sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Tróia de Heinrich Schliemann


Já no primeiro semestre do Curso de História, na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), assisti a um vídeo, na própria UESC, sobre os feitos do alemão Heinrich Schliemann. Sempre tive uma queda por Arqueologia e, assim, o vídeo em pauta me chamou a atenção de uma forma especial. Hoje,  resolvi postar um pouco da vida desse homem que, já na infância, se apaixonou por Tróia, e provar a sua existência se tornaria a grande obsessão da sua vida. Contudo, quero salientar que o objetivo maior em narrar parte da vida de Heinrich Schliemann, filho de um pastor protestante como eu, é mostrar que muitas vezes, como cristãos, somos ignorados, desprezados, ironizados, ridicularizados e até perseguidos por defender verdades nas quais a maioria das pessoas não acredita. Schliemann mostrou que a verdade não é o resultado da opinião da maioria e, partindo na contramão da lógica acadêmica de sua época, saiu em busca do lar de Príamo. "Schliemann venceu sozinho todos os obstáculos colocados a sua frente para fazê-lo desistir das escavações. Ele estava prestes a desmoralizar a irascível e intransigente comunidade arqueológica britânica e alemã, principalmente".

A lendária cidade de Tróia, como sabemos, foi onde ocorreu a famosa Guerra de Tróia, descrita na Ilíada, um dos poemas de Homero. Segundo a Wikipédia, "a história dos troianos começou em mito. De acordo com a mitologia grega, os troianos foram os antigos cidadãos de Tróia na Anatólia (atual Turquia). Tróia era conhecida por seus ricos ganhos do comércio portuário com o leste e o oeste, roupas pomposas, produção de ferro e massivas muralhas de defesa. A família real troiana partiu de Electra e Zeus, os pais de Dardano. Dardano, que de acordo com mitos gregos veio a Arcádia, mas que de acordo com mitos romanos veio da Itália, atravessou a Ásia Menor desde a Ilha de Samotrácia, onde encontrou Teucro, que era também um colonizador vindo da Ática, e tratou Dardano com respeito. Posteriormente, Dardano desposou as filhas de Teucro, e fundou Dardania (mais tarde governada por Enéias). Com a morte de Dardano, o reino foi passado a seu neto Tros, que chamou seus habitantes de troianos e a terra de Trôade, derivados de seu próprio nome. Ilus, filho de Tros, fundou a cidade de Ilion (Tróia), nome derivado do dele próprio. Zeus deu a Ilus o paládio. Posídon e Apolo construíram as muralhas e fortificações ao redor de Tróia para Laomedonte, filho mais velho de Ilus. Quando Laomedonte recusou-se a pagar, Posídon inundou a terra e exigiu o sacrifício de Hesíone para um monstro marinho. Pestilência veio e o monstro marinho tirou as pessoas da planície.

Uma geração antes da guerra de Tróia, Hércules capturou a cidade e matou Laomedonte e seus filhos, exceto o jovem Príamo. Príamo depois tornou-se rei. Durante seu reinado, os gregos micênicos invadiram e capturaram a cidade durante a guerra de Tróia (tradicionalmente datada em 1193-1183 a.C.). Os maxianos foram uma tribo líbia do oeste que diziam que eram descendentes dos homens de Tróia, de acordo com Heródoto. Os navios troianos transformaram-se em náiades, que regozijaram em ver os restos do navio de Odisseu."

É lógico que os dois parágrafos anteriores se referem à lendária Tróia. A incidência do mito na obra de Homero jogou nas trevas da incredulidade a existência de uma Tróia histórica. Todavia, Heinrich Schliemann não fixou o seu olhar na lenda, mas na riqueza de detalhes imprimida por Homero em sua obra. Sobre isto, segue abaixo o que foi postado por Nuno Carvalho no Blog Ciclo Final, em 31 de janeiro de 2011. 

"Até a segunda metade do século XVIII da era cristã, a cidade de Tróia não passava de uma lenda supostamente criada por um escritor grego e relatada em um poema composto a partir da tradição oral dos aedos. Contudo, um arqueólogo amador alemão provou que a história contada por Homero podia ser real. O arqueólogo, na realidade, era um sonhador que havia se apaixonado pela narrativa de Tróia durante a infância, e encontrá-la tornou-se sua grande obsessão - mesmo que todos tentassem demovê-lo da idéia de buscar o fictício lar de Príamo. O garoto não se conformava com o fato, narrado pelo pai, que nenhum vestígio da cidade de Tróia fora até então encontrado, o que remetia a famosa batalha entre gregos e troianos para o campo das lendas e dos mitos. Nada havia, histórica ou cientificamente, que comprovasse a existência real daquela saga. Mas o menino sonhava e dizia para o pai: 'Quando eu for grande, hei de encontrar Tróia e também o tesouro do rei'. Esse menino, nascido na Alemanha em 1822, chamava-se Heinrich Schliemann e esta é sua incrível história.

Heinrich Schliemann (foto ao lado), por necessidade, parou de estudar aos 14 anos e foi trabalhar numa loja de secos e molhados. Um dia, um bêbado entra na loja e começa, entre soluços, a declamar estranhos versos. O menino nada entende, mas, quando descobre que são versos da Ilíada de Homero, paga ao ébrio alguns goles a mais para que ele os repita. Começa a demonstrar então uma incrível facilidade no aprendizado de línguas. Em pouco tempo, domina o inglês, o francês, o holandês, o italiano, o espanhol e o português. A firma em que trabalha mantém relações comerciais com a Rússia, mas ninguém conhece o idioma. Rapidamente, o jovem Schliemann domina o russo, o que lhe vale sucessivas promoções. Mas um novo objetivo estava nascendo na imaginação do incansável Schliemann: achar os restos da cidade de Micenas, o rico reino dos Pelópidas. E, como sempre, ele foi buscar orientação nas obras clássicas de Ésquilo, Sóflocles e Eurípedes e nos relatos de viagens de Pausânias. Outros haviam tentado o mesmo caminho sem êxito, fracasso atribuído por Schliemann a traduções incorretas dos textos clássicos. Aos 46 anos, já homem de muitas posses e realizado profissionalmente, no auge de sua carreira comercial, resolve abandonar tudo que construiu e dedicar-se integralmente à realização de seu sonho de infância, jamais esquecido: descobrir Tróia! Em 1868 parte para Ítaca, a ilha onde nascera Ulisses, o herói mitológico da Odisséia de Homero. E é lendo os poemas de Homero que Schliemann se convence, cada vez mais, da existência real de Tróia. Não é possível que a riqueza de detalhes que Homero imprime em suas obras tenha sido inventada. Ele resolve então seguir, passo a passo, as descrições contidas na Ilíada e na Odisséia. Uma estranha figura fazia aquele alemão obstinado que, com um relógio em uma das mãos e o livro de Homero na outra, percorria à pé as terras da Frígia, hoje Turquia, nas margens do Mar Egeu, medindo distâncias, comparando citações, identificando os lugares geográficos descritos, relocando as fontes de água que existiam e desapareceram com o tempo, enfim, reconstituindo toda uma época, trazendo-a para o presente. Quando ele chega à Colina de Hissarlik (que quer dizer "palácio"), todas as descrições de Homero parecem coincidir com o que ele vê e sente. Levanta seu olhar cansado e vê, ao longe, o Monte Ida do cume do qual, segundo o poeta, Júpiter dominava a cidade de Tróia.

