1). Depois de profetizar durante vinte anos a Judá, Jeremias foi ordenado por Deus a deixar a sua mensagem por escrito. Assim o fez, ao ditar suas profecias a seu fiel secretário, Baruque (Jr 36.1-4). Visto que Jeremias estava proibido de comparecer diante do rei, enviou então Baruque para ler as profecias no templo. Depois disso, Jeudi as leu diante do rei Joaquim. O monarca demonstrou desprezo a Jeremias e à palavra do Senhor ao cortar e queimar o rolo (Jr 36.22,23). Jeremias voltou a ditar suas profecias a Baruque, e dessa vez incluiu até mais do que estava no primeiro rolo.

Propósito


O livro foi escrito: (1) para fornecer um registro permanente do ministério profético de Jeremias e sua mensagem; (2) para revelar o inevitável juízo divino por ter o povo transgredido o concerto e persistido em sua rebelião contra Deus e Sua palavra; e (3) para demonstrar a autenticidade e autoridade da palavra profética. Muitas das profecias de Jeremias foram cumpridas durante a própria vida do profeta (e.g., Jr 16.9; 20.4; 25.1-14; 27.19-22; 28.15-17; 32.10-13; 34.1-5); outras, que envolviam o futuro distante, foram cumpridas posteriormente, ou ainda estão por se cumprir (e.g., Jr 23.5,6; 30.8,9; 31.31-34; 33.14-16).

Visão Panorâmica


O livro é essencialmente uma coletânea de profecias de Jeremias, dirigidas principalmente a Judá (Jeremias 2 a 29), mas também a nove nações estrangeiras (Jr 46 a 51); estas profecias focalizam principalmente o juízo, embora haja algumas que dizem respeito  à restauração (ver especialmente os caps. 30 a 33). Essas profecias não estão dispostas numa ordem rigidamente cronológica ou temática, embora o livro de Jeremias tenha a estrutura global indicada no esboço. Parte do livro está escrita em linguagem poética, ao passo que outras têm a forma de prosa ou narrativa. Suas mensagens proféticas estão entrelaçadas com os seguintes aspectos históricos: (1) a vida e ministério do profeta (e.g., caps. 1; 34 a 38;  40 a 45); (2) a história de Judá, principalmente durante o período dos reis: Josias (caps. 1 a 6), Joaquim (caps. 7 a 20), e Zedequias (21 a 25; 34), inclusive a queda de Jerusalém (cap. 39), e (3) eventos internacionais que envolviam Babilônia e outras nações (25 a 29; 46 a 52).

Assim como Ezequiel, Jeremias pratica várias ações simbólicas a fim de ilustrar de modo claro a sua mensagem profética: exemplo, o cinto podre (Jr 13.1-14), a seca (Jr 14.1-9), a proibição divina de não se casar ou ter filhos (Jr 16.1-9), o oleiro e o barro (Jr 18.1-11), o vaso do oleiro, que se fragmentou (Jr 19.1-13), os dois cestos de figos (Jr 24.1-10), o jugo no seu pescoço (Jr 27.1-11), a compra de um terreno na sua cidade natal ((Jr 32.6-15) e as grandes pedras colocadas no pavimento de tijolos de Faraó (Jr 43.8-13). A compreensão clara que Jeremias tinha de sua chamada profética (Jr 1.17), juntamente com as frequentes reafirmações de Deus (e.g., Jr 3.12; 7.2,27,28; 11.2,6; 13.12,13; 17.19,20), capacitaram-no a proclamar com ousadia e fé a palavra profética a Judá, apesar de esta nação sempre reagir com hostilidade, rejeição e perseguição (e.g., Jr 15.20,21). Após a destruição de Jerusalém, Jeremias foi levado contra sua vontade ao Egito, onde continuou profetizando até a sua morte (caps. 43 e 44).

Características Especiais

 
Sete aspectos principais caracterizam o livro de Jeremias: (1) É o segundo maior livro da Bíblia, pois contém mais palavras (não capítulos) do que qualquer outro livro, exceto Salmos. (2) A vida e as tribulações pessoais de Jeremias como profeta são reveladas com maior profundidade e detalhes do que as de qualquer outro profeta do Antigo Testamento. (3) Está permeado com as tristezas, angústias e prantos do "profeta das lágrimas" por causa da rebeldia de Judá. Apesar de sua mensagem severa, Jeremias sentia tristeza e quebrantamento profundos por causa do povo de Deus. Mesmo assim, sua maior lealdade era dedicada a Deus, e sua mais profunda tristeza era a mágoa sofrida por Deus. (4) Sua palavra-chave é "rebelde" (usada treze vezes), e seu tema perpétuo é o inescapável juízo divino em retribuição à rebeldia e apostasia. (5) Sua maior revelação teológica é o conceito do "novo concerto", que Deus estabeleceria com seu povo fiel num tempo futuro de restauração (Jr 31.31-34). (6) Sua poesia é tão eloquente e lírica quanto qualquer outra obra poética da Bíblia, com uso abundante de metáforas excelentes, frases vívidas e passagens memoráveis. (7) Há mais referências à nação de Babilônia nas profecias de Jeremias (164) do que em todo o restante da Bíblia.