Não há mais dúvidas. Schliemann se põe a escavar com a ajuda de cerca de 100 trabalhador e muitos o chamam de louco - afinal, o alemão não era um arqueólogo no conceito que se tinha dessa profissão no século XIX, ou seja, estudiosos que não saíam da luz dos seus gabinetes e jamais se aventurariam ao sol escaldante das escavações. Mas o alemão não desiste: enfrenta todas as agruras e as supera, pois move-lhe o impulso irrefreável de realizar seu sonho de criança. De repente, começam a surgir objetos diversos, armas e utensílios domésticos. Ali deve haver uma cidade! E realmente havia, não uma, mas nove, construídas em épocas diferentes, umas sobre as outras (veja foto acima). Qual das nove seria Tróia? Ao descobrir vestígios de fogo nos restos da sétima e oitava camada, julgou ter encontrado Tróia e seus relatos, além de darem à Arqueologia uma nova dimensão, trouxeram-lhe fama, reconhecimento e muitas críticas pelo método de trabalho que utilizara. Hoje sabe-se que a Tróia descrita por Homero corresponde aos estratos 6 e 7 (1900 a 1100 a.C.) e que a Guerra de Tróia realmente ocorreu como descrita pelo poeta, no começo do século XII a.C., e teria sido ocasionada por uma disputa comercial entre os Aqueus (Gregos) e os Troianos (Frígios dos Balcãs, aparentados com os gregos), com a vitória dos primeiros. Sabe-se também que a Tróia mais antiga, correspondendo ao último estrato, remonta à Idade do Bronze, cerca de 3000 a.C. A Primeira Tróia, Nova Ílion, seria do período latino que vai de 85 a.C. a 324 d.C. e o tesouro que foi considerado como sendo de Príamo, na realidade, pertencera a um rei mil anos mais antigo do que ele. Depois de Schliemann, críticas à parte, a Arqueologia nunca mais foi a mesma."

Quero, en passant, falar da esposa de Schliemann que, ao que parece, muito contribuiu com o arqueólogo alemão para o sucesso do seu objetivo, que foi provar a todos os seus opositores que Tróia não era apenas uma cidade lendária, arquitetada na cabeça de Homero. O nome dessa mulher era Sophia Schliemann. Na foto ao lado, tirada em 1874, ela aparece usando as jóias supostamente pertencentes a Helena de Tróia, que foi escavada por seu marido, Heinrich Schliemann, em Hirsalik. "Sophia cativou Schliemann no momento em que recitou versos da Ilíada, de memória. Certa vez, perguntado sobre os artefatos encontrados em Tróia, Schliemann relatou que o melhor achado foi Sophie, a mulher mais bela encontrada". O próprio Schliemann, relatando sobre o evento de 27 de maio de 1873, declarou que em uma escavação no palácio do rei Príamo, após deparar-se com um tesouro que muito chamou a sua atenção,  deu folga aos seus trabalhadores, a fim de evitar sentimentos de cobiça por parte deles. Enquanto os homens estavam comendo e descansando, Schliemann começou a cavar o tesouro, porém, segundo ele, seria impossível retirar os objetos preciosos daquele lugar sem a ajuda valiosa de sua querida esposa Sophia, que ficou ao seu lado pronta para arrumar as coisas e carregá-las para fora, embrulhadas em seu xale.

No filme "Caçadores de Tróia" (Original: Der geheimnisvolle Schatz von Troja ), do diretor Dror Zahavi, temos uma ideia de como Schliemann conheceu Sophia e como ela atuou ao seu lado, ajudando-o em sua aventura arqueológica. É claro que há controvérsias, e tem quem diga que o próprio Schliemann chegou a declarar mais tarde que, na verdade, Sophia não estava ao seu lado quando ele encontrou o tesouro no palácio de Príamo, mas sim em Atenas, junto com sua família, por conta da morte de seu pai. Tirando os possíveis exageros, eu recomendo o filme, que pode ser encontrado no Youtube.

Como declarei no primeiro parágrafo, o objetivo em postar algo sobre a vida de Heinrich Schliemann foi mostrar que a verdade não depende da aprovação da maioria para ser verdade. A ressurreição do Senhor Jesus Cristo, por exemplo, é algo contestado pela maioria, principalmente por aqueles que fazem parte da chamada comunidade científica. Porém essa verdade, a de que o Senhor Jesus Cristo morreu em uma cruz e ressuscitou ao terceiro dia, breve será revelada a todos, mesmo aos mais incrédulos. Então, todos verão "a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não O serve" (Ml 3.18).

terça-feira, 24 de julho de 2012

A preparação para a manifestação do Anticristo - Parte 1


A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL




 
Em postagem anterior a esta, mostrei como a Bíblia nos alerta acerca do Anticristo, o líder político que estará à frente de um governo mundial único e agirá segundo a eficácia de Satanás (cf. 2 Ts 2.9). Nesta postagem, e em outras posteriores, mostrarei como está sendo preparado o caminho para que esse líder mundial se manifeste. Os argumentos a seguir não foram extraídos da Bíblia Sagrada, mas trata-se de parte de  uma entrevista concedida em 2010 pelo 3º Visconde Monckton de Brenchley, Lord Christopher Walter Monckton, que é "um político britânico, palestrante, consultor de negócios, conselheiro político, escritor, colunista, inventor e crítico ardente do fictício consenso científico sobre Mudanças Climáticas. Monckton explica como o Tratado sobre Mudanças Climáticas, proposto pelas Nações Unidas em Copenhague e assinado pelos líderes mundiais, levará à perda da soberania das nações e à instituição de um Governo Mundial não democrático". Abaixo seguem, na íntegra, as palavras de Christopher Walter Monckton, com tradução do site Brasil Indomável.

"Meu nome é Christopher Walter Monckton, 3º Visconde Monckton de Brenchley, um encrenqueiro à solta. recentemente eu me interessei em particular pelo tema do aquecimento global. E acredito que isso tenha começado, talvez, há trinta anos, através de um burocrata canadense das Nações Unidas, chamado Maurice Strong. Ele era um homem de negócios rico e bem sucedido, que fazia dinheiro por meio de contratos governamentais. Ele decidiu, com o passar do tempo, se tornar um burocrata do governo. Ele tinha uma visão que é compartilhada por muitas pessoas, em particular no sistema bancário aqui dos Estados Unidos, de que deveria haver um Governo Mundial, uma Moeda Mundial, e um Banco Mundial, os quais iriam praticamente controlar tudo. Agora, isto pode soar absurdamente extremo, mas o registro de planos para este Governo Mundial, Banco Mundial e Moeda Mundial, remonta a exatamente 100 anos, para uma ilha na costa da Geórgia, chamada Ilha Jekyll, onde cinco banqueiros muito experientes e o Secretário Assistente do Tesouro dos Estados Unidos, que era um senador americano, se encontraram para discutir o que se tornou a fundação do Federal Reserve dos Estados Unidos. O propósito real do Federal Reserve era preservar a predominância, no sistema bancário, dos principais bancos de Wall Street, e desfavorecer os bancos menores que estavam se tornando agressivos e bem sucedidos em áreas locais por todos os EUA. E aqueles que estavam naquela reunião também manifestaram a intenção de, em última instância, ter uma versão mundial do Federal Reserve, acompanhada de um Governo Mundial e de uma Moeda Mundial. Então a ideia de um Governo Mundial não eleito é muito velha. E foi recentemente trazida à vida novamente por Maurice Strong, 30 anos atrás, que disse que esperava que o Painel Intergovernamental de Mudança Climática das Nações Unidas, o qual ele estabeleceu como um painel intergovernamental ou político, ao invés de científico, se tornaria um Governo Mundial. E o pretexto para este Governo Mundial seria, é claro, a fundação de uma organização internacional, ou supranacional, para lidar com o que aparenta ser, mas não é, o problema de Aquecimento Global causado pelo homem. Este, por assim dizer, foi o cavalo de Tróia do qual Maurice Strong e muitos outros burocratas de governos e de bancos pelo mundo apoderaram-se como um modo de tornar real o sonho daqueles cinco banqueiros e do Secretário Assistente do Tesouro, 70 anos antes. Então, Maurice Strong elaborou o Painel Climático das Nações Unidas, não como um painel científico, mas como um painel político. E, de fato, as decisões definitivas tomadas até hoje, sobre o que entra e o que sai do Relatório Quinquenal supostamente Científico do Painel Climático das Nações Unidas, são feitas por representantes políticos de governos desqualificados cientificamente, que buscam cumprir agendas nacionais ou, em alguns casos, supranacionais, que não têm nada  a ver, na realidade, com o clima e, com certeza, nada a ver com democracia.

Agora, mais recentemente, logo antes da rodada de negociações de Copenhague para instituir um tratado de Governo Mundial, um projeto de tratado foi produzido pela burocracia que atua como secretariado da Convenção de Debates de Sustentação às Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a qual foi primeiramente posta em prática na Cúpula da Terra no Rio de Janeiro de 1992. Agora, esta Convenção de Debates sobre Mudanças Climáticas, da qual 192 países são signatários, tem como uma intenção declarada a instituição de um corpo supranacional regulado por tratado, o qual irá unir todos os 192 estados-membros, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido. E a intenção é que este organismo tenha poderes ilimitados sobre tributação, poderes ilimitados de regulação, não apenas no setor ambiental, como também pela população mundial. Nós teríamos algum tipo de opinião e de controle sobre esta questão. Mas, por outro lado, se tivermos um Governo Mundial que não seja eleito, não importando o quão importante seja o seu propósito, então o que estaremos fazendo é jogar fora mil anos de desenvolvimento constitucional no ocidente e, gradualmente, no resto do mundo, que neutralizou parte da tirania, das ditaduras e da concentração de todos os poderes legislativo, executivo e judiciário nas mãos de poucos, e avançou quanto à justa distribuição do poder entre as três esferas de governo: o legislativo, o executivo e o judiciário, em que os três poderes estão, no fim das contas, sob o seu e o meu controle, através do exercício de nosso voto democrático nas urnas. É assim que a democracia supostamente funciona. E, por exemplo, se eu tirasse do meu bolso algo que carrego sempre perto do meu coração, uma cópia da Constituição dos Estados Unidos, veremos que ela começa dizendo no artigo 1, seção 1: 'Todos os poderes legislativos, por este documento garantidos, deverão ser exercidos por um Congresso dos Estados Unidos, que deverá ser constituído de um Senado e de uma Casa de Representantes.' Agora, por que esta Constituição, elaborada naquele verão calorento, todos estes anos atrás na cidade de Filadélfia, pelas mentes mais brilhantes daquela geração nos Estados Unidos, transferiu todos os poderes legislativos, por ela garantida, para o Congresso dos Estados Unidos? Porque o Congresso era um Congresso eleito. Portanto, todo poder legislativo foi colocado nas mãos de pessoas, as quais eu e você, e nossos antepassados, nos países democráticos, elegeram para fazer as leis para a gente. E então, instituir um Governo Mundial que não tenha sido eleito da forma que esta Constituição pretendia que seu Congresso fosse eleito, na qual apenas um governo eleito fizesse as leis, é um repúdio ao verdadeiro princípio central da Constituição dos Estados Unidos.