O Livro de Jeremias ante o Novo Testamento


O emprego principal do livro de Jeremias no Novo Testamento diz respeito à sua profecia de um "novo concerto" (Jr 31.31-34). Embora Israel e Judá tivessem transgredido, repetidas vezes, os concertos com Deus, sendo, posteriormente, arruinados como castigo por sua rebeldia, Jeremias profetizou a respeito de um dia em que Deus faria com eles um novo concerto (Jr 31.31). O Novo Testamento deixa claro que esse novo concerto foi instituído com a morte e ressurreição de Jesus Cristo (Lc 22.20; cf. Mt 26.26-29; Mc 14.22-25), está sendo cumprido agora na igreja, que é o povo de Deus segundo o novo concerto (Hb 8.8-13), e chegará ao seu clímax na grande salvação de Israel (Rm 11.27). Outras passagem messiânicas de Jeremias aplicadas a Jesus Cristo no Novo Testamento são: (1) o Messias como o Bom Pastor e o Justo Renovo de Davi (Jr 23.1-8;ver Mt 21.8,9;Jo 10.1-18; 1 Co 1.30; 2 Co 5.21); (2) o choro amargo em Ramá (Jr 31.15), cumprido na época em que Herodes procurou matar o menino Jesus (ver Mt 2.17,18), e (3) o zelo messiânico pela pureza da casa de Deus (Jr 7.11), demonstrado por Jesus quando purificou o templo (ver Mt 21.13; Mc 11.17; Lc 19.4).



ESTUDOS ANTERIORES
 


01)
Para o estudo sobre o livro de Gênesis .................... clique aqui.
02) Para o estudo sobre o livro de Êxodo ....................... clique aqui.
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23) Para o estudo sobre o livro de Isaías ....................... clique aqui.
 
 
BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, Edição de 1995, ano 2002, pp. 1078, 1079 e 1080.

sábado, 20 de outubro de 2012

Igreja Assembleia de Deus na Suíça

 
 
PROGRAMAÇÃO
 
 
Congregação de Yverdon-les-Bains
 
 

 SEGUNDAS-FEIRAS

  • das 18:00 h às 19:00 h = Oração
  • das 19:00 h às 20:00 h = Escola Bíblica
  • das 20:00 h às 21:00 h = Culto de Doutrina

QUINTAS-FEIRAS

  • das 18:00 h às 19:00 h = Oração
  • das 19:00 h às 21:00 h = Culto de Libertação

SÁBADOS

  • das 16:00 h às 18:00 h = Curso de Teologia
  • das 18:00 h às 19:00 h = Oração
  • das 19:00 h às 21:00 h = Culto de Evangelismo


Congregação de Chavannes-près-Renens


QUARTAS-FEIRAS
 

  • das 18:00 h às 19:00 h = Oração
  • das 19:00 h às 20:00 h = Escola Bíblica
  • das 20:00 h às 21:00 h = Culto de Doutrina

  •  
    DOMINGOS

  • das 16:00 h às 18:00 h = Curso de Teologia
  • das 18:30 h às 20:30 h = Culto de Libertação



  • MAIS INFORMAÇÕES: 079 413-5342

    segunda-feira, 15 de outubro de 2012

    23 - O LIVRO DE ISAÍAS



    • Autor: Isaías
    • Tema: Juízo e Salvação
    • Data: Cerca de 700-680 a.C.

    Considerações Preliminares

    O contexto histórico do livro de Isaías, filho de Amós, foi centrado em Jerusalém durante os reinados de quatro reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (Is 1.1). Considerando que o rei Uzias tenha morrido em 740 a.C. (cf. Is 6.1), e Ezequias, em 687 a.C., o ministério de Isaías abrangeu mais de meio século. Segundo a tradição, Isaías foi serrado ao meio (cf. Hb 11.37) pelo filho de Ezequias, o ímpio rei Manassés (c. 680 a.C.).
     
    Segundo parece, Isaías provinha de uma família influente de Jerusalém. Era um homem cultíssimo, e tinha o dom da poesia. Ele era familiarizado com a realeza, e aconselhava os reis no tocante à política externa de Judá. É considerado o mais literário e influente dos profetas. Era casado com uma profetisa, e tinha dois filhos, cujos nomes representavam mensagens simbólicas à nação.
     