E então, considerando-se tudo isso, precisamos saber, antes de tudo, que não há um problema de Aquecimento Global. Em segundo lugar, ainda que houvesse, a melhor forma de lidar com este problema seria adaptando-se a qualquer mudança climática que possa ocorrer, CONFORME e SE acontecer. Isso é sempre muito mais barato do que estabelecer amplos sistemas burocráticos de intervenção, para tentar impedir as pessoas de emitir dióxido de carbono. Esta é uma maneira inútil e estúpida de tentar fazer qualquer coisa. E, é claro, esta também é uma maneira de apontar uma adaga econômica diretamente contra o coração do ocidente, porque ninguém está sugerindo que China ou Índia deveriam desacelerar suas economias. Longe disso. Elas têm de livrar sua população da pobreza. Todo mundo entende que a maneira mais rápida de fazer isto é queimando combustíveis fósseis, carvão em especial, de forma que se livra as pessoas da pobreza dando a elas eletricidade.  Esta é a maneira mais rápida de liberar nações pobres da pobreza. Então, é claro, ninguém está sugerindo que China ou Rússia venham a cortar suas emissões, ou neste mesmo aspecto, Índia, Indonésia, África do Sul ou Brasil. A maior parte da África e América do Sul vai precisar de toda eletricidade que possa conseguir, e por isso vai precisar queimar todo combustível fóssil que conseguir. De forma a livrar estas pessoas da pobreza e estabilizar a população. É tudo o que se precisa para estabilizar a população. Não é preciso usar esterilização forçada. Tentaram na Índia e falharam. Não é preciso usar, por exemplo, a política chinesa de uma criança, pela qual, se nascerem gêmeos, alguém pergunta para a mãe: 'Em qual a gente deve atirar?' É isso o que eles fazem. Não é preciso nenhuma daquelas intervenções drásticas e ditatoriais. Ao invés disso, o que é preciso fazer é elevar o padrão de vida geral. E isto é feito pela queima de combustíveis fósseis. Isto estabiliza a população sem que seja necessário nenhum outro tipo de intervenção. História demográfica bem documentada dos últimos 150 anos, desde que os primeiros censos da população foram realizados periodicamente aqui nos Estados Unidos, seguindo a Constituição, mostra que tirar pessoas da pobreza é o único modo de estabilizar a população mundial e, desse modo, reduzir em sua totalidade a pegada ecológica da raça humana sobre o planeta. Então o que não precisamos, em nenhuma situação, é qualquer tipo de Governo Mundial nem de qualquer instituição para lidar com o Aquecimento Global, porque é um problema inexistente, e mesmo que fosse um problema, interromper a emissão de dióxido de carbono não é a maneira de resolver o problema. Certamente não é a maneira mais barata de resolvê-lo. E mesmo que fosse possível, por estes métodos de intervenção, regular o clima da mesmíssima forma que o Rei Canuto ordenou ao mar que não subisse a maré, e ainda assim a maré subiu e molhou os dedos dos pés reais... então, os governos não têm o poder de decretar, como eles decretaram recentemente em Copenhague, de modo estúpido, que não poderá haver nenhum aumento na temperatura global maior que 2 graus Celsius. Dá pra imaginar a aprovação de uma lei dizendo que não poderá haver mais aumento de temperatura?

A intenção, bem clara, da classe governante mundial, da classe de banqueiros, da classe da mídia e da classe científica é ter mais uma chance de colocar este tratado de Governo Mundial em prática. Agora, eles aprenderam rapidamente que, após o projeto de Governo Mundial anterior, o qual foi exposto e rasgado ao meio, que se eles admitirem abertamente no projeto de tratado que buscam por um Governo Mundial, eles não conseguirão escapar. Então desta vez, eles vão ser mais cautelosos. O que eles vão fazer, é elaborar bem cuidadosamente o que parece ser um tratado inteiramente razoável, com uma burocracia bem mínima, com direitos limitados de atrair quotas baseadas na captação ou no PIB de cada estado-membro. Mas, a partir do momento que for dado àquele organismo central o poder de começar a obter riqueza dos bolsos de contribuintes, é ai que começa a crescer para se tornar o monstro definitivo, não democrático e burocrático, que é o Governo Mundial. E nós vimos tudo isso antes, na ditadura sombria que a União Europeia se tornou. Ela começou com um pequeno grupo de burocratas aos quais foi dado o poder de arrecadar uma certa quantia de dinheiro de cada estado-membro do que se tornou a União Europeia, de modo a garantir que após a 2ª Grande Guerra haveria aço e carvão suficientes para todo mundo reconstruir a Europa. Um acordo tecnocrático perfeitamente sensato. Mas então, os burocratas e os banqueiros se reuniram e disseram: 'Por que a gente não transforma isso em um governo para toda a Europa?' E eles planejavam que deveria haver um governo eleito? Claro que não. Eles planejavam que eu e você, pessoas comuns, deveriam ter um voto para decidir se, em que medida e como este governo deveria ser formado ou administrado? Com certeza não. Eles planejavam que isto fosse uma tirania da elite do governo sobre o governo. E se voltarmos aos princípios fundamentais dos Estados Unidos, o que Jefferson tinha para dizer sobre isto? Ele disse: 'Eu jurei sobre o altar de Deus, hostilidade eterna sobre toda tirania sobre as mentes dos homens.' E aqui temos a União Europeia, um exemplo regional do que isto quer se tornar por completo: uma tirania mundial, introduzida através de pequenos passos. Eles não podem fazer isso através de um grande passo. Eles tentaram isso e foram pegos em Copenhague, e falharam. E vão tentar de novo, e de agora em diante, vai ser um pequeno passo aqui, e outro pequeno passo ali. Mas a abordagem lenta, e a razão pela qual eles não tentaram a abordagem lenta no começo é que eles sabiam qual o problema com a abordagem lenta. A abordagem lenta tem este obstáculo: de que todo este absurdo é baseado na falsa suposição de que a raça humana está provocando um efeito tão drástico sobre o clima global, que sem um Governo Mundial ditatorial, nada vai conseguir impedir grandes desastres terrestres em todo o mundo. Agora, de fato, não vai haver desastre algum.

Se você analisar a literatura científica, mesmo entre aqueles na literatura que estão cada vez mais se tornando minoritários, os quais acreditam que Aquecimento Global é uma crise real, estes não acreditam que o Aquecimento Global vai resultar no tipo de catástrofe que vimos no insosso filme de comédia / ficção científica / terror de Al Gore. Eles sabem agora que o nível do mar está subindo apenas 30 cm por século. Bem, tem subido a 1,20 metros por século pelos últimos 11.400 anos. Ou seja, subiu mais do que 120 metros neste período. Então, se diminuiu o ritmo para 30 cm por século, porque a maior parte do gelo que estava sobre a terra já descongelou há muito tempo em direção ao mar, então não vai subir muito mais de agora em diante, seja lá o que for feito. Eles sabem disso agora. Da mesma forma, eles sabem perfeitamente que os desertos não vão se expandir. Eles vão contrair-se. Porque o deserto do Saara tem sido medido e perdeu 300 mil quilômetros quadrados nos últimos 30 anos para a vegetação. E os beduínos, e as tribos nômades, estão se movimentando e se estabelecendo em áreas do Saara nas quais não há registros de ter-se vivido antes, pelo fato de o Saara estar sendo coberto de vegetação. Então, os desertos não estão se expandindo. Da mesma forma, a temperatura não está subindo conforme o que foi previsto, nem nos últimos 15 anos, absolutamente. Eu providenciei uma entrevista para um jornalista da BBC com Dr. Jones, da agora desacreditada Unidade de Pesquisa do Clima da Universidade de East Anglia. E uma das questões que sugeri para a BBC foi se tem havido Aquecimento Global estatisticamente relevante nos últimos 15 anos. E Jones, ainda que através de dentes cerrados, teve de admitir que não tem havido. Agora, por acaso ele ou sua unidade disseram isso alguma vez antes? Não. E a BBC já pensou em fazer uma pergunta destas antes? Não. Mas eu entrei lá e fiz eles perguntarem. E ele teve de responder honestamente que não tem havido nenhum Aquecimento Global há 15 anos. Na verdade, tem havido Desaquecimento Global pelos últimos 8 anos, numa medida rápida e significante. E na Antártica, este Desaquecimento Global tem acontecido há 30 anos. E a extensão de gelo do mar em volta da Antártica atingiu seu máximo em 2007, apenas 3 semanas depois de constatada a extensão mínima de gelo nos últimos 30 anos no Ártico. Então, numa escala global, o gelo do mar não está se alterando. De fato, na Groelândia e na maior parte da Antártica o gelo do mar está engrossando rapidamente. 90% dos glaciares do mundo estão crescendo. Você só escuta sobre os 10% que estão encolhendo.  Então, onde quer que você olhe para o que está acontecendo com o clima verdadeiro, do ponto de vista dos dados, ao invés do que você lê nos jornais ou ouve de Al Gore e outros políticos e profetas do Aquecimento Global, você descobrirá, não apenas que não há motivos para supor que haverá consequências adversas do Aquecimento Global, como também que não há, no mundo real, neste momento, com certeza, nenhum aquecimento. Então, juntando tudo isso, temos um problema inexistente travestido de problema verdadeiro, para permitir que pessoas com agendas políticas francamente ditatoriais criem um novo sistema de Governo Mundial centralizado burocraticamente, baseado no modelo já empregado recentemente na União Europeia, com controle absoluto nas mãos de uma elite não eleita, auto-perpetuadora, oligarca, ditatorial e tirânica."