    Isaías era contemporâneo de Oséias e Miquéias. Profetizou durante a expansão ameaçadora do império assírio, o colapso de Israel (o Reino do Norte), e o declínio espiritual e moral de Judá (o Reino do Sul). Isaías advertiu o rei Acaz, de Judá, a não buscar ajuda dos assírios contra Israel e a Síria. Advertiu o rei Ezequias, depois da queda de Israel em 722 a.C., a não fazer alianças com nações estrangeiras contra a Assíria. Exortou-os, enfim, a confiarem somente no Senhor (Is 7.3-7; 30.1-17). Isaías desfrutou de sua maior influência durante o reinado de Ezequias.
     
    Alguns estudiosos questionam a autoria de Isaías quanto à totalidade do livro que lhe leva o nome. Eles lhe atribuem somente os capítulos 1 a 39. Os capítulos 40 a 66 são atribuídos a outro autor, ou autores, que teriam vindo um século e meio mais tarde. Não existe, porém, nenhum fato bíblico que nos leve a rejeitar a autoria de Isaías para todo o livro. As mensagens de Isaías, nos capítulos 40 a 66, destinados aos exilados judaicos em Babilônia, muito tempo depois de sua morte, enfatizam o poder de Deus em revelar eventos futuros específicos através dos seus profetas (e.g. Is 42.8,9; 44.6-8; 45.1; 47.1-11; 53.1-12). Se aceitarmos os fenômenos das visões e revelações proféticas (cf. Ap 1.1; 4.1 - 22.21), cai por terra o obstáculo principal à crença de que Isaías realmente escreveu o livro inteiro. As evidências que sustentam esta posição são abundantes, e podem ser classificadas em duas categorias: (1) Evidências internas, no próprio livro, que incluem o título em Is 1.1, e os numerosos paralelos e pensamentos marcantes entre ambas as seções do livro. Um exemplo notável é a expressão "o Santo de Israel", que ocorre doze vezes nos capítulos 1 a 39, e catorze nos capítulos 40 a 66, mas somente seis vezes no restante do Antigo Testamento. Nada menos que vinte e cinco formas verbais hebraicas aparecem nas duas divisões de Isaías. Expressões estas não encontradas em nenhum outro lugar dos livros proféticos do Antigo Testamento. (2) As evidências externas incluem o testemunho do Talmude e do próprio Novo Testamento, que atribui todo o livro ao profeta Isaías (e.g., cf. Mt 12.17-21 com Is 42.1-4; Mt 3.3 e Lc 3.4 com Is 40.3; Jo 12.37-41 com Is 6.9,10 e 53.1; At 8.28-33 com Is 53.7-9; Rm 9.27 e 10.16-21 com Is 10.53, e 65).
     
    Propósito
     
    Fica patente o tríplice propósito de Isaías. (1) Confrontar a própria nação, e outras nações contemporâneas, com a Palavra do Senhor, mostrando-lhes seus pecados e o consequente castigo divino. (2) Profetizar esperança À geração futura de exilados judaicos, que seria restaurada do cativeiro, e à qual Deus redimira como luz aos gentios. (3) Mostrar que Deus enviaria o Messias davídico, cuja salvação abrangeria todas as nações da terra, suscitando esperança no povo de Deus, tanto do antigo como do novo concerto.
     
    Visão Panorâmica
     
    Os sessenta e seis capítulos de Isaías podem ser divididos naturalmente em duas seções: Isaías capítulos 1 a 39 e Isaías capítulos 40 a 66. Em certos aspectos, Isaías é uma Bíblia em miniatura: (1) sua dupla divisão ressalta o julgamento e salvação, correspondendo aos temas principais do Antigo Testamento e Novo Testamento; e (2) nas divisões de Isaías e da Bíblia, o fio que as ata é a obra redentora de Cristo.
     
    (1) A primeira seção de Isaías (Is 1 a 39) contém quatro grandes blocos de profecias. (a) Nos caps. 1 a 12, Isaías adverte e denuncia Judá pela sua idolatria, imoralidade e injustiças sociais durante um período de prosperidade enganadora. Entrelaçadas com a mensagem da condenação vindoura, há importantes profecias messiânicas (e.g. Is 2.4; 7.14; 9.6,7; 11.1-9), e o testemunho do profeta a respeito da própria purificação e de seu encargo para o ministério profético (cap. 6). (b) Nos caps. 13 a 23, Isaías condena as nações contemporâneas por causa de seus pecados. (c) Os caps. 24 a 35 contêm um amplo leque de promessas proféticas de salvação e juízos futuros. (d) Os caps. 36 a 39 registram a história seletiva do rei Ezequias, que forma um paralelo cm 2 Rs 18.13 a 20.21.
     