Nota: Perceba que o projeto para a implantação de um Governo Mundial não é coisa da cabeça de crente. A Bíblia Sagrada é infalível, pois ela é a Palavra de Deus, e nela está registrado há séculos que um líder mundial irá surgir, que é o Anticristo. A teoria do Aquecimento Global, como vimos acima, é apenas uma peça do plano de preparação para a manifestação do Anticristo. Continuaremos com esse estudo, abordando outros assuntos que estão direta ou indiretamente ligados como o projeto de Satanás para preparar o caminho para aquele que virá segundo a sua eficácia (cf. 2 Ts 2.9). É já a última hora. Prepare-se, pois o Senhor Jesus Cristo está voltando. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!


CONTINUA NA PARTE 2

quinta-feira, 19 de julho de 2012

QUEM SERÁ O ANTICRISTO E QUANDO VIRÁ?


"Segundo a Bíblia, está para vir o Anticristo (cf. 1 Jo 2.18); aquele que trama o derradeiro ataque furioso de Satanás contra Cristo e os santos, pouco antes do tempo em que o nosso Senhor Jesus Cristo estabelecerá o seu reino na terra. As expressões que a Bíblia usa para o Anticristo são 'o homem do pecado' e o 'filho da perdição' (2 Ts 2.3). Outras expressões usadas na Bíblia são 'a besta que sobe do mar' (Ap 13.1-10), a 'besta de cor escarlate' (Ap 17.3) e 'a besta' (Ap 17.8,16; 19.19,20; 20.10).

SINAIS DA VINDA DO ANTICRISTO. Diferente do arrebatamento da igreja, a vinda do Anticristo não ocorrerá sem sinais precursores. Pelo menos três eventos deverão ocorrer antes dele surgir na terra: (1) o 'mistério da injustiça' que já opera no mundo, deverá intensificar-se (2 Ts 2.7); (2) virá a 'apostasia' (2 Ts 2.3); (3) 'um que, agora, resiste', deve ser afastado (2 Ts 2.7).

(1) o 'mistério da injustiça', i.e., a atividade secreta dos poderes do mal, ora evidente no mundo inteiro, aumentará até alcançar seu ponto máximo na total zombaria e desprezo a qualquer padrão ou preceito bíblicos. Por causa do predomínio da iniqüidade, o amor de muitos esfriará (Mt 24.10-12; Lc 18.8). Mesmo assim, um remanescente fiel permanecerá leal à fé apostólica conforme revelada no Novo Testamento (Mt 24.13; 25.10; Lc 18.7). Por meio desses fiéis, a igreja permancerá batalhando e manejando a espada do Espírito até ser arrebatada.

(2) Ocorrerá a 'apostasia' (gr. apostasia), que literalmente significa 'desvio', 'afastamento', 'abandono' (2 Ts 2.3). Nos últimos dias, um grande número de pessoas da igreja apartar-se-á da verdade bíblica.

(a) Tanto o apóstolo Paulo quanto Cristo  revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja - moral, espiritual e doutrinariamente - à medida que a era presente chega ao seu fim (cf. Mt 24.5,10-13,24; 1 Tm 4.1; 2 Tm 4.3,4). Paulo, principalmente, ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral.

(b) Essa 'apostasia' dentro da igreja terá duas dimensões. (I) Apostasia Teológica, que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de Cristo e dos apóstolos, ou a rejeição deles (1 Tm 4.1; 2 Tm 4.3). Os falsos dirigentes apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de Cristo quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, e à lealdade a Deus e seus padrões (2 Pe 2.1-3,12-19). Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas gozarão de popularidade. (II) A apostasia moral, que é o abandono da comunhão salvífica com Cristo e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apóstatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de Deus (Is 29.13; Mt 23.25-28). Muitas igrejas permitirão quase tudo, para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio. O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Cristo (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo reino de Deus e de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt 24.12; 2 Tm 3.1-5, 4.3).

(c) Tanto a história da igreja, como a apostasia predita para os últimos dias, advertem a todo crente a não pressupor que o progresso do reino de Deus é infalível na sua continuidade, no decurso de todas as épocas e até o fim. Em determinado momento da história da igreja, a rebelião contra Deus e sua Palavra assumirá proporções espantosas. No dia do Senhor, cairá a ira de Deus contra os que rejeitarem a sua verdade (1 Ts 5.2-9).

(d) O triunfo final do reino de Deus e sua justiça no mundo, portanto, depende não do aumento gradual da igreja professa, mas da intervenção final de Deus, quando ele Ele se manifestará ao mundo com justo juízo (Ap 19 - 22; 2 Pe 3.10-13; Jd).

(3) Um evento determinante deverá ocorrer antes do aparecimento do 'homem do pecado' e do Dia do Senhor começar (2 Ts 2.2,3), que é a saída de alguém (2 Ts 2.7) ou de algo que 'detém', resiste, ou refreia o 'mistério da injustiça' e o 'homem do pecado' (2 Ts 2.3-7). Quando o restringidor do 'homem do pecado' for retirado, então poderá começar o Dia do Senhor (2 Ts 2.6,7). 

(a) O que agora o detém é, sem dúvida, uma referência ao Espírito Santo, pois somente Ele tem poder de deter a iniqüidade, o homem do pecado e Satanás (2 Ts 2.6). Esse que agora o detém ou resiste (2 Ts 2.7), leva no grego o artigo definido masculino e ao mesmo tempo o artigo definido neutro, em 2 Ts 2.6 ('o que o detém'). De modo semelhante, a palavra "Espírito" na língua grega pode levar pronome masculino ou neutro.