    (2) A segunda seção (Is 40 a 66) traz algumas das profecias mais profundas da Bíblia a respeito da grandeza de Deus e da vastidão de seu plano de redenção. Estes capítulos inspiram esperança e consolo ao povo de Deus durante os anos finais do reinado de Ezequias (Is 38.5) e nos séculos seguintes. Estão repletos de revelações a respeito da glória e poder de Deus, e de Sua promessa em restaurar um remanescente justo e frutífero em Israel e entre as nações, como plena demonstração de Seu amor redentor. Tais promessas, e seu respectivo cumprimento, têm conecção especial com o sofrimento e contém os "cânticos do servo" (ver Is 42.1-4; 49.1-6; 50.4-9; 52.13; 53.12). Elas avançam além da experiência  dos exilados, e prevêem a vinda futura de Jesus Cristo e a Sua morte expiatória (Is 53). O profeta prediz que o Messias vindouro fará com que a justiça brilhe com fulgor, e que a salvação chegue às nações como uma tocha ardente (caps. 60 a 66). Condena a cegueira espiritual (Is 42.18-25) e recomenda a oração intercessória e a labuta espiritual pelo povo de Deus, para que todas as promessas sejam cumpridas (cf. Is 56.6-8; 62.1,2,6,7; 66.7-18). 
     
    Características Especiais
     
    Oito aspectos básicos caracterizam o livro de Isaías. (1) Em sua maior parte, está escrito em forma poética, e é insuperável como jóia literária na beleza, poder e versatilidade. (2) É chamado "o profeta evangélico", porque, dentre todos os livros do Antigo Testamento, suas profecias contêm as declarações mais plenas e claras sobre Jesus Cristo. (3) Sua visão da cruz (cap. 53) é a profecia mais específica e detalhada sobre a morte expiatória de Jesus. (4) É o mais teológico e extenso de todos os livros proféticos do Antigo Testamento. O período de tempo ali tratado remonta à criação dos céus e da terra (e.g., Is 42.5), e olha para o futuro, aos novos céus e nova terra (e.g., Is 65.17; 66.22). (5) Contém mais revelação a respeito da natureza, majestade e santidade de Deus do que qualquer outro livro profético do Antigo Testamento. O Deus de Isaías é Santo e Todo-poderoso, Aquele que julgará o pecado e a iniquidade dos seres humanos e nações. Sua expressão predileta para Deus é "o Santo de Israel". (6) Isaías, cujo nome significa "o Senhor salva", é o profeta da salvação. Ele emprega a palavra "salvação" quase três vezes mais do que todos os livros proféticos do Antigo Testamento. Isaías revela que o propósito divino da salvação será somente realizado em conexão com o Messias. (7) Isaías faz frequentes referências aos eventos redentores da história de Israel: exemplo, o Êxodo (Is 4.5,6; 11.15; 31.5; 43.16,17), a destruição de Sodoma e Gomorra (Is 1.9) e a vitória de Gideão contra os midianitas (Is 9.4; 10.26; 28.21). Além disso, faz alusões ao cântico profético de Moisés em Deuteronômio 32 (Is 1.2; 30.17; 43.11,13). (8) Isaías é, juntamente com Deuteronômio e os Salmos, um dos livros do Antigo Testamento mais citados e aludidos no Novo Testamento.
     
    O Livro de Isaías ante o Novo Testamento
     
    Isaías profetiza a respeito de João Batista como aquele destinado a ser o precursor do Messias (Is 40.3-5; cf. Mt 3.1-3). Seguem-se muitas de suas profecias messiânicas sobre a vida e ministério de Jesus Cristo: Sua encarnação e divindade (7.14; ver Mt 1.22,23 e Lc 1.34,35; Is 9.6,7; ver Lc 1.32,33; 2.11); Sua juventude (Is 7.15,16 e 11.1; ver Lc 3.23,32 e At 13.22,23); Sua missão (Is 11.2-5; 42.1-4; 60.1-3 e 61.1; ver Lc 4.17-19,21); Sua obediência (Is 50.5; ver Hb 5.8); Sua mensagem e unção pelo Espírito (Is 11.2; 42.1; e 61.1; ver Mt 12.15-21); Seus milagres (Is 35.5,6; ver Mt 11.2-5); Seus sofrimentos (Is 50.6; ver Mt 26.67 e 27.26,30; Is 53.4,5,11; ver At 8.28-33); Sua rejeição (Is 53.1-3; ver Lc 23.18; Jo 1.11 e 7.5); Sua humilhação (Is 52.14; ver Fp 2.7,8); Sua morte expiatória (Is 53.4-12; ver Rm 5.6); Sua ascensão (Is 52.13; ver Fp 2.9-11); e Sua segunda vinda (Is 26.20,21; ver d v. 14; Is 61.2,3; ver 2 Ts 1.5-12; Is 65.17-25; ver 2 Pe 3.13).
     
     
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    BIBLIOGRAFIA
    Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, Edição de 1995, ano 2002, pp. 991 e 992.