(b) No começo dos sete anos de tribulação, o Espírito Santo será 'afastado' (2 Ts 2.7). Isso não significa ser Ele tirado do mundo, mas que cessará sua influência restritiva à iniqüidade e ao surgimento do Anticristo. Todas as restrições contra o pecado serão removidas, e começará a rebelião inspirada por Satanás. O Espírito Santo, todavia, agirá na terra durante a tribulação, convencendo pessoas dos seus pecados, convertendo-as a Cristo e dando-lhes poder (Ap 7.9,14; 11.1-11; 14.6,7).

(c) Retirando-se o Espírito Santo, cessará a inibição à aparição do 'homem do pecado', no cenário terreno (2 Ts 2.3,4). Deus então liberará uma influência poderosa enganadora sobre todos os que se recusam a amar a verdade de Deus; os tais aceitarão as imposturas do homem do pecado, e a sociedade humana descerá a uma depravação jamais vista.

(d) A ação do Espírito Santo restringindo o pecado é levada a efeito em grande parte através da igreja, que é o templo do Espírito Santo (1 Co 3.16; 6.19). Por isso, muitos expositores da Bíblia acreditam que a saída do Espírito Santo é uma clara indicação de que o arrebatamento dos santos ocorrerá nessa ocasião (1 Ts 4.17). Noutras palavras, a volta de Cristo, para levar a igreja e livrá-la da ira vindoura (1 Ts 1.10), ocorrerá antes do início do Dia do Senhor e da manifestação do 'homem do pecado'.

(e) Entende-se, nos meios eruditos da Bíblia, que o restringente em 2 Ts 2.6 (no gênero neutro) refere-se ao Espírito Santo e seu ministério de conter a iniqüidade, ao passo que em 2 Ts 2.7, 'um que, agora' (no gênero masculino) refere-se aos crentes reunidos a Cristo e tirado daqui, i.e., arrebatados ao encontro do Senhor nos ares, a fim de estarem sempre com Ele (1 Ts 4.17).

AS ATIVIDADES DO ANTICRISTO. Ao começar o dia do Senhor, o 'iníquo' aparecerá neste mundo. Trata-se, nos meios eruditos da Bíblia, de um governante mundial que fará aliança com Israel por sete anos, antes do fim da presente era (ver Dn 9.27).

(1) A verdadeira identificação do Anticristo será conhecida três anos e meio mais tarde, quando ele romper sua aliança com Israel, tornar-se governante mundial, declarar ser Deus, profanar o templo de Jerusalém, proibir a adoração a Deus (2 Ts 2.4,8,9) e assolar a terra de Israel.

(2) O Anticristo declarará ser Deus, e perseguirá severamente quem permanecer leal a Cristo (Ap 11.6,7; 13.7,15-18). Exigirá adoração, certamente sediada num grande templo que será usado como centro de seus pronunciamentos (cf. Dn 7.8,25; 8.4; 11.31,36). O homem aspira tornar-se divino desde a criação.

(3) O 'homem do pecado' fará mediante poder satânico, grandes sinais, maravilhas e milagres a fim de propagar o engano (2 Ts 2.9). 'Prodígios de mentira' significa que seus milagres são sobrenaturais, parecendo autênticos, para enganar as pessoas e levá-las a crer na mentira.

(a) Tais demonstrações possivelmente serão vistas no mundo inteiro, pela televisão. Milhões de pessoas ficarão impressionadas, enganadas por esse líder altamente convincente, por não darem a devida importância à Palavra de Deus nem ter amor às suas verdades (2 Ts 2.9-12).

(b) Tanto as palavras de Paulo (2 Ts 2.9), quanto as de Jesus (Mt 24.24) devem despertar os crentes para o fato de que nem todo milagre provém de Deus. Aparentes 'manifestações do Espírito' (1 Co 12.7-10) ou fenômenos supostamente vindos da parte de Deus devem ser aprovados à base da obediência a Cristo e às Escrituras, por parte da pessoa atuante.

A DERROTA DO ANTICRISTO. No fim da tribulação, Satanás congregará muitas nações no Armagedom, sob o comando do Anticristo, e guerrearão contra Deus e o seu povo numa batalha que envolverá o mundo inteiro. Quando isso ocorrer, Cristo voltará e intervirá de modo sobrenatural, destruindo o Anticristo, seus exércitos e todos os que não obedecem ao evangelho. A seguir, Cristo prenderá Satanás e estabelecerá seu reino na terra (Ap 20.1-6)."


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 
Bíblia de Estudo Pentecostal, O Período do Anticristo, editora CPAD, ano 2002, pp. 1856, 1857 e 1858.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

21 - O LIVRO DE ECLESIASTES



  • Autor: Salomão e outros
  • Tema: A Nulidade da Vida à Parte de Deus
  • Data: Cerca de 935 a.C.

Considerações Preliminares

O título deste livro no Antigo Testamento hebraico é koheleth (derivado de kahal, "reunir-se"). Literalmente, significa, "aquele que reúne uma assembléia e lhe dirige a palavra". Este termo ocorre sete vezes no livro (1.1,2,12; 7.27; 12.8-10) e é geralmente traduzido por "pregador" ou "mestre". A palavra correspondente no grego da Septuaginta é ekklesiastes, e dela deriva o título "Eclesiastes" em português. A obra inteira, portanto, é uma série de ensinos por um orador público bem conhecido.

Crê-se, geralmente, que o autor é Salomão, embora seu nome não apareça no livro, como em Provérbios (e.g., Pv 1.1; 10.1; 25.1) e em Cantares (Ct 1.1). Vários trechos, no entanto, sugerem a sua autoria. (1) O autor identifica-se como o filho de Davi, que reinou em Jerusalém (Ec 1.1,12). (2) Faz alusão a si mesmo como o governante mais sábio do povo de Deus (Ec 1.16) e como o escritor de muitos provérbios (Ec 12.9). (3) Seu reino tornou-se conhecido por causa das riquezas e grandezas (Ec 2.4-9). Tudo isso encaixa-se na descrição bíblica do rei Salomão (cf. 1 Rs 2.9; 3.12; 4.29-34; 5.12; 10.1-8). Além disso, sabemos que Salomão, vez por outra, reunia uma assembléia e discursava diante dela (e.g., 1 Rs 8.1). A tradição judaica atribui o livro a Salomão. Por outro lado, o fato de seu nome não aparecer declaradamente em Eclesiastes (apesar de sê-lo nos seus dois outros livros) pode sugerir que outra pessoa auxiliou na compilação do livro. Deve-se considerar que o livro é de Salomão, mas que por certo foi compilado posteriormente na sua forma atual por outra pessoa, assim como ocorreu com certas partes do livro de Provérbios (cf. Pv 25.1).

Liturgicamente, o livro de Eclesiastes é um dos cinco rolos da terceira parte da Bíblia Hebraica, os Hagiographa ("Escritos Sagrados"), cada um dos quais era lido em público anualmente numa das festas sagradas judaicas. Eclesiastes era assim lido na Festa dos Tabernáculos.

Propósito

Segundo a tradição judaica, Salomão escreveu Cantares quando jovem; Provérbios, quando estava na meia-idade, e Eclesiastes, no final da vida. O efeito conjunto do declínio espiritual de Salomão, da sua idolatria e da sua vida extravagante, deixou-o por fim desiludido com os prazeres desta vida e o materialismo, como caminho da felicidade. Eclesiastes registra suas reflexões negativistas a respeito da futilidade de buscar felicidade nesta vida, à parte de Deus e da sua Palavra. Ele teve riquezas, poder, honrarias, fama e prazeres sensuais em grande abundância, mas no fim, o resultado de tudo foi o vazio e a desilusão: "vaidade de vaidades! É tudo vaidade" (Ec 1.2). Seu propósito principal ao escrever Eclesiastes pode ter sido compartilhar com o próximo, especialmente os jovens, antes de morrer, seus pensamentos e seu testemunho, a fim de que outros não cometessem os mesmos erros que ele cometera. Revela de uma vez por todas, a total futilidade do ser humano considerar bens materiais e conquistas pessoais como os reais valores da vida. Embora os jovens devam desfrutar da sua juventude (Ec 11.9,10), o mais importante é que se dediquem ao seu Criador ((Ec 12.1) e que decidam temer a Deus e guardar os seus mandamentos (Ec 12.13,14). Esse é o único caminho que dá sentido à vida.  

Visão Panorâmica

É difícil fazer uma análise precisa de Eclesiastes. Sem muito trabalho, nenhum esboço consegue um bom ordenamento de todos os versículos ou parágrafos deste livro. Em certo sentido, Eclesiastes parece uma seleção de trechos do diário pessoal de um filósofo, nos seus últimos anos, com suas desilusões. Começa com uma declaração do tema predominante: a vida no seu todo é vaidade e aflição de espírito (Ec 1.1-14). O primeiro grande bloco de matéria do livro é estritamente autobiográfico; Salomão aborda os fatos principais da sua vida altamente egocêntrica, envolta em riquezas, prazeres e sucessos materiais (Ec 1.12 - 2.23). A vida "debaixo do Sol" (expressão que ocorre vinte e nove vezes no livro) é a vida segundo o conceito do homem incrédulo, caracterizada pela injustiça, incertezas, mudanças inesperadas no setor das riquezas e justiça falha. Salomão consegue divisar o verdadeiro alvo da vida somente quando olha "para além do Sol", para Deus. Viver somente para a busca do prazer terreno é mediocridade e estultícia; a juventude é demasiadamente breve e fugaz para ser esbanjada insensatamente. O livro termina, mandando os jovens lembrarem-se de Deus na sua juventude, para não chegarem à idade avançada com amargos lamentos e triste incumbência de prestar contas a Deus por uma vida desperdiçada.

Características Especiais

Cinco características principais destacam Eclesiastes. (1) É um livro nitidamente pessoal, no qual o autor freqüentemente emprega o pronome pessoal "eu", ao longo dos dez primeiros capítulos. (2) Sob o negativismo subjacente do autor, o livro revela que a vida, à parte de Deus, é incerta e repleta  de vaidade (a palavra  "vaidade" ocorre no livro trinta e sete vezes). Salomão observa em atitude negativista os vários paradoxos e inquietações da vida (ver, e.g., Ec 2.23 e 2.24; 8.12 e 8.13; 7.3 e 8.15). (3) A essência dos conselhos de Salomão no livro está nos seus dois últimos versículos: "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem" (Ec 12.13,14). (4) O estilo literário do livro é irregular; seu vocabulário e sintaxe são dos mais difíceis no hebraico do Antigo Testamento e não se encaixam bem em nenhum período específico da literatura hebraica. (5) Contém a alegoria mais pitoresca da Bíblia, alusiva à pessoa quando envelhece (Ec 12.2-7).

O Livro de Eclesiastes ante o Novo Testamento     

Possivelmente, apenas um texto de Eclesiastes é citado no Novo Testamento (Ec 7.20 em Rm 3.10, sobre a universalidade do pecado). Todavia, não deixa de haver várias e possíveis alusões: Ec 3.17; 11.9; 12.14, em Mt 16.27; Rm 2.6-8; 2 Co 5.10; 2 Ts 1.6,7; Ec 5.15, em 1 Tm 6.7. A conclusão do autor, quanto à futilidade da busca de riquezas materiais, Jesus a reiterou quando disse: (1) que não devemos acumular tesouros na terra (Mt 6.19-21,24); e (2) que é estultícia alguém ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma (Mt 16.26). O tema de Eclesiastes, de que a vida, à parte de Deus, é vaidade e nulidade, prepara o caminho para a mensagem do Novo Testamento, a da graça: o contentamento, a salvação e a vida eterna, nós os obtemos como dádiva de Deus (cf. Jo 10.10; Rm 6.23).

De várias maneiras este livro preparou o caminho para a revelação do Novo Testamento, no sentido inverso. Suas freqüentes referências à futilidade da vida, e à certeza da morte, preparam o leitor para a resposta de Deus sobre a morte e o juízo, isto é, a vida eterna por Jesus Cristo. Salomão, como o homem mais sábio do Antigo Testamento, não conseguiu respostas satisfatórias para os seus problemas da vida através de prazeres egoístas, riqueza e acúmulo de conhecimento. Portanto, deve-se buscar a resposta nAquele de que o Novo Testamento afirma que "é mais do que Salomão" (Mt 12.42), isto é, em Jesus Cristo, "em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência" (Cl 2.3).  


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BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, Edição de 1995, ano 2002, pp. 964, 965 e 966.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A suposta contradição na genealogia de JESUS

Ao fazermos uma comparação entre a genealogia de Jesus Cristo apresentada por Mateus (Mt 1.1-16) e a genealogia de Jesus Cristo apresentada por Lucas (Lc 3.23-38), observamos uma suposta discrepância entre os dois Evangelhos com respeito à genealogia do nosso Senhor e Salvador. Quanto a isso, o historiador Eusébio de Cesaréia (263 a 340 d.C.), em sua obra "História Eclesiástica", nos dá uma explicação salutar, como se vê a seguir.

Uma vez que a genealogia de Cristo nos é dada de diferentes maneiras por Mateus e Lucas, supondo-se em geral que estejam em desacordo em suas afirmações; e uma vez que todo crente, pelo desejo de conhecer a verdade, tem sido levado a empreender alguma investigação para explicar as passagens, podemos também acrescentar o relato que nos chegou. Referimo-nos à história sobre essas passagens com respeito à harmonia da genealogia dos Evangelhos que nos foi transmitida por Africano numa epístola a Aristides. Depois de ter refutado as opiniões dos outros, considerando-as forçadas e fictícias, apresenta o relato, por ele mesmo certificado, com as seguintes palavras: "Era costumeiro em Israel calcular os nomes das gerações, ou de acordo com a natureza ou de acordo com a lei: de acordo com a natureza, pela sucessão de filhos legítimos; de acordo com a lei, quando outro criava filhos em nome de um irmão que houvesse morrido sem deixar filhos. Pois uma vez que a esperança de uma ressurreição ainda não fora claramente dada, imitavam a promessa que se cumpriria por um tipo de ressurreição mortal, com vistas a perpetuar o nome da pessoa que morrera. Portanto, alguns dos que são inseridos nesse quadro genealógico sucedem-se uns aos outros na ordem natural de pai e filho; alguns, repetindo, nasceram de outros, tendo sido atribuídos a outro pai por nome, tendo sido registrados tanto os pais reais como os atribuídos. Assim também, os Evangelhos não fizeram declarações falsas, quer calculando pela ordem da natureza, quer de acordo com a lei. Visto que as famílias descendentes de Salomão e de Natã foram de tal maneira misturadas por substituições em lugar dos que haviam morrido sem filhos, de acordo com casamentos e perpetuação de descendência, as mesmas pessoas são devidamente consideradas em um aspecto pertencente a uma delas e em outro aspecto à outra. Assim é que ambos os relatos são verdadeiros, ou seja, dos que foram considerados pais, e dos que realmente foram pais, e chegam a José com considerável complexidade, é verdade, mas com grande precisão. Para que isso, contudo, possa tornar-se evidente, vou estabelecer as séries de gerações. Calculando (na genealogia de Mateus) as gerações desde Davi, passando por Salomão, descobre-se que o terceiro de trás para a frente é Matã, que gerou Jacó, pai de José. Mas calculando, como Lucas, desde Natã, o filho de Davi, descobrir-se-á que o terceiro é Melqui, cujo filho era Eli, o pai de José. Sendo José, portanto, nosso objeto proposto, vamos mostrar como aconteceu de cada um ser registrado como seu pai: Jacó, conforme se deduz de Salomão, e Eli, de Natã; também, como aconteceu de esses dois, Jacó e Eli, serem irmãos; e , além disso, como se comprova que os pais deles, Matã e Melqui, sendo de famílias diferentes, são avôs de José. 

Eusébio de Cesaréia
(263-340 d.C.)
Matã e Melqui, tendo casado em sucessão com a mesma mulher, tiveram filhos irmãos pela mesma mãe, pois a lei não proibia a uma mulher que tivesse perdido o marido, quer por divórcio, quer pela morte dele, casar-se de novo. Matã, portanto, que remonta sua linhagem a Salomão, primeiro teve Jacó, por meio de Esta, pois é esse o seu nome conforme transmitido pela tradição. Com a morte de Matã, Melqui, que remonta sua descendência a Natã, casou-se com ela, pois era da mesma tribo, ainda que de outra família, e, conforme se disse, teve o filho Eli. Assim, portanto, vamos encontrar dois de famílias diferentes, Jacó e Eli, irmãos pela mesma mãe. Um desses, Jacó, pela morte do irmão, casou-se com a viúva, tornou-se pai de um terceiro, ou seja, José, seu filho tanto pela natureza como por atribuição. Assim, está escrito: Jacó gerou José. Mas de acordo com a lei, era filho de Eli, pois Jacó sendo seu irmão, deu-lhe descendência. Desse modo, a genealogia traçada também por intermédio dele não será considerada imprecisa, sendo, de acordo com Mateus, dada da seguinte maneira: 'mas Jacó gerou a José'. Mas Lucas, por outro lado, afirma: 'que era o filho, conforme se supunha [pois isso também ele acrescenta], o filho de José, o filho de Eli, o filho de Melqui'. Visto que não era possível expressar a genealogia legal de modo mais distinto, ele omite por completo a expressão 'ele gerou', numa genealogia como essa, até o fim; tendo chegado a Adão, 'que era filho de Deus', resolve toda a série referindo-se a Deus. Isso também não é impossível de provar nem conjectura vã. Pois os parentes de nosso Senhor, de acordo com a carne, seja para apresentar  as próprias origens ilustres, seja para simplesmente mostrar o fato, mas de qualquer maneira apegados estritamente à verdade, também transmitiram os seguintes relatos: Salteadores da Iduméia, em ataque a Asquelomdescendência desprezível e destinou todos os registros das famílias deles às chamas, pensando que ele mesmo poderia  parecer de nobre origem, pelo fato de ninguém mais ser capaz de traçar sua linhagem pelos registros públicos, ligando-o aos patriarcas ou aos prosélitos e àqueles estrangeiros. Uns poucos, porém, dos cuidadosos, quer pela lembrança dos nomes, quer por terem em seu poder  de alguma outra maneira, por meio de cópias, registros particulares próprios, gloriavam-se na idéia de preservar a memória de sua nobre descendência. Entre esses estavam as pessoas acima mencionadas, chamadas desposyni por conta de sua afinidade com a família de nosso Salvador. Os que saíram de Nazaré e Koshba, vilas da Judéia, para outras partes do mundo, explicaram que a mencionada genealogia retirada do livro de registros  diários era tão fidedigna quanto possível. Desse modo, quer o seja quer não, como eu ou qualquer juiz imparcial  diria, certamente ninguém poderia descobrir interpretação mais óbvia. E isso, então, deve bastar nesse assunto, pois, ainda que não seja  sustentado por testemunhos, nada temos a apresentar que seja melhor ou mais coerente com a verdade." Ao final da mesma epístola, esse escritor (Africano), acrescenta o seguinte: "Matã, cuja descendência remonta a Salomão, gerou a Jacó, com a morte de Matã, Melqui, cuja linhagem vem de Natã, ao se casar com a viúva daquele, teve Eli. Assim, Eli e Jacó eram irmãos pela mesma mãe. Morrendo Eli sem filhos, Jacó lhe deu descendência, sendo José pertencente a si de acordo com a natureza, mas a Eli de acordo com a lei. Desse modo, José era filho de ambos". Uma vez assim traçada a linhagem de José, há, ao mesmo tempo, possíveis indícios de que Maria também era da mesma tribo, já que, pela lei mosaica, não se permitiam casamentos entre tribos diferentes. Pois a ordem era casar-se com um do mesmo povo e da mesma família, de modo que a herança não fosse transferida de uma tribo para outra.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

CESARÉIA, Eusébio de, História Eclesiástica, 1ª ed., CPAD, 1999, pp. 31 a 34